19 fevereiro, 2007

Egocentrismo

do Lat. ego, eu + cêntro
s. m.,
tendência pessoal exagerada em considerar tudo sob o próprio ponto de vista, em fazer de si próprio o centro do universo, cuja visão do mundo parte sempre da sua própria personalidade
subjectivismo.

E tenho cansado disso.
Nas últimas sete passagens tenho defrontado em demasia com esta mesma característica ou talvez uma personalidade tão irritante, de duas pessoas que me importo.

Talvez pudesse considerar à uma associação entre egocêntrismo alheio + orgulho e intolerância própria, mas poderia concluir que essa mistura constante não tem sido tão benéfica para minha compreensão e saúde mental.
Realmente tenho sido tão "boazinha" como me julgo ou julgam, que isso está debilitando minha capacidade de encarar ou aceitar situações com relevância.
Esperar a vontade alheia, deixar de fazer algo simplesmente por cumprir a palavra, engolir à seco uma hostilidade ou respostas atravessadas.
Isso tem passado dos limites quando envolve sentidos incomparavéis desde então.
Cansei... não por vocês, mas cansei por mim mesma.
Tenho mantido uma ausência mesmo tão próxima, pra tentar evitar. Mas da última vez foi inevitável a explosão de sentidos e a indiferença estampada nos olhos escondidos atrás da lente.
As vezes as águas não escorrem, acarretando ainda mais o peso e a angustia que eclode cada vez mais.
Talvez um dia eu aprenda.

Delicate - Damien Rice

We might kiss when we are alone
When nobody's watching
We might take it home
We might make out when nobody's there
It's not that we're scared
It's just that it's delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

We might live like never before
When there's nothing to give
Well how can we ask for more
We might make love in some sacret place
The look on your face is delicate

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

So why do you fill my sorrow
With the words you've borrowed
From the only place you've known
And why do you sing Hallelujah
If it means nothing to you
Why do you sing with me at all?

04 fevereiro, 2007

Perceber sem temer

[3:53] Vago pela rede sem sono.
Noite anterior oscilei em dois estados, um pouco off e com alguns sentidos pendentes devido a 3 motivos.
Ficarei inerte até então.

Estava revendo alguns recados no orkut, e encontrei um que me chamou a atenção:

[30/01/06] "Aprendi uma coisa q quero q saiba...
As vezes, as pessoas q achamos q vamos amar pela vida toda, naum é a pessoa certa para viver ao nosso lado!! Ai conhecemos pessoas q fazem amenizar a falta de um amor q se foi, ai descobrimos q podemos ser mais feliz com essa pessoa, mesmo q o sentimento naum seja tão grande como o de antes, mas passamos a dar valor a outras coisas!!!
E é isso, curta sua vida e todas as oportunidades, tire suas dores de experiencias para seu crescimento pessoal, vc vai rir daqui um tempo de tudo o q passou por um amor q naum merece o q vc tem para oferecer!!!!"

Não sei de onde veio, talvez este cometeu orkuticidio, mas sei que poderia refletir por horas sobre ter alguém para amenizar a falta de um amor, ser feliz com ela, dar valor.
Talvez basta olhar pro lado - Quem dera se deixassemos de ser cegos e começassemos a ver os olhos com outros olhos, ou parassemos de conspirar contra os próprios sentidos sem deixar o medo levar embora momento(s) "feliz".

Dou um passo por vez.
Com cautela permaneço aqui.
A tanto bato o pé, que já não acredito mais em tal.
Seria perfeito mesmo se ele fosse imperfeito.
Traga os mais intensos sonhos de volta e preencha as lacunas já esquecidas dessa tal chamada paixão.
Mas nessas horas eu queria ter alguem, só pra falar que tá tudo bem.

*Eu ouço "me chama, eu tô aqui."
Me estende a mão.
Está tudo bem, mas a gente sabe que AGORA não tá tudo bem.

Boa noite...

30 janeiro, 2007

4 dias de puro stress

Aquela sensação de estar correndo interminavelmente além dos dias e tudo a volta esteja rodeado de efeitos estimulantes para que esta corrida continue desforme.
Naquele instante enquanto a dor tomava conta de seu corpo, escondeu lágrimas de desconforto para que ela não visse a fraqueza estampada e talvez a desistencia.
Fartada de tantas questões que aguardavam respostas imediatas e constantes, explodiu em excesso acumulado de sentidos angustiados, acarretando uma situação cada vez mais incomoda com outrem.
Contou inumeras vezes as vezes que ele estendeu sua mão. saudades desde então, mas ainda não voltará pro seu estado habitual.

