07 maio, 2007

A vida passa em relapsos filmes na memória, e em estreitos laços entre ainda quem quer que permaneça ou que parta em mil pedaços.
Não tem jeito, aquela caixa continua intacta.
Somos poeiras que dissolverão com um tempo
Não sobreviveremos. Dissolveremos com o vento.
Permita-se! Desta matéria nada durará eternamente.

Sem querer causar nenhum tipo de "impressão" com este registro ou achar que consegue transpôr qualquer tipo de sentido.
A tanto tempo cuidava ao invés do inverso. Talvez estivesse mantida num copo vazio até que um toque a transborde e sinta as mais delicadas linhas de seus contornos.

"O amor é tão necessário como o ar que respiramos. Não existe pessoa no mundo que não tem necessidades do amor. Mesmo que elas não admitem diante de pessoas ou não demonstram, desejam este amor e proteção e que alguém se preocupe com elas." [trecho tirado de um folheto recebido distraidamente num vagão]

Que este não seja mal representado apenas porque fala de amor, mas no fim... de cuidados. Permita-se! [Com um pouco de gelo e se quiser limão]

04 maio, 2007

Impressões

"efeito causado por um estímulo exterior sobre a mente ou os sentidos"

Tantas delas foram avessas ao que tenho nos atuais
Impressões são sempre impressões, as primeiras nem sempre são as que ficam, desde que os conheço eles reverteram de forma que envergonho-me e quando descobre-se que és o inverso do que supôs, torna-se verdadeiramente essêncial pra tal... Talvez pro bem, talvez pro mal.
Refizeram e mostraram o quanto não deve-se basear em somente esta imediata forma esquecendo do coração que naquele peito bate de forma compassiva.

19 abril, 2007

Medo

No sábado passado estava eu sentada só ao fundo do MASP diante de uma altura pouco mais de 16m às minhas costas quando fui abordada por 3 estudantes de jornalismo fazendo duas perguntas para serem gravadas e adicionadas em seus documentário: "O que é medo? Do que você tem medo?"
Inicialmente respondi que medo era um estado psicológico e que tinha medo de ficar só. Mas minutos me deparei com uma questão muito maior que apenas duas perguntas respondidas em menos de 10 seg. Refleti atentamente e sinto que meu maior medo na verdade é não ter liberdade tanto física quanto psicologica.

Passados 4 dias após tal fato, uma pequena torção no ligamento me fez ficar dependente dos entes por pouco mais de 24hs. Essa sensação torna-me vulneravél e memoravél a qualquer fato que vinha a tona quando isso era constante. E realmente é duro depender pra dar um passo, em qualquer que seja a decisão.
Dói e temo saber que poderia ficar só, porém nada pior que não ter a autonomia e livre arbitrio de ir e vir.

Ainda sinto... tantos medos, tantas ansias, mas nada pior que sentir amarrada a um estado que lhe é imposto ao invés de optado.

10 abril, 2007

O tempo não pára pros pedaços serem recolhidos

Dizem que os escorpianos tem o grande poder de renovação, reciclagem.
Sente o quanto algo pode lhe abalar profundamente em um determinado momento e gradativamente dissolve-se ou transforma-se, memorando apenas o que foi bom o bastante pra ficar ou o que foi ruim o bastante pra rancorar.
Mesmo sofrendo alguns relapsos, olha pra trás, não muito distante e vê o quanto sua vida tem mudado desde então.
Continua a mesma, com caracteristicas díficeis e peculiares de sempre, mas crê que tenha mudado gradativamente a cada reação imposta, defrontando com cada ser, com cada face.
Continua com os mesmos "problemas".
Sabendo que não há mais desculpa pra adiar e encarar aquele nostalgico local, cheirando a éter.
Conformada à essa "correnteza" dia após dia, sabe que deve controlar com cada matéria
Não pensa mais nisso a mais de 3 anos, e desde então tem regenerado...
Tantos não entendem, ou talvez não aceitassem... E tem a certeza que a grande maioria sequer algum dia saberá do que se passa nesta mente, e neste corpo.

Tem aprendido a lidar com inumeras reações e a cada instante desaparece(mos) cada vez mais daqui.
Não irá mais hesitar ou negativar uma vontade, mas talvez temerá uma sensibilidade, pois não é nada fácil vê-los desistindo com argumentos incoerentes ou simplesmente partindo e esquecendo de todos os propósitos.

