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21 janeiro, 2010

-Às vezes, sonho que estou caindo. Começo a correr bem rápido, como um super-humano. O chão começa a ficar rochoso, corro tão rápido que não toco mais o chão. Eu flutuo. É um sentimento incrível.
- Parece maravilhoso.
- Estou livre, salva. Então, eu percebo... que estou completamente sozinha. E então, eu acordo.

Enquanto ouvia, Tom percebeu que essas histórias não eram contadas sempre. Era preciso merecê-las. Ele sentia a parede caindo.
Se perguntava se alguém já havia chegado até aqui.

Por isso, as próximas cinco palavras mudaram tudo.

-Nunca contei isso para ninguém.
-Acho que não sou qualquer um.

500 days of Summer

26 novembro, 2009

The Lake - Antony And The Johnsons


Pra formar aquela bolha de melancolia ao redor, num quarto escuro, trancado.

06 maio, 2009

Review - Show do Richie Kotzen


[01.05.09] - Manifesto

Todo pós-show, eu tento fazer porcamente um review, mas é apenas pra registrar, porque essa não é umas das minhas especialidades.

[30-04] -22hs - Cheguei e avistei um aglomerado de pessoas na porta do Manifesto e dele uma fila virava a esquina e se estendia pela calçada. Por sorte encontramos a Bia - companheiras e guerreiras, sempre seremos quando o assunto é show do Kotzen em SP. E por azar encontramos um ser Abissal que falava mais com as mãos do que com a boca.

Eu não olhava pro relógio por tantas vezes, talvez abrisse o celular, mas não via de fato quantas horas se passaram, porque a ansiedade batia muito mais dentro do que fora, mas sei que demorou muito pra casa abrir e colocar todo aquele povo pra dentro, listando nome por nome.

Banda de abertura, Madgator, que agradou quem esperava pelo show, desagradou quem não sabia do tira gosto, aumentando a espera e o cansaço nas pernas.

Na apresentação alertaram para que desligassemos os flashes, pois o Kotzen estava sensível à luz - o que levantou algumas questões discutidas lá fora.
Quase 2hs da matina Richie Kotzen entrou no palco do Manifesto e é claro que ninguem levou em consideração o alerta, e flashes iluminavam o palco e a platéia, entre pulos e gritos durante "You can't save me" seguida de "Misundestood".
O inicio do show foi um tanto estranho, pois sua voz parecia cansada e baixa, a qualidade do som alterada, ouvindo mais o público do que os acordes.

Seguindo assim por:

"What is"
"High"
"Fooled again"
"Faith"
"So cold"
"Doing what the devil says to do"
"Bad things"
"Everything good"
"Remember"
"I'm losin you", dando uma pequena pausa e gerando dúvidas se eles voltariam ou não para o palco.
Pela estreita escada à direita do palco, ele desce e prossegue, mostrando o que realmente sabe fazer, agradacer com um "obrigado São Paulo" e colocar a galera pra pular em "Socialite".
Seguida por "All along the watchtower"
"Sarah smile"
"Shine"
"Go faster"
"Losing my mind"
"Stand"*

*Set list eu peguei em uma das comunidades, e não sei se algumas músicas estão corretas porque há 2 músicas da qual eu não conhecia.

Mas enfim, foram 2hs de puro Rock'n Roll como só o Kotzen sabe fazer.
E pra finalizar faltou dizer que o baixista do show de 2007 - não sei o nome dele - fez muita falta pra contracenar entre caras e bocas, solos e dancinhas, divididas no palco.
A cara de sono, o novo estilão contestável do Kotzen, com uma mistura de rockstar, mendigo, newhippie e Jesus cristo, fez a sua marca, na passagem pela noite fria paulistana.

Richie Kotzen sempre mostra - no ápice da expressão - ser MUITO FODA ao vivo e a cores, e é sempre um bom show, que vale a pela o valor, a espera e o cansaço. Deixando sempre aquele sabor de quero mais.

Fotos ruins, pela baixa capacidade da câmera e pelas condições das luzes. [link será removido em breve]

Videos:


High

Everything good

Faith

Remember

21 abril, 2009

Soluções gráficas em Cd Covers

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, ou neste caso, um Cd. Hoje, tanto os artistas, quanto os fãs, se preocupam com um bom projeto de Cd covers, buscando a solução pra necessidade em transpor o conteúdo na capa, e claro gerar o marketing.
Eu, quando nem imaginava o que era tipografia e a importância do uso da gestalt em projetos gráficos, muitas vezes comprava Cds pelas capas.

Particularmente, capas de Heavy Metal e alguns álbuns dos anos 80's, a maioria não me agradam; acho exagerados e muitas vezes, sem nexo, causando impactos extremos entre amar e odiar. Salva-se os anos 70's, uma época descontraída, cores e contrastes excêntricas que não encontramos atualmente.

Para análise busquei Cd covers nos meus artistas favoritos, com soluções gráficas no minimalismo, equilibrio, contraste, vetor, o uso adequado da tipografia, a coerência formal [cover+conteúdo]:

Portishead, e o "P" como logo, é impactante. Não sei se foi projetado com a tipografia Impact, mas consegue revelar isso, com bastante semelhança no impacto que ambas causam, e a capa do Third é simplesmente a prova disso, além da simplicidade que muito me agrada:

Portishead - Third



Moodorama - Listen



Metric - Old World Underground, Where Are You Now?



Zero 7 - Simple Things



Massive Attack - Protected



Nouvelle Vague - Rande a Part

O melhor álbum do Marilyn Manson, Holy Wood, não poderia deixar de ter um dos melhores e mais bem elaborados encartes de Cd que eu já vi. Apesar da cover não me agradar muito, o material interno do encarte é fantástico, uma produção com os integrantes da banda, caracterizados em cartas de tarot.


[Mas esse merece um post único... coming soon]


Após algumas pesquisas na internet, encontrei um blog com uma divulgação linkada das 50 melhores capas de cd, segundo a revista Gigwise [?]

Eu não sei que tipo de parâmetro e requisito foram usados para fazer esse tipo de julgamento, mas contesto com boa parte das covers classificadas como melhores, como Nirvana, e aquela capa do bebê nadando; Pinky Floyd e o suspeito prisma; The Clash, num momento rockstar quebrando a guitarra; Aerosmith e o branding na vaca; Velvet Revolver e a banana vetorizada.

Quem quiser, comentem sobre suas covers favoritas.