16 março, 2010


Itanhaém-SP / 2010


Vontade de ir pra i, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha

02 março, 2010

TGI feelings

Último ano da faculdade é sinônimo de conhecimento, experiência, conclusão, noites em claro regadas à café, vida social nula, resultado do casamento com os integrantes do TGI - Trabalho de Graduação Interdisciplinar.

O tema do TGI pra turma do 7o/8o semestre 2010 de Design gráfico da FMU será:
ViverCidade
O que a cidade traz para nós e o que o design pode trazer para a cidade
Tema abrangente que só houve uma luz no fim do banho, digo, uma luz nas observações desta insana cidade que eu tanto amo, São Paulo, juntamente com o inicio de pesquisas sobre a entropia, o progresso, a destruição e comunicação para o recorte de tema: Poética do caos através da fotografia

As repetidas ações do ser humano no dia a dia, que faz a cidade gerar seu sistema é uma maneira energética de evolução, assim, ocasionando o caos dentro de seus meios. Mas o caos faz parte do equilibrio da humanidade.
Pelo excesso da informação existe a necessidade do homem de se desligar do mundo lá fora, quando na verdade o que está lá fora é o resultado do seu esforço.

O projeto se baseia em retratos da cidade de São Paulo. O que é, o que foi, e o que será afetado por esse meio energético da sua evolução e o equílibrio que gera do seu próprio caos, de maneira poética através do olhar fotográfico, fazendo com que o receptor, (re)conheça um pedaço da capital, que muitas passa despercebido pela correria, ou será irreconhecível pelas intervenções digitais.

É prematuro dizer sobre o produto final, pois só (só?) estamos à 8 meses da entrega. Mas muito provável que isso tudo possa resultar em peças gráficas expostas por uma curadoria ou um livro específico. Mas enfim, a idéia é esta, e a jornada começa agora...

27 janeiro, 2010

2

Eu aqui nessa virtualidade, me sinto subindo naqueles palcos iluminados por refletores com fios desencapados, dizendo "alô" e ziiim, a microfonia causando incômodo em quem quer que esteja presente, nessa platéia espreitada dessa nossa vida.
Queria recitar nesse palco um poema bonitinho, daqueles de tirar suspiro quando eu dissesse "fim", sem ser o fim na verdade.
Bem, o pouco da lucidez que me resta depois de um exausto dia de embaraços, eu só queria dizer uma coisa, ou melhor, eu só queria escrever uma coisa, o tempo é relativo. E ao lado dele, o tempo decola pra bem longe sem qualquer vestígio de passado. E quando longe estamos, é, ficamos a contar os dias, confundindo as estrelas e as fases da sra. Lua.
Um ano e meio, dez letras, ou diversos dias passados num calendário velho, que não são capazes de contar toda e qualquer história, essa nossa doce vivida história, que não dura apenas com olhares, com abraços e beijos à meia-noite, mas que também sustenta-se do silêncio, do beijo na fronte, que por alguma razão, significa respeito, acrescentado de paciência e dedicação.
Das mãos dadas debaixo de Sol e tempestade, dos risos e lágrimas através das linhas, sempre estarei nessa cidade, amando nesse coração.

21 janeiro, 2010

-Às vezes, sonho que estou caindo. Começo a correr bem rápido, como um super-humano. O chão começa a ficar rochoso, corro tão rápido que não toco mais o chão. Eu flutuo. É um sentimento incrível.
- Parece maravilhoso.
- Estou livre, salva. Então, eu percebo... que estou completamente sozinha. E então, eu acordo.

Enquanto ouvia, Tom percebeu que essas histórias não eram contadas sempre. Era preciso merecê-las. Ele sentia a parede caindo.
Se perguntava se alguém já havia chegado até aqui.

Por isso, as próximas cinco palavras mudaram tudo.

-Nunca contei isso para ninguém.
-Acho que não sou qualquer um.

500 days of Summer

07 janeiro, 2010

Mar branco ou brando

“Com o andar dos tempos mais as atividades da convivência e as trocas genéticas, acabámos por meter a consciência na cor do sangue e no sal das lágrimas, e, como se tanto fosse pouco, fizemos dos olhos uma espécie de espelhos virados para dentro, com o resultado, muitas vezes, de mostrarem eles sem reserva o que estávamos tratando de negar com a boca.”

Saramago - Ensaio sobre a cegueira

29 dezembro, 2009

Movies #4

Um pouco de Woody Allen e algumas surpresas pra fechar a movie list do ano:


Vicky Cristina Barcelona


Tudo pode dar certo


500 dias com ela


Na natureza selvagem

27 dezembro, 2009

26 novembro, 2009

Tempo

Existe o tempo livre e o tempo que já não existe, e eu fico com aquele que desconheço. Olho pro relógio e já não reconheço se é noite, se é dia.
Esse mundo, muitas vezes, é a única ponte que me leva até outros mundos, no meu limite de tempo, de memórias, de buscas e de cansaço.
O texto do Fabio Kato resumiu bem o que eu gostaria de falar aqui, sobre essa necessidade, essa busca de realidade, que na maior parte das vezes só nos damos conta quando ganhamos de um lado e perdemos em quase todos outros.