O tempo não pára para vivermos aquele instante satisfatório, portanto busque o momento até que ele pare sua mente, nem que seja por súbitos segundos.
O tempo não pára pra continuarmos a viver estagnados naquele instante, muito menos para recolher os pedaços partidos.

05 abril, 2007

"Não pergunte algo que você não queira saber".

03 abril, 2007

FDS com FDPs

23:30 na sexta rumo à uma chácara próximo a cidade de Porto Feliz.
Após várias voltas, paradas inúteis e procurar um celular e mp3 caidos no meio da estrada escura, chegamos ao local.
Poucas horas de sono, pois a maior parte do tempo foi diversão.
Nada melhor que passar um fds inteiro ao lado daquelas pessoas sempre presentes, que proporcionaram momentos inesqueciveis.

Talvez pudesse ter aproveitado mais ou não me importado tanto com tantas coisas externas que me impedem de fazer tantas outras.
Sou uma completa idiota, corro riscos de passar impressões erradas em algumas situações que deveria ter focado na mesma proporção que as reações dentro de mim impulsionavam.

Enfim,
Duas modalidades de "esportes" nada saudaveis foram testadas no sábado a noite. Não participei de nenhuma, mas valeu a pena conferir pessoas pagando mico ou tumultuar o restante. rs

Maratomba - Uma dupla corre um percurso determinado e faz 6 paradas. Revezando, bebe-se 5 copos de bebida alcoólica e 1 de leite. Quem terminar em tempo record ganha!

Sueca "Last man standing" - Jogo com baralho - Ninguém ganha, ninguém perde, todos bebem.
Um baralho é colocado no centro dos participantes, cada um vira uma carta, carta carta tem uma ação. Após cumprir a ação, segue-se o jogo com o próximo jogador.

A - O participante escolhe uma pessoa para beber uma dose
2 - 2 doses, podendo ser direcionada a uma unica pessoa ou dividida
3 - 3 doses, divididas como quiser
4 - Jogador anterior de quem virou a carta bebe
5 - Jogador que virou a carta bebe
6 - Jogador posterior de quem virou a carta bebe
7 - Escolher um jogo rápido [ex: trava lingua, bicho que bebe, nº multiplos]. Quem perder, claro, bebe.
8 - Insira uma regra no jogo. [ex: Não pode falar palavras negativas, palavrão, ou nome do outro jogador]. Quem cometer, bebe.
9 - Jogo da marca. Escolha um produto para que os participantes digam o nome de marcas. Nada melhor que falar marcas de produtos onde alguém se quer tenha algum dia prestado atenção.
10 - Carta que permite o participante a ir ao banheiro - Negociável.
J - Todos os homens na mesa bebem
Q - Todas as mulheres bebem
K - Todos na mesa bebem

Porém o que gorfar será o novo subordinado do "Lord of Amendoim" rs
Piadas internas que ficaram pra história.

=*
[inner joker] Dudu pequeno garoto gordo e seus filhinhos pequenos e gordos, Ranma grandississimo FDP Master, Vini PSDB ou shark chutador de leite, yumi jão da goma nadadora, Dê dorminhoco, Tatá, Doomer, Mari Trash, Rodrigo Fabricio Spider Man, Chicuzinho, Usuk maconha fdp sênior, Wellzinho, Ivan, Vicent Dadinho Poser.

Viagem Inesquecivel! Quero mais!

17 março, 2007

Quando tudo dá errado vem algo pra provar que pode piorar

Foi extremamente ofegante, sem pausa.
A cidade caótica. Aguas caiam. Individualismo de pessoas habilitadas. A dificuldade em executar planos emergênciais B e C, mas que no fim lembro de que esses seriam as últimas estratégias ou tragédias que poderiam ter sido executadas.
Nesse meio tempo, envolta à fenomenos naturais e caos urbano, penso o quanto estou só. Já não consigo lançar pra fora tudo que está entalado a meses. Mãos atadas, e não consigo mais trocar meias palavras.
Os dias podem ser irônicos, começando completamente diferente em todos os sentidos, e hoje encontra-se de pernas pro ar.

11 março, 2007

No mesmo lugar

Inúmeros rascunhos foram escritos. Nada publicavél até então, a ponto de conseguir transpor esses sentidos confusos e eclodindo cada vez mais.
Tantos caminhos a escolher e as mãos continuam atadas.
Espero tanto pelo momento de poder articular o que tenho a tanto tempo guardado, mas sei que não é o momento e talvez nunca haja o mesmo.

