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18 junho, 2010

Tomando um ar

Faz mais ou menos uns 3 meses que eu não faço um post real, assim, digno de tomar alguns minutinhos da minha atenção e me colocar a escrever. Isso se chama, projeto de conclusão de curso.
Desde que o ano começou e eu me afundei nos estudos, o tempo pra se dedicar a algum canto que posso chamar de meu foi bem curto.
Hoje, no meu oficial 1° dia de "férias" decidi falar um pouco sobre meus últimos meses, a visão e os preparativos para o próximo semestre.
A começar, como alguns sabem, o meu TGI (ViverCidade) tem como recorte "A Poética do Caos". Será uma análise da qualidade visual da cidade, o estado de ordem e desordem em que o sistema de uma metrópole, como São Paulo, se encontra e como os indíviduos que nele vivem, interagem e modificam a cada ação, cada energia gerada. Com base de tudo, isso é Entropia. As metrópoles cada vez mais, se encontram num estado agudo de entropia.
A nossa proposta é relatar esses constrastes com a linguagem fotográfica e interferir graficamente, proporcionando uma experiência visual tanto no livro, como no vídeo e no hot site, que serão as linhas produzidas.

Esse tempo de pesquisa foi uma experiência e tanto. A importância na leitura, no embasamento, nas justificativas que todo bom projeto de design deve(ria) ter.

Admito que confio muito no meu trabalho e na minha capacidade de coordenar um grupo com mais 3 integrantes. Por conta disso me sobrecarreguei.
Ter responsabilidade na mistura de, muitas vezes, subestimar a capacidade de outrém, eu realmente me sobrecarreguei. Mas ver as turmas do 8° semestre num lugar onde estaremos daqui uns meses, fez com que todos - inclusive eu - tomassem uma chocalhada pra acordar e despertar o espírito literário e criativo que vagava preguiçoso por dentro.

Enfim, a pré monografia foi entregue e as correções nessa última quinta-feira foi um alívio de que o projeto está bem direcionado, faltando um pouco mais de embasamento ali e normas aqui. Não foi exatamente o 10 que toda aluna metódica sonha, mas levando em consideração a exigência da minha orientadora e de que a metade da sala ficou de exame, creio que um 8 foi mais que um alívio.

Mas além de toda responsabilidade que carreguei nas noites em claro, com ansiedade e trabalho árduo, eu ainda tive minhas experiências no meu atual estágio.
Ah essa área! Ah o Design! Me traz mais e mais ânsia de boas ideias ao mesmo tempo que "buga" o cérebro com a cobrança de si e de outrém.

Enfim, queria muito viajar, mas o dever me chama por entre as ruas dessa cidade que eu tanto amo. E nada mais gratificante do que entrar no meu último semestre universitário com uma bagagem e um entusiasmo e tanto pra esse projeto que eu mal posso esperar pra começar, de fato.

16 abril, 2010

Estamos acostumados a só ver aquilo que é dinâmico, que se agita ante nossos olhos, que acontece. É disso que trata a foto jornalística. E quando nada, aparentemente, está acontecendo? O vento soprando nas ároves ou uma mulher que levanta a mão, com graça, como se fosse soltar um balão. Aí não se vê nada. Mas, de fato, está acontecendo. Essas cenas são delicadas demais ou grandiosas demais para ficarem impressas na retina habituada só ao que é passageiro. São cenas praticamente imperceptíveis a expressão num olhar, um jeito de andar ou uma luz particular incidindo sobre as montanhas.

Nelson Brissac, Paisagens Urbanas

02 abril, 2010

Fotografia #5


Praia dos sonhos [mar/2010]
S90+Lightroom+PSD CS4

16 março, 2010


Itanhaém-SP / 2010


Vontade de ir pra i, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha

02 março, 2010

TGI feelings

Último ano da faculdade é sinônimo de conhecimento, experiência, conclusão, noites em claro regadas à café, vida social nula, resultado do casamento com os integrantes do TGI - Trabalho de Graduação Interdisciplinar.

O tema do TGI pra turma do 7o/8o semestre 2010 de Design gráfico da FMU será:
ViverCidade
O que a cidade traz para nós e o que o design pode trazer para a cidade
Tema abrangente que só houve uma luz no fim do banho, digo, uma luz nas observações desta insana cidade que eu tanto amo, São Paulo, juntamente com o inicio de pesquisas sobre a entropia, o progresso, a destruição e comunicação para o recorte de tema: Poética do caos através da fotografia

As repetidas ações do ser humano no dia a dia, que faz a cidade gerar seu sistema é uma maneira energética de evolução, assim, ocasionando o caos dentro de seus meios. Mas o caos faz parte do equilibrio da humanidade.
Pelo excesso da informação existe a necessidade do homem de se desligar do mundo lá fora, quando na verdade o que está lá fora é o resultado do seu esforço.

O projeto se baseia em retratos da cidade de São Paulo. O que é, o que foi, e o que será afetado por esse meio energético da sua evolução e o equílibrio que gera do seu próprio caos, de maneira poética através do olhar fotográfico, fazendo com que o receptor, (re)conheça um pedaço da capital, que muitas passa despercebido pela correria, ou será irreconhecível pelas intervenções digitais.