The Lake - Antony And The Johnsons


Pra formar aquela bolha de melancolia ao redor, num quarto escuro, trancado.

20 novembro, 2009

Existindo


Os melhores presentes são aqueles entregues com o coração, com a alma, com intuito de carregarmos neles a lembrança eterna do carinho, do amor, sejam eles em matéria ou em desejos, em palavras proferidas, nos atos, na melhor hora da noite, do dia.
A passagem aqui só vale a pena assim, rodeada de eternas lembranças, que muitas vezes só se eternizam quando são escritas, mas ainda assim, sempre lembranças.

Moleskine - ou livro vermelho.
Um livro por May&Mathias
E acho que nem precisamos de mais 998 Tsurus pra dar sorte.

13 novembro, 2009

Lavou, tá novo!



Exercício acadêmico - Técnica de guache lavado
Mais fácil, mais barato e mais divertido que xilogravura.

29 outubro, 2009

Declaração de amor ao Design

"Design é soma, nunca subtração. O estudo é fundamental. Agregar conhecimento nunca é demais, venha ele de onde vier: seja do matuto da cidadezinha do interior que faz banquinhos toscos de três pés ou do acadêmico doutorado no exterior.
Professores não são 'pontes' nem 'facilitadores'. Antes, eles são gente. Alguns com muita experiência profissional e de vida. O tal matuto também é gente. Tão importante para nossa formação quanto o acadêmico, ele é provedor de conhecimento prático, da lida diária e da filosofia aparentemente barata mas igualmente necessária. Óbvio: há acadêmicos e matutos medíocres. Cabe a nós separá-los segundo nossa sensibilidade e critérios próprios.
Diferentemente dos nossos computadores, os 'HDs' da humana raça funcionam melhor à medida em que vão ficando mais cheios de informações e referências. Assim, é nosso dever abrir os olhos para tudo e para todos. Abraçamos uma profissão maravilhosa, que nos permite extrair de tudo (tudo mesmo) um pouco de néctar para nosso pleno desenvolvimento.
Não acredito em dom. Aquilo que as pessoas chamam de 'dom', prefiro chamar de acúmulo de experiências, sejam elas de vida, sensoriais ou profissionais. O fundamental é erguer as antenas e não ter preconceito de captar o novo e o velho com a mesma paixão. Ouvir Bach com o mesmo interesse que a gente ouve música eletrônica contemporânea. Não fechar os olhos para Basquiat só porque a gente gosta de Rembrandt. Ler Cony, Rui Barbosa ou Kundera com a mesma curiosidade infantil. Estudar psicologia, filosofia, línguas, desenho, economia, administração... Abastecer nosso 'arquivo' com o maior número de referências possível. Ter uma visão holística da profissão, não limitando nossa atuação àquela meia dúzia de conceitos pré estabelecidos que um dia nos ensinaram a ver como certos e absolutos.
Mais do que um computador, nosso cérebro se assemelha a um enorme jardim em constante crescimento. Sua arquitetura é a da evolução e da soma. Soma de cores e formas que geram outras cores e formas num movimento perpétuo de pleno desenvolvimento. Crie sempre ambientes que estimulem a criatividade. Freqüente lugares com o faro aguçado e a curiosidade crítica sempre alerta. Olhe com outros olhos. Fareje oportunidades e ângulos novos para seu repertório estético. Faça com que seu universo trabalhe a seu favor, alimentando você constantemente.
Diplomas e certificados? Acumule o mais que puder, mas não os colecione. Colecione, sim, o conhecimento que esses papéis apenas representam. Isso é para sempre! Dê igual importância aos bancos da universidade e aos bancos da praça. Até dá para ser um profissional completo sem os dois, mas o caminho não tem a mesma beleza e a paisagem perde um pouco do viço.
Design é arte? Não! Design é soma. Soma disso tudo que a gente já falou. É arte, ciência, religião, filosofia, psicologia... É conteúdo! É conhecimento na concepção mais sublime da palavra! Design é algo muito grande para ser enquadrado numa definição. É igualmente grandioso para ser colocado à margem de qualquer atividade (pois ele pode estar inserido nessa atividade!)Por fim, questione sempre. Faça intervenções imaginárias no trabalho alheio. Modifique e crie conceitos e linguagens. Faça com que a palavra 'design' ganhe um novo significado para você e para sua vida.
Não deixe que as pessoas tóxicas te contaminem com negativismo acerca da profissão. Como toda atividade, a nossa tem altos e baixos, mas ela é responsável muito mais pelos prazeres do que pelos reveses. Invista nessa nova forma de ver as coisas. O investimento voltará para você multiplicado e revigorado. Lembre-se: o mundo nos oferece uma volta completa todos os dias, com direito às cores, às sensações, às novas experiências, vivências e ainda nos permite levar junto as pessoas que quisermos".

