29 dezembro, 2009

Movies #4

Um pouco de Woody Allen e algumas surpresas pra fechar a movie list do ano:


Vicky Cristina Barcelona


Tudo pode dar certo


500 dias com ela


Na natureza selvagem

27 dezembro, 2009

26 novembro, 2009

Tempo

Existe o tempo livre e o tempo que já não existe, e eu fico com aquele que desconheço. Olho pro relógio e já não reconheço se é noite, se é dia.
Esse mundo, muitas vezes, é a única ponte que me leva até outros mundos, no meu limite de tempo, de memórias, de buscas e de cansaço.
O texto do Fabio Kato resumiu bem o que eu gostaria de falar aqui, sobre essa necessidade, essa busca de realidade, que na maior parte das vezes só nos damos conta quando ganhamos de um lado e perdemos em quase todos outros.

The Lake - Antony And The Johnsons


Pra formar aquela bolha de melancolia ao redor, num quarto escuro, trancado.

20 novembro, 2009

Existindo


Os melhores presentes são aqueles entregues com o coração, com a alma, com intuito de carregarmos neles a lembrança eterna do carinho, do amor, sejam eles em matéria ou em desejos, em palavras proferidas, nos atos, na melhor hora da noite, do dia.
A passagem aqui só vale a pena assim, rodeada de eternas lembranças, que muitas vezes só se eternizam quando são escritas, mas ainda assim, sempre lembranças.

Moleskine - ou livro vermelho.
Um livro por May&Mathias
E acho que nem precisamos de mais 998 Tsurus pra dar sorte.

13 novembro, 2009

Lavou, tá novo!



Exercício acadêmico - Técnica de guache lavado
Mais fácil, mais barato e mais divertido que xilogravura.

29 outubro, 2009

Declaração de amor ao Design

"Design é soma, nunca subtração. O estudo é fundamental. Agregar conhecimento nunca é demais, venha ele de onde vier: seja do matuto da cidadezinha do interior que faz banquinhos toscos de três pés ou do acadêmico doutorado no exterior.
Professores não são 'pontes' nem 'facilitadores'. Antes, eles são gente. Alguns com muita experiência profissional e de vida. O tal matuto também é gente. Tão importante para nossa formação quanto o acadêmico, ele é provedor de conhecimento prático, da lida diária e da filosofia aparentemente barata mas igualmente necessária. Óbvio: há acadêmicos e matutos medíocres. Cabe a nós separá-los segundo nossa sensibilidade e critérios próprios.
Diferentemente dos nossos computadores, os 'HDs' da humana raça funcionam melhor à medida em que vão ficando mais cheios de informações e referências. Assim, é nosso dever abrir os olhos para tudo e para todos. Abraçamos uma profissão maravilhosa, que nos permite extrair de tudo (tudo mesmo) um pouco de néctar para nosso pleno desenvolvimento.
Não acredito em dom. Aquilo que as pessoas chamam de 'dom', prefiro chamar de acúmulo de experiências, sejam elas de vida, sensoriais ou profissionais. O fundamental é erguer as antenas e não ter preconceito de captar o novo e o velho com a mesma paixão. Ouvir Bach com o mesmo interesse que a gente ouve música eletrônica contemporânea. Não fechar os olhos para Basquiat só porque a gente gosta de Rembrandt. Ler Cony, Rui Barbosa ou Kundera com a mesma curiosidade infantil. Estudar psicologia, filosofia, línguas, desenho, economia, administração... Abastecer nosso 'arquivo' com o maior número de referências possível. Ter uma visão holística da profissão, não limitando nossa atuação àquela meia dúzia de conceitos pré estabelecidos que um dia nos ensinaram a ver como certos e absolutos.
Mais do que um computador, nosso cérebro se assemelha a um enorme jardim em constante crescimento. Sua arquitetura é a da evolução e da soma. Soma de cores e formas que geram outras cores e formas num movimento perpétuo de pleno desenvolvimento. Crie sempre ambientes que estimulem a criatividade. Freqüente lugares com o faro aguçado e a curiosidade crítica sempre alerta. Olhe com outros olhos. Fareje oportunidades e ângulos novos para seu repertório estético. Faça com que seu universo trabalhe a seu favor, alimentando você constantemente.
Diplomas e certificados? Acumule o mais que puder, mas não os colecione. Colecione, sim, o conhecimento que esses papéis apenas representam. Isso é para sempre! Dê igual importância aos bancos da universidade e aos bancos da praça. Até dá para ser um profissional completo sem os dois, mas o caminho não tem a mesma beleza e a paisagem perde um pouco do viço.
Design é arte? Não! Design é soma. Soma disso tudo que a gente já falou. É arte, ciência, religião, filosofia, psicologia... É conteúdo! É conhecimento na concepção mais sublime da palavra! Design é algo muito grande para ser enquadrado numa definição. É igualmente grandioso para ser colocado à margem de qualquer atividade (pois ele pode estar inserido nessa atividade!)Por fim, questione sempre. Faça intervenções imaginárias no trabalho alheio. Modifique e crie conceitos e linguagens. Faça com que a palavra 'design' ganhe um novo significado para você e para sua vida.
Não deixe que as pessoas tóxicas te contaminem com negativismo acerca da profissão. Como toda atividade, a nossa tem altos e baixos, mas ela é responsável muito mais pelos prazeres do que pelos reveses. Invista nessa nova forma de ver as coisas. O investimento voltará para você multiplicado e revigorado. Lembre-se: o mundo nos oferece uma volta completa todos os dias, com direito às cores, às sensações, às novas experiências, vivências e ainda nos permite levar junto as pessoas que quisermos".