Ora vejo o quanto o tempo passa... O perdi desde então
Hoje já não o tenho tanto assim, e preciso de mais um pouco.
A cada lacuna desespero em tentar preenche-las.
Tenho circulado o mesmo espaço, os mesmos ares, sem os mesmos seres... Já não conto com alguns, e pensamentos vem e vão.
Não consigo sequer tomar uma decisão. Ainda me falta algo, ou talvez me faltasse alguém, nesse meio conturbado apenas pra dizer que está tudo bem. Mas esse alguém nunca vem ou talvez não me apego tanto quanto vejo com facilidade tantos outros por aí. As visões das banalizações entristeço a cada gesto.

Já caminho algum tempo só, e a cada me convenço que meus conceitos começam a sofrer uma mudança gradativa.
Com os que vão, com os que vieram permanecem mas não da mesma forma, com os que eu não enxergo ou não quero enxergar, ou com o que sempre acreditou, silênciou, ouviu de tantas outras a banalização, calou-se desde então pra não dar confusão... Passado cerca de 375 passagens que avistei, e 90 de quando trouxe a tona a vontade saciada dos 375 atrás... Ainda o exergo, querendo novamente trazer de volta aquele instante, mas continuo sempre na mesma posição. Talvez eu continue calada e o tempo me convença de que eu tenha que continuar da mesma forma sem uma evolução dependente de outrém.

05 março, 2007

Tudo bem?

Por tanto se pôs a pensar no que poderia estar fazendo de errado, quando tudo conspirou contra.
Obviamente que pensamentos não resolvem se não há ação.
Ainda permanece neste estado, pois tudo a volta é como um tornado, onde se encontra no ponto inferior de onde inicia e o que faz tudo conturbar.

Decidiu abrir uma exceção nesta última passagem. Ora satisfatória, ora simplesmente com vontade de sair de onde estava pra não ter que ouvir as mesmas piadas, o insuportavél egocentrismo e as mesmas indiferenças que me doiam a cada olhar seu, a cada gesto, ou a falta dele. Talvez seja um dos fatores, mas ainda tenta convencer-se de que isso já não mais importa, de algum sentido eclodindo, a ponto de ser dito.

Motivos pendentes, um a um, mas que não interessam ou simplesmente não precisam ser ditos a quem pouco se importa. Prefere dizer:"Estou bem", do que dizer que "não", ficar horas e horas matracando com algo que não venha ao caso, não poderia resolver ao acaso ou simplesmente não lhe interessa e depois reclamar que ninguém se importa.
Tanto faz se importa ou não.
Já não tem tanta paciencia com irresolução de outrém e subestimações de sentimentos.
Sujeito a criticas, mas poderia querer saber como está, mas agora não importa. Da mesma forma que pra eles também não importa.

19 fevereiro, 2007

Egocentrismo

do Lat. ego, eu + cêntro
s. m.,
tendência pessoal exagerada em considerar tudo sob o próprio ponto de vista, em fazer de si próprio o centro do universo, cuja visão do mundo parte sempre da sua própria personalidade
subjectivismo.

E tenho cansado disso.
Nas últimas sete passagens tenho defrontado em demasia com esta mesma característica ou talvez uma personalidade tão irritante, de duas pessoas que me importo.

Talvez pudesse considerar à uma associação entre egocêntrismo alheio + orgulho e intolerância própria, mas poderia concluir que essa mistura constante não tem sido tão benéfica para minha compreensão e saúde mental.
Realmente tenho sido tão "boazinha" como me julgo ou julgam, que isso está debilitando minha capacidade de encarar ou aceitar situações com relevância.
Esperar a vontade alheia, deixar de fazer algo simplesmente por cumprir a palavra, engolir à seco uma hostilidade ou respostas atravessadas.
Isso tem passado dos limites quando envolve sentidos incomparavéis desde então.
Cansei... não por vocês, mas cansei por mim mesma.
Tenho mantido uma ausência mesmo tão próxima, pra tentar evitar. Mas da última vez foi inevitável a explosão de sentidos e a indiferença estampada nos olhos escondidos atrás da lente.
As vezes as águas não escorrem, acarretando ainda mais o peso e a angustia que eclode cada vez mais.
Talvez um dia eu aprenda.