26 janeiro, 2007

Constante

Pensamentos vêm e voam.
Ao que corre atráves dos ares, e aos arredores.
Minha perda de controle sob tudo que mantive em minhas mãos.
Talvez eu tenha errado, me afasto cada vez mais.
Numa feição inexplicavel simplesmente sinto a dor entre os olhos quando o julgamento que eu vejo com meus outros olhos fica evidente a cada gesto seu(s).
A cada julgamento visto num olhar, me retiro pra dentro de mim, e prega em minha mente como perseguição sem fim.
Silencio.
Julgamentos.
Quero sair daqui sem precisar de corpo presente me retirar.
Numa constante fuga... Fecho os olhos e me ponho à continuar.

.may (23:16)

23 janeiro, 2007

Dedo apontado

Poderia escrever interminaveis textos, talvez do tamanho de indignação e emputecimento que sinto. Do tamanho de culpa que levo.
Da quantidade de pessoas que apontam o dedo sem antes olhar pra um espelho e ver que o que acusa é o que hoje o faz.
Poderia dizer que me faria de lesada ou desligada. Ou talvez indiferente a ponto de não ver que tudo já se explodiu e que talvez nada mais seja como antes.
Desde que vi alguns problemas relacionais estampados não conseguia me desvencilhar dos mesmos, me importando em correr atrás, talvez me conformando de que não adiantava mais.
Admito minha porcentagem, mas não unicamente minha.
Já não consigo lidar mais.
Vendo algumas fotografias, digo que sinto falta.
Saudades quando as pessoas sorriam ao invés de reclamar ou cobrar alguma atitude.
Não que o hoje não seja do meu agrado, pelo contrário, mesmo porque sei de que os que permanecem são os demais culpados e sempre permanecerá.
Uma questão moralista já me vem a mente e me dá um ódio grande saber, como se as responsabilidades são somente suas.
Quando na verdade nada disso depende de você
Não sou responsavel por tudo isso.
Não sei se começo a me fazer de lesada e fingir que não estejam falando comigo, talvez assim eu tenha menos dores de cabeça em querer manter a mesma imagem de sempre.
Não queria não me importar, mas atualmente vou precisar. Simplesmente porque não aguento mais.
Parem de cobrar algo que não depende unicamente de mim.

11 janeiro, 2007

Enfim,

férias!
Quando o corpo pede arrego não há como dizer "não".
Passados já, 4 dias em pleno sossego. Esperando as responsabilidades que em breve estarão à tona.
Enfim, não quero pensar, nem tão pouco falar.
Não sinto falta daquela poluição, muito menos daquele calor.
Surtos fotográficos, músicas inspiradoras e uma espera interminável.
Tantas coisas escritas nos últimos, e nada publicavél.

*Os minutos diários em uma linha passa de uma forma instantânea. Quando nos damos conta, passou-se a horas, e ainda resistimos.
Desde que se perde esta mesma linha, inicia a espera pela próxima.
Não consigo até então descrever os sentidos atuais.
Desde que em outra, ou mais uma face te vejo.
"Feelings", este foi essencial naquele instante, e nesta espera (que no fundo, vai ver nunca morreu, ou então esqueceu)... Mais um passo apenas.

01 janeiro, 2007

Deixo pegadas... Adeus! Bem vindo mais um novo ano

Poderia fazer uma retrospectiva não muito detalhada, mas resolvi refletir alguns tópicos.
Quantas mudanças 2006 me proporcionou.
Tantos extremos que seriam impossiveis descreve-los um a um.
Quantos paradigmas quebrados, ou então me importado sem merecimentos.
Tenho algumas coisas a declarar, ou melhor agradecer - À exatamente tudo que me foi imposto, dado e aprendido.
À todas as pessoas que fizeram parte da minha vida, das que entraram e até das que sairam... Não foi-se em vão, qualquer reação.

Uma caminhada inicou em 2006, e hoje dou inicio à mais uma... Contando, esperando, suportando, e vivendo... como mais uma.