Texto: Morandini
http://blog.morandini.com.br/

14 outubro, 2009

O cansaço vem, com o corpo querendo assim, despedaçar.
E a cabeça que não desliga, assim, com todas as coisas que ainda se julga, se sonha, se dói.
E o coração, preso à cabeça, ao corpo, sem saber se deve ficar.

A vista é mais turva do lado de fora. E os problemas também.

17 setembro, 2009

Fotografia #4

Um pedaço de papel, que guarda um pedaço de vida.


E eu acrescentaria que ela é o despertar das lembranças, pois um dia foi dormencia, um dia foi inocencia, envolvidas em braços, choros e risos.

15 setembro, 2009

10 setembro, 2009

Dialogando #4 [ou lembranças]

-Você se lembra da primeira coisa que eu disse pra você naquela noite? Não sei como, mas eu lembro e eu já nem estava muito bem
-Que meus cabelos eram bonitos com aquelas mechas vermelhas?
-Um pouco antes disso.
-Não lembro.
-Eu apontei pra vc e disse: "Maaaayyyyy....iumi?
-Hahaha sim!
-E você fez uma cara tipo, "ah coitado do chapadinho".

19 agosto, 2009

O fim é só o começo

Cada dia que o fim da vida acadêmica se aproxima, mais vejo o início de um ano sem fim, e como se não bastasse, tenho disciplinas adaptáveis acumuladas pra dar e vender. Aí me dizem, " Você ainda tem 1 ano e meio pra tudo isso", e eu respondo: "Só?"
Pra quê vida né?
E eu, que sempre me considerei uma pessoa com baixo-nível de uma atual raridade - e invejo quem tem - a paciência, descobri que, com o MEU trabalho e MINHAS tarefas, ela é algo que impera, quase atingindo ao Nirvana quando praticada. O problema não são as coisas na qual fazemos com paixão e determinação, mas as pessoas envolvidas.
Mas, agora, com o pé direito numa produtora, mais e mais tenho obtido uma postura madura e profissional quanto a certos problemas. E atritos acadêmicos, acabam se tornando miséria e medíocridade perto do abismo real.

Ultimamente tenho tido mais a ânsia, a dúvida, em qual segmento me aprofundar nos próximos passos... Fotografia? Cair de cabeça em motion com After Effects? Ou Web? Ó vida! Porque estou numa área tão fascinante e tão cheia de caminhos? Sei que, quanto mais eu sei das ferramentas gráficas, mais tenho o que aprender. Aí vem os meios digitais e as maravilhas tecnológicas pra aguçar ainda mais a minha sede de conhecimento e a vontade de integra-los. Claro, não adianta também querer ser expert em todos os segmentos que o Design oferece, mas é sempre bom saber que existem caminhos. E ser estudante é só o começo.

10 agosto, 2009

Copo cheio

Existem coisas que não se pode reverter, não se pode limpar. Quando há muito o que engolir, num piscar de olhos o copo transborda. E já é tarde demais pra impedi-lo que manche a toalha branca.

27 julho, 2009

Não ensaiei absolutamente nada, tampouco preparei um discurso. O pouco que o teclar ainda permite numa hora dessas é o breve registro de agradecimento, pela felicidade à mim concedida nesse tempo que passou, nessas lágrimas enxugadas, nesses braços que aninham qualquer pássaro sem canto, nesse sorriso sem hora pra chegar, sem hora pra parar, nessa doçura de criança, nesses olhares que dizem tudo, sem que a boca seja aberta, mas que cerram juntos no final de tudo.
Compartilhar qualquer coisa que seja, até mesmo uma bobagem, é o melhor tempo gasto, pra guardar no peito e continuar aqui, aguardando o momento de estarmos a sós, de novo, sempre, onde nada mais atinge o peito, que está preenchido, completo.
E a vida, só renasce assim.

25 julho, 2009

Design já!