Delicate - Damien Rice

We might kiss when we are alone
When nobody's watching
We might take it home
We might make out when nobody's there
It's not that we're scared
It's just that it's delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

We might live like never before
When there's nothing to give
Well how can we ask for more
We might make love in some sacret place
The look on your face is delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

04 fevereiro, 2007

Perceber sem temer

[3:53] Vago pela rede sem sono.
Noite anterior oscilei em dois estados, um pouco off e com alguns sentidos pendentes devido a 3 motivos.
Ficarei inerte até então.

Estava revendo alguns recados no orkut, e encontrei um que me chamou a atenção:

[30/01/06] "Aprendi uma coisa q quero q saiba...
As vezes, as pessoas q achamos q vamos amar pela vida toda, naum é a pessoa certa para viver ao nosso lado!! Ai conhecemos pessoas q fazem amenizar a falta de um amor q se foi, ai descobrimos q podemos ser mais feliz com essa pessoa, mesmo q o sentimento naum seja tão grande como o de antes, mas passamos a dar valor a outras coisas!!!
E é isso, curta sua vida e todas as oportunidades, tire suas dores de experiencias para seu crescimento pessoal, vc vai rir daqui um tempo de tudo o q passou por um amor q naum merece o q vc tem para oferecer!!!!"

Não sei de onde veio, talvez este cometeu orkuticidio, mas sei que poderia refletir por horas sobre ter alguém para amenizar a falta de um amor, ser feliz com ela, dar valor.
Talvez basta olhar pro lado - Quem dera se deixassemos de ser cegos e começassemos a ver os olhos com outros olhos, ou parassemos de conspirar contra os próprios sentidos sem deixar o medo levar embora momento(s) "feliz".

Dou um passo por vez.
Com cautela permaneço aqui.
A tanto bato o pé, que já não acredito mais em tal.
Seria perfeito mesmo se ele fosse imperfeito.
Traga os mais intensos sonhos de volta e preencha as lacunas já esquecidas dessa tal chamada paixão.
Mas nessas horas eu queria ter alguem, só pra falar que tá tudo bem.

*Eu ouço "me chama, eu tô aqui."
Me estende a mão.
Está tudo bem, mas a gente sabe que AGORA não tá tudo bem.

Boa noite...

30 janeiro, 2007

4 dias de puro stress

Aquela sensação de estar correndo interminavelmente além dos dias e tudo a volta esteja rodeado de efeitos estimulantes para que esta corrida continue desforme.
Naquele instante enquanto a dor tomava conta de seu corpo, escondeu lágrimas de desconforto para que ela não visse a fraqueza estampada e talvez a desistencia.
Fartada de tantas questões que aguardavam respostas imediatas e constantes, explodiu em excesso acumulado de sentidos angustiados, acarretando uma situação cada vez mais incomoda com outrem.
Contou inumeras vezes as vezes que ele estendeu sua mão. saudades desde então, mas ainda não voltará pro seu estado habitual.

26 janeiro, 2007

Constante

Pensamentos vêm e voam.
Ao que corre atráves dos ares, e aos arredores.
Minha perda de controle sob tudo que mantive em minhas mãos.
Talvez eu tenha errado, me afasto cada vez mais.
Numa feição inexplicavel simplesmente sinto a dor entre os olhos quando o julgamento que eu vejo com meus outros olhos fica evidente a cada gesto seu(s).
A cada julgamento visto num olhar, me retiro pra dentro de mim, e prega em minha mente como perseguição sem fim.
Silencio.
Julgamentos.
Quero sair daqui sem precisar de corpo presente me retirar.
Numa constante fuga... Fecho os olhos e me ponho à continuar.