Familiares e amigos - Obrigada
Arrependimentos e arrependidos - Desculpa
Passado - Adeus e apenas continue nas lembranças sem me martirizar
Planos concluidos - Alivio
Planos mal resolvidos - Desisto

Para o próximo... Sem planos categoricos ou simplesmente riscados no papel da consciência. Somente esperando algumas responsabilidades e conclusões.
Continuarei...

Sem significados pessimistas ou otimistas. Apenas fazendo a história da forma que pode ser feita.
*Neste mesmo a noite acabou, ou então, mesmo que o Sol não nasceu, lá estava o amanhecer da esperança. Mesmo que sua noite tenha sido pertinente o suficiente a ver que se preocupa com tantos na qual nem imaginam tal observação, carinho e respeito por eles.
Surpresas, já fazem parte do primeiro passo a ser dado neste mesmo encontro.
Não consigo definir de tantas reações que houveram, mas em mim uma dose de alegria e uma dose de indignação em querer reverter seus conceitos, ou suas atitudes, não por mim, mas por eles.

Finalizo este...
Boa sorte, pra mim e pra você, nós iremos precisar.

Just live...
...Just feeling.

Welcome to the new year.

29 dezembro, 2006

Uma sexta feira como outra qualquer (ou quase)

Teoricamente eu não deveria levantar... E em meu estado "off" á encarar mais um dia do fim de ano.
Hoje o maldito acordou tímido, para minha sorte... Afinal odeio o calor que ele traz consigo. Principalmente no horário do meu almoço, que por sinal abomino, mas é a única hora que sacio uma necessidade... E lá está ele, no ápice de sua temperatura.
Chego em meu destino pronta pra não ouvir baboseiras e realizar minhas funções que nem uma máquina, como quando o operário aperta um botão e ela apenas faz seus trabalhos.
Não tô com muita paciência pra contestar algo com alguém que vem de fora pra encher.
Não tô com muito saco pra atender aquele aparelho branco irritante, e ter que ouvir alguém que não queira falar comigo do outro lado, mais irritante ainda.
Não tô com paciência com risinhos ou papos de fim de ano, e aquele sorriso falso estampado no rosto, em um lugar que já me vejo com um pé fora.
Não vejo a hora de descansar... É só isso que preciso.

Estava até que bem animada fazendo um check list para o fim de semana, mesmo com algumas pessoas dificultando com assuntos irrelevantes.
Depois de algumas horas, e tentativas frustrantes para procurar e dividir itens, calcular os custos e a média de consumo, definitivamente broxei

Ah claro, no fim da tarde ainda terei que estampar a falsa satisfação de me despedir e "desejar" algo inverso, quando na verdade gostaria de sair na espreita, já que ninguém iria sentir minha ausência. Ah não ser que eles tenham que pedir pra fazer listinhas, e aquela rotineira chata e estorvante da parte administrativa em andamento, claro.

Enfim, e a noite acabei marcando algo pra poder colocar pingos nos "is" e aliviar essa minha check list. E que esse meu humor formidavel não acabe ou altere mais ainda em uma pessoa que não tem nada a ver, e em outra na qual eu gostaria de desconsiderar uma indagação dita nesta tarde, mas persiste em me emputecer.

Veremos... Já são 17:10... faltam 35min
Aquela sensação de dançar no corredor e correr até o elevador é magnifica... Melhor ainda, é sentir o vento conforme o trem se aproxima da plataforma e suas bifurcações.

O que fica?

Lendo um texto, talvez, não em mesmo sentido para tal interpretação, na qual ele quis transpôr, mas me toquei de algo incrivel. Pessoas que em algum dia foram importantes, vão em vida de nossas vidas, porém algumas registradas como feridas.
Porque insistimos com dor? Se o que vale hoje é a felicidade de estar conosco os mais intensos, vivos e valorosos seres. Se o que vale é o que fica, e não o que vai.
Uma coisa que pode-se levar em conta é de que não vale a pena sofrer, a que um dia o tratou com tal indiferença como se fosse só mais um pra contar.
E vendo o que foi essencial, poderia dar-lhe aquele conselho digno sofrido, limpo e entregue à você da forma mais sincera... "Saiba que solidão ora outra é necessário. Jamais supra suas próprias necessidades em alguém, na qual você mesmo deposita, sem mesmo o outro alguém saber que ele supriria aquilo que você esperou, o que não pôde fazer por si só"... Decepção poderia conclui-lo.