Às vezes, me pergunto se o mundo realmente está preparado para o design, quando me deparo com clientes que se dão por exigentes, quando na verdade não sabem o que realmente querem e temos que arrancar a essencia de seus pensamentos e necessidades, transpondo magicamente (ou metodicamente?) da forma mais clara, mais óbvia, mais clichê possível. E resta a dúvida, quando se trata de serviços matrimôniais, onde a tradição ainda perdura... Ousar ou não ousar; ter síndrome cartesiana na hora de dispor os elementos ou adequar ao espaço?
Um trabalho dificilmente será aprovado na primeira tentativa, mas acho que notificações em demasia do cliente, me faz perguntar ironicamente: "Estudar design pra que né? Contratar um profissional? Bobagem!".
Eles sempre querem fazer do jeito deles. Ok! Como dizem, cliente sempre vai ter a razão. Mas nem por isso devemos deixar de ter o pulso firme, argumentação, sempre. E é claro, ainda temos muito o que conquistar, inclusive a regulamentação no país.
Não digo que essa falta de informação, de interesse, de necessidade, de reconhecimento do brasileiro pelo design se dá pela palavra gringa ou pela pouca solidez em que a profissão se baseia hoje, mas pela banalização e desvalorização do próprio profissional. Falta feeling, ética e derivados no mercado galera. Design já!

23 julho, 2009

Uma incógnita de nome Terapia

Eu já fui secretária particular de uma psicanalista aposentada, e sempre depois de agendar uma sessão com sua terapeuta familiar, ela dizia: "Santo de casa não faz milagres", isso soou durante anos como incapacidade de resolver seus próprios, assim dizer, problemas, ainda mais quando se tratava de uma profissional, já digna de seus méritos encostados na parede.

Creio que após carregar tantos fardos na vida, e depois de 9 anos após um dos períodos mais conturbados, cogitei a possibilidade. Estou protelando enfrentar, o que muitas vezes, pode parecer algo tão óbvio, mas que no fundo tem seu fim no poço escuro. Aí a dúvida, dá aquele amargo na boca, aquele medo de não conseguir pronunciar sequer uma palavra, quanto mais algo tão secretamente guardado, que é a causa mais evidente.

17 julho, 2009

Tá parado isso aqui né? Eu sei. Desculpem pelo abandono, mas é o tempo, é a presença, é o cansaço, que fazem desse canto um pouco esquecido, que tornam as coisas belas mais palpáveis do que escritas. Mas eu volto, ou melhor, eu sempre fico.

01 julho, 2009

1,2,3

...um passo [ou 4 gatos?] por vez.

Confesso que estava descrente e já até pensei em desistir, quando resolvi dar um passo por vez. Mudei de traços, de Universidade, recorri à diversos recursos que complementassem o conhecimento obtido no meio acadêmico, mas quando mudei o pensamento e voltei a exercitar a minha capacidade e auto confiança, tudo começou a melhorar.
Os sonhos geralmente estão acima do céu, mas quando decidi que um passo valeria mais que degraus duplos, previni o tombo, aprendi que paciência vem com a auto confiança. Hoje, um novo passo, um estágio na qual de conhecimento e amadurecer, ninguém tira.

Uma vez me disseram que a imaginação valia mais do que conhecimento, é bem verdade que ela é essêncial pra nos lançar à lugares, a princípio, inacessiveis, mas sem esforço, de nada vale.

À todos,
1% de inspiração e 99% de transpiração

Um dia eu chego lá...

...e neste caso, eu ainda sou só um macaquinho .

27 junho, 2009

Grow up

Por incrivel que pareça o mundo virtual hoje é o único que acaba por trazer à tona a realidade das coisas; notícias daqueles que dividiram os brinquedos na infância, o lanche no recreio, os livros no ginásio, as músicas no fone de ouvido, o ônibus engarrafado, as conversas nas madrugadas. Notícias daqueles que hoje se tornam cada vez mais intangíveis.
Meus amigos estão graduando, casando, procriando (não necessariamente nesta ordem). E a cada dia que passa mais me convenço de que a mudança de comportamento se dá mais rápida do que a mudança da pele.
Cobramos o que muitas vezes não podemos oferecer, e todos aqueles saltos que davamos sem pensar, foram tragados pelo tempo, que se torna cada vez menor, junto com as prioridades.
O tic-tac não está mais disposto, e levou embora o que um dia existiu, e hoje, não passam de retratos, de relatos, de conversas jogadas fora, de promessas não cumpridas, do fôlego tomado conta do pulmão por tudo que deixou de ser. E que alguns - eu disse alguns - espaços que concedemos e que nos foram concedidos, um dia serão substítuidos.

Lembranças absurdamente impregnadas como perfume barato e música indesejada. Lembranças que a cabeça esquece sem querer, querendo, como cartas e encontros flamejados à fósforo, queimando os dedos antes de virar pó.

Hoje me calo com a felicidade sentada ao lado, pois eu tenho dificuldade de falar da sua presença. Porque não se divide o pão em 3 fatias. Ou é apenas não querer quebrar o coração de outrém?

Enfim, tudo chega ao fim. Ou melhor, a gente cresce, esquece e (des)aparece.

19 junho, 2009

Design #8 (ou tietagem)

"Para maioria das pessoas, design significa aparência. Mas para mim, nada poderia ser tão profundo quanto design. Design é a essência do homem enquanto criação."

"As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas."
tio Steve Jobs - Apple

Muitos já viram esse vídeo, mas vale a pena colocar aqui:






Realmente, existe vida antes e depois da Apple.