.may (23:16)

23 janeiro, 2007

Dedo apontado

Poderia escrever interminaveis textos, talvez do tamanho de indignação e emputecimento que sinto. Do tamanho de culpa que levo.
Da quantidade de pessoas que apontam o dedo sem antes olhar pra um espelho e ver que o que acusa é o que hoje o faz.
Poderia dizer que me faria de lesada ou desligada. Ou talvez indiferente a ponto de não ver que tudo já se explodiu e que talvez nada mais seja como antes.
Desde que vi alguns problemas relacionais estampados não conseguia me desvencilhar dos mesmos, me importando em correr atrás, talvez me conformando de que não adiantava mais.
Admito minha porcentagem, mas não unicamente minha.
Já não consigo lidar mais.
Vendo algumas fotografias, digo que sinto falta.
Saudades quando as pessoas sorriam ao invés de reclamar ou cobrar alguma atitude.
Não que o hoje não seja do meu agrado, pelo contrário, mesmo porque sei de que os que permanecem são os demais culpados e sempre permanecerá.
Uma questão moralista já me vem a mente e me dá um ódio grande saber, como se as responsabilidades são somente suas.
Quando na verdade nada disso depende de você
Não sou responsavel por tudo isso.
Não sei se começo a me fazer de lesada e fingir que não estejam falando comigo, talvez assim eu tenha menos dores de cabeça em querer manter a mesma imagem de sempre.
Não queria não me importar, mas atualmente vou precisar. Simplesmente porque não aguento mais.
Parem de cobrar algo que não depende unicamente de mim.

11 janeiro, 2007

Enfim,

férias!
Quando o corpo pede arrego não há como dizer "não".
Passados já, 4 dias em pleno sossego. Esperando as responsabilidades que em breve estarão à tona.
Enfim, não quero pensar, nem tão pouco falar.
Não sinto falta daquela poluição, muito menos daquele calor.
Surtos fotográficos, músicas inspiradoras e uma espera interminável.
Tantas coisas escritas nos últimos, e nada publicavél.

*Os minutos diários em uma linha passa de uma forma instantânea. Quando nos damos conta, passou-se a horas, e ainda resistimos.
Desde que se perde esta mesma linha, inicia a espera pela próxima.
Não consigo até então descrever os sentidos atuais.
Desde que em outra, ou mais uma face te vejo.
"Feelings", este foi essencial naquele instante, e nesta espera (que no fundo, vai ver nunca morreu, ou então esqueceu)... Mais um passo apenas.

01 janeiro, 2007

Deixo pegadas... Adeus! Bem vindo mais um novo ano

Poderia fazer uma retrospectiva não muito detalhada, mas resolvi refletir alguns tópicos.
Quantas mudanças 2006 me proporcionou.
Tantos extremos que seriam impossiveis descreve-los um a um.
Quantos paradigmas quebrados, ou então me importado sem merecimentos.
Tenho algumas coisas a declarar, ou melhor agradecer - À exatamente tudo que me foi imposto, dado e aprendido.
À todas as pessoas que fizeram parte da minha vida, das que entraram e até das que sairam... Não foi-se em vão, qualquer reação.

Uma caminhada inicou em 2006, e hoje dou inicio à mais uma... Contando, esperando, suportando, e vivendo... como mais uma.

Familiares e amigos - Obrigada
Arrependimentos e arrependidos - Desculpa
Passado - Adeus e apenas continue nas lembranças sem me martirizar
Planos concluidos - Alivio
Planos mal resolvidos - Desisto

Para o próximo... Sem planos categoricos ou simplesmente riscados no papel da consciência. Somente esperando algumas responsabilidades e conclusões.
Continuarei...

Sem significados pessimistas ou otimistas. Apenas fazendo a história da forma que pode ser feita.
*Neste mesmo a noite acabou, ou então, mesmo que o Sol não nasceu, lá estava o amanhecer da esperança. Mesmo que sua noite tenha sido pertinente o suficiente a ver que se preocupa com tantos na qual nem imaginam tal observação, carinho e respeito por eles.
Surpresas, já fazem parte do primeiro passo a ser dado neste mesmo encontro.
Não consigo definir de tantas reações que houveram, mas em mim uma dose de alegria e uma dose de indignação em querer reverter seus conceitos, ou suas atitudes, não por mim, mas por eles.

Finalizo este...
Boa sorte, pra mim e pra você, nós iremos precisar.

Just live...
...Just feeling.

Welcome to the new year.

29 dezembro, 2006

Uma sexta feira como outra qualquer (ou quase)

Teoricamente eu não deveria levantar... E em meu estado "off" á encarar mais um dia do fim de ano.
Hoje o maldito acordou tímido, para minha sorte... Afinal odeio o calor que ele traz consigo. Principalmente no horário do meu almoço, que por sinal abomino, mas é a única hora que sacio uma necessidade... E lá está ele, no ápice de sua temperatura.
Chego em meu destino pronta pra não ouvir baboseiras e realizar minhas funções que nem uma máquina, como quando o operário aperta um botão e ela apenas faz seus trabalhos.
Não tô com muita paciência pra contestar algo com alguém que vem de fora pra encher.
Não tô com muito saco pra atender aquele aparelho branco irritante, e ter que ouvir alguém que não queira falar comigo do outro lado, mais irritante ainda.
Não tô com paciência com risinhos ou papos de fim de ano, e aquele sorriso falso estampado no rosto, em um lugar que já me vejo com um pé fora.
Não vejo a hora de descansar... É só isso que preciso.