É prematuro dizer sobre o produto final, pois só (só?) estamos à 8 meses da entrega. Mas muito provável que isso tudo possa resultar em peças gráficas expostas por uma curadoria ou um livro específico. Mas enfim, a idéia é esta, e a jornada começa agora...

20 novembro, 2009

Existindo


Os melhores presentes são aqueles entregues com o coração, com a alma, com intuito de carregarmos neles a lembrança eterna do carinho, do amor, sejam eles em matéria ou em desejos, em palavras proferidas, nos atos, na melhor hora da noite, do dia.
A passagem aqui só vale a pena assim, rodeada de eternas lembranças, que muitas vezes só se eternizam quando são escritas, mas ainda assim, sempre lembranças.

Moleskine - ou livro vermelho.
Um livro por May&Mathias
E acho que nem precisamos de mais 998 Tsurus pra dar sorte.

17 setembro, 2009

Fotografia #4

Um pedaço de papel, que guarda um pedaço de vida.


E eu acrescentaria que ela é o despertar das lembranças, pois um dia foi dormencia, um dia foi inocencia, envolvidas em braços, choros e risos.

15 setembro, 2009

07 janeiro, 2009

Fotografia #2

One year in 40 seconds


por Eirik Solheim
Imagens e sons de uma mesma paisagem em Oslo, Noruega - captadas durante um ano, compiladas em 40s.

05 janeiro, 2009

Fotografia #1

Decidi abrir uma série de posts sobre um dos meus melhores passatempos (ou seria a melhor afeição?), a fotografia.

Certa vez questionaram-me sobre a desvalorização da pintura em relação à fotografia. Sem protelar, respondi: "O momento exato só pode ser registrado com a foto. A pintura sempre terá seu devido valor e beleza, mas é necessário a disposição de espaço, sentimento de quem o faz , tempo pra realiza-la. E talvez até o seu fim, ela poderá ser modificada. A fotografia não, é o momento exato das emoções, da sua história".

Há quem não goste de uma câmera apontada sobre o rosto e estampar um sorriso amarelado, mas a fotografia além de ter a função para identificar algo, seja ela pra fins legais ou culturais, é uma das primeiras coisas em que as pessoas se preocupam em não perder; evitando que as tragédias e os fênomenos climáticos destruam suas histórias - suas únicas lembranças de um passado retratado - que nunca mais poderá repetir-se existencialmente.


Foto: 6pm - 7pm - 8pm [Summer]*
por May
*Essas fotografias, tiradas num breve espaço de tempo, são exemplos da transformação das coisas em nosso meio; a cor, o ângulo, os detalhes de uma mesma cena; o tempo que passa ou rostos que se modificam em frente à uma lente; das coisas inesperadas que estão prontas para serem registradas com seu próprio Feeling.

Minha galeria de fotos

10 maio, 2008

Fotografia parte II

Saiu a minha primeira nota em Análise e produção da imagem (mais conhecida como fotografia - Enfeitam o nome talvez pra tornar-se apresentável num curso de bacharelado). Nota: 10
Com um bom método de avaliação
T1
- Tema (cenas inusitadas)
- Composição
- Acabamento
- Criatividade

Index do Parque do Ibirapuera com as duas fotos escolhidas para amplição destacadas:



Seria uma vergonha se eu não atingisse essa nota, porém continuo insatisfeita com o index da saída noturna:



Tanto que eu notei que a escolha não foi extensa como o index do parque.
Sexta é entrega de duas ampliações entre quatro escolhidas pela prof. Sim, ela só escolheu quatro de mais de 30 fotos. Isso prova que eu não estou errada com a minha insatisfação.
Enfim, é esperar pra ver.
O auto retrato também ficou "meia boca".

Aguardo resultados.

05 maio, 2008

Fotografia

Atividade 2 - Fotografia noturna
Atividade 3 - Auto retrato
Atividade 4 - Relatório da exposição "Outra cidade", expo da profa. Daniela de Moraes.

Estou extremamente insatisfeita com os resultados dos meus últimos registros fotográficos, da saída noturna.
A entrega do index é nessa sexta. E o meu auto retrato ainda nem finalizei.

Não estou tão inspirada e isso me frustra. De 190 fotos, 35 foram aproveitadas. O processo é sempre longo. Uma foto nunca vai estar suficientemente satisfatória nos primeiros clicks. Ainda mais quando se trata da autoria de alguém tão metódico como minha persona.
Não vou dizer que as 35 fotos não ficaram boas, mas não há uma sequer que eu olhe e diga: "Nossa que foto foda!"

Preciso aprender a fazer retratos, mais espontâneos. Porém, não gosto de abordar "estranhos", sinto-me invadindo a particularidade alheia.

Ora outra navego por sites do gênero, apreciar as mais variadas formas de fotografar, sinto-me "deficiente" por ter que fazer milagres com uma S90.
Próxima aquisição (sabe-se lá quando será possivel), uma reflex urgente! Talvez uma Nikon.
E cada dia que passa, mais me apaixono por fotografia. Apesar de fazer Design, ainda farei do meu hobbie uma profissão.

Fotografar pra mim é absorver a vibração em forma de luz, o momento e a sensação, esquecendo por completo, nem que seja por segundos, tudo aquilo que um dia me tocou. Transponho apenas o externo pro interno e vice-versa, nesse espelho que dotei.



Av. Paulista. Torre da Gazeta
[Abr/08]