Texto: Morandini
http://blog.morandini.com.br/

14 outubro, 2009

O cansaço vem, com o corpo querendo assim, despedaçar.
E a cabeça que não desliga, assim, com todas as coisas que ainda se julga, se sonha, se dói.
E o coração, preso à cabeça, ao corpo, sem saber se deve ficar.

A vista é mais turva do lado de fora. E os problemas também.

17 setembro, 2009

Fotografia #4

Um pedaço de papel, que guarda um pedaço de vida.


E eu acrescentaria que ela é o despertar das lembranças, pois um dia foi dormencia, um dia foi inocencia, envolvidas em braços, choros e risos.

15 setembro, 2009

10 setembro, 2009

Dialogando #4 [ou lembranças]

-Você se lembra da primeira coisa que eu disse pra você naquela noite? Não sei como, mas eu lembro e eu já nem estava muito bem
-Que meus cabelos eram bonitos com aquelas mechas vermelhas?
-Um pouco antes disso.
-Não lembro.
-Eu apontei pra vc e disse: "Maaaayyyyy....iumi?
-Hahaha sim!
-E você fez uma cara tipo, "ah coitado do chapadinho".

19 agosto, 2009

O fim é só o começo

Cada dia que o fim da vida acadêmica se aproxima, mais vejo o início de um ano sem fim, e como se não bastasse, tenho disciplinas adaptáveis acumuladas pra dar e vender. Aí me dizem, " Você ainda tem 1 ano e meio pra tudo isso", e eu respondo: "Só?"
Pra quê vida né?
E eu, que sempre me considerei uma pessoa com baixo-nível de uma atual raridade - e invejo quem tem - a paciência, descobri que, com o MEU trabalho e MINHAS tarefas, ela é algo que impera, quase atingindo ao Nirvana quando praticada. O problema não são as coisas na qual fazemos com paixão e determinação, mas as pessoas envolvidas.
Mas, agora, com o pé direito numa produtora, mais e mais tenho obtido uma postura madura e profissional quanto a certos problemas. E atritos acadêmicos, acabam se tornando miséria e medíocridade perto do abismo real.

Ultimamente tenho tido mais a ânsia, a dúvida, em qual segmento me aprofundar nos próximos passos... Fotografia? Cair de cabeça em motion com After Effects? Ou Web? Ó vida! Porque estou numa área tão fascinante e tão cheia de caminhos? Sei que, quanto mais eu sei das ferramentas gráficas, mais tenho o que aprender. Aí vem os meios digitais e as maravilhas tecnológicas pra aguçar ainda mais a minha sede de conhecimento e a vontade de integra-los. Claro, não adianta também querer ser expert em todos os segmentos que o Design oferece, mas é sempre bom saber que existem caminhos. E ser estudante é só o começo.

10 agosto, 2009

Copo cheio

Existem coisas que não se pode reverter, não se pode limpar. Quando há muito o que engolir, num piscar de olhos o copo transborda. E já é tarde demais pra impedi-lo que manche a toalha branca.

27 julho, 2009

Não ensaiei absolutamente nada, tampouco preparei um discurso. O pouco que o teclar ainda permite numa hora dessas é o breve registro de agradecimento, pela felicidade à mim concedida nesse tempo que passou, nessas lágrimas enxugadas, nesses braços que aninham qualquer pássaro sem canto, nesse sorriso sem hora pra chegar, sem hora pra parar, nessa doçura de criança, nesses olhares que dizem tudo, sem que a boca seja aberta, mas que cerram juntos no final de tudo.
Compartilhar qualquer coisa que seja, até mesmo uma bobagem, é o melhor tempo gasto, pra guardar no peito e continuar aqui, aguardando o momento de estarmos a sós, de novo, sempre, onde nada mais atinge o peito, que está preenchido, completo.
E a vida, só renasce assim.

25 julho, 2009

Design já!

Às vezes, me pergunto se o mundo realmente está preparado para o design, quando me deparo com clientes que se dão por exigentes, quando na verdade não sabem o que realmente querem e temos que arrancar a essencia de seus pensamentos e necessidades, transpondo magicamente (ou metodicamente?) da forma mais clara, mais óbvia, mais clichê possível. E resta a dúvida, quando se trata de serviços matrimôniais, onde a tradição ainda perdura... Ousar ou não ousar; ter síndrome cartesiana na hora de dispor os elementos ou adequar ao espaço?
Um trabalho dificilmente será aprovado na primeira tentativa, mas acho que notificações em demasia do cliente, me faz perguntar ironicamente: "Estudar design pra que né? Contratar um profissional? Bobagem!".
Eles sempre querem fazer do jeito deles. Ok! Como dizem, cliente sempre vai ter a razão. Mas nem por isso devemos deixar de ter o pulso firme, argumentação, sempre. E é claro, ainda temos muito o que conquistar, inclusive a regulamentação no país.
Não digo que essa falta de informação, de interesse, de necessidade, de reconhecimento do brasileiro pelo design se dá pela palavra gringa ou pela pouca solidez em que a profissão se baseia hoje, mas pela banalização e desvalorização do próprio profissional. Falta feeling, ética e derivados no mercado galera. Design já!