Estava até que bem animada fazendo um check list para o fim de semana, mesmo com algumas pessoas dificultando com assuntos irrelevantes.
Depois de algumas horas, e tentativas frustrantes para procurar e dividir itens, calcular os custos e a média de consumo, definitivamente broxei

Ah claro, no fim da tarde ainda terei que estampar a falsa satisfação de me despedir e "desejar" algo inverso, quando na verdade gostaria de sair na espreita, já que ninguém iria sentir minha ausência. Ah não ser que eles tenham que pedir pra fazer listinhas, e aquela rotineira chata e estorvante da parte administrativa em andamento, claro.

Enfim, e a noite acabei marcando algo pra poder colocar pingos nos "is" e aliviar essa minha check list. E que esse meu humor formidavel não acabe ou altere mais ainda em uma pessoa que não tem nada a ver, e em outra na qual eu gostaria de desconsiderar uma indagação dita nesta tarde, mas persiste em me emputecer.

Veremos... Já são 17:10... faltam 35min
Aquela sensação de dançar no corredor e correr até o elevador é magnifica... Melhor ainda, é sentir o vento conforme o trem se aproxima da plataforma e suas bifurcações.

O que fica?

Lendo um texto, talvez, não em mesmo sentido para tal interpretação, na qual ele quis transpôr, mas me toquei de algo incrivel. Pessoas que em algum dia foram importantes, vão em vida de nossas vidas, porém algumas registradas como feridas.
Porque insistimos com dor? Se o que vale hoje é a felicidade de estar conosco os mais intensos, vivos e valorosos seres. Se o que vale é o que fica, e não o que vai.
Uma coisa que pode-se levar em conta é de que não vale a pena sofrer, a que um dia o tratou com tal indiferença como se fosse só mais um pra contar.
E vendo o que foi essencial, poderia dar-lhe aquele conselho digno sofrido, limpo e entregue à você da forma mais sincera... "Saiba que solidão ora outra é necessário. Jamais supra suas próprias necessidades em alguém, na qual você mesmo deposita, sem mesmo o outro alguém saber que ele supriria aquilo que você esperou, o que não pôde fazer por si só"... Decepção poderia conclui-lo.

A tal indiferença não se mostrou relativa naquele instante, por mais que tentava disfarçar sua curiosidade pelo presente avistado. Talvez aquilo que guardei a tempos tenha voltado após sentir um gosto diferente, afinal, o ego do suposto causador não tenha mais importancia.

Outro dia disse à um amigo, "alguém sempre tem que estar por cima do outro". Como estar no topo de uma cadeia alimentar. Os de baixo sofrem constantes devorações e suas espécies somem ou transformam-se cada vez mais para a sobrevivência em meio a outros.
Alguns renunciam, outros se entregam.

Mas ainda acredito e finalizo, botando um ponto final, pois desde então ou talvez desde a penúltima vez, declaro, que o enterro.

07 dezembro, 2006

Demonstrações em visões

Fez-se rigida sua expressão enquanto tentava não demonstrar nenhum tipo de reação quanto a surpresa de ver sua imagem.
Direcionou sua cabeça ao nivel de seu queixo mesmo tentando não demonstrar nenhum tipo de expressão.
Fez-se como um cego, surdo e mudo, tentando ignorar ou com medo de algo que lhe incomodava.
Enquanto sua visão aparentemente feliz, dali se distanciava cada vez mais, o olhar fixou a isolada e exclusiva imagem reluzente.
Quanto tempo não se viam. Talvez um mês, talvês bem mais, talvez mais de um ano. Depende da forma que considera-se "ver", "olhar", "sentir" de forma diferente de todas as outras as vezes que foram em vão.
O que pensou? Ficou com medo?
Grande coisa, depois de tantas lágrimas...
Todas elas secaram-se
Todas elas já não mais se esvaem.