A tal indiferença não se mostrou relativa naquele instante, por mais que tentava disfarçar sua curiosidade pelo presente avistado. Talvez aquilo que guardei a tempos tenha voltado após sentir um gosto diferente, afinal, o ego do suposto causador não tenha mais importancia.

Outro dia disse à um amigo, "alguém sempre tem que estar por cima do outro". Como estar no topo de uma cadeia alimentar. Os de baixo sofrem constantes devorações e suas espécies somem ou transformam-se cada vez mais para a sobrevivência em meio a outros.
Alguns renunciam, outros se entregam.

Mas ainda acredito e finalizo, botando um ponto final, pois desde então ou talvez desde a penúltima vez, declaro, que o enterro.

07 dezembro, 2006

Demonstrações em visões

Fez-se rigida sua expressão enquanto tentava não demonstrar nenhum tipo de reação quanto a surpresa de ver sua imagem.
Direcionou sua cabeça ao nivel de seu queixo mesmo tentando não demonstrar nenhum tipo de expressão.
Fez-se como um cego, surdo e mudo, tentando ignorar ou com medo de algo que lhe incomodava.
Enquanto sua visão aparentemente feliz, dali se distanciava cada vez mais, o olhar fixou a isolada e exclusiva imagem reluzente.
Quanto tempo não se viam. Talvez um mês, talvês bem mais, talvez mais de um ano. Depende da forma que considera-se "ver", "olhar", "sentir" de forma diferente de todas as outras as vezes que foram em vão.
O que pensou? Ficou com medo?
Grande coisa, depois de tantas lágrimas...
Todas elas secaram-se
Todas elas já não mais se esvaem.

29 novembro, 2006

Dor

..."Experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada a lesão real ou potencial dos tecidos. A dor é sempre subjetiva. Cada indivíduo aprende a aplicação do sentido através de experiências relacionadas com lesões anteriores.É uma sensação em uma ou mais partes do organismo mas sempre é desagradável, e portanto representa uma experiência emocional.Podemos considera-la como fenômeno ‘biopsicossocial’ que resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, comportamentais e sociais."

Certo dia um amigo meu disse: "Algumas pessoas reclamam de tão pouco, como uma dorzinha de cabeça, sem pensar que muitas pessoas já passaram por algo bem maior e pior, e não reclamam tanto assim."

Eu: "Você tem que entender que algumas pessoas não tem ponto de vista de dor maior. Pra elas uma dorzinha de cabeça é uma dor suficiente a ser reclamada."

Sem muitos conhecimentos ou explicações técnicas e cientificas sobre o assunto. Mas visando o contexto acima, poderia concluir que quanto maior ou constante for a dor, gradualmente modificamos os conceitos. E uma "trivial dor" não seria sentida ou indagada. Pensando bem, isso pra mim tem um pouco de fundamento, ao lembrar das mais diversas, possiveis e constantes dores já sentidas durante longos periodos da vida.

23 novembro, 2006

No limite

Sem paciência para lhe dar com coisas que persistem;
Esperando as responsabilidades que vem cada vez mais a tona.
Não me cobre aquilo que nem você mesmo possa dar pra alguém ou pra si.
Não espere sentado ações altruistas.
Não me obrigue a escancarar uma "discussão".
Poupe-me de comentários tercerizados, ou cérebro desprovido de bom senso e maturidade.
Não me venha com discussões irrelevantes e pedancia, ao invés disso vá ter diálogos sinceros com seu circulo social ou fazer algo de útil ao invés de se lamentar pela vida que nem foi vivida direito.
Odeio qualquer tipo de "interação" do tipo: "Beltrano (anônimo) disse pra fulana, mas a fulana comentou com ciclano, e o fez prometer não comentar p**** alguma com você. Ahh poupe-me! Não me venha com "meio assunto", aliás, não existe meio assunto! Ou fala ou se cala!
Poderia ter passado "batido" dessa.
Odeio pessoas "surdas" (que só ouvem o que querem, ou nem ouvem, só falam).
Cuidar da vida é bom! Caso não ocorra com sucesso, gatos são bem vindos (7 vidas tá bom né?) rs
Isto não é recado. E nem um blábláblá virtual.
Mais alguns "detalhes" eu juro que vou ter um colapso nervoso.
Meta: Ausência física e organização.
Enfim... preciso de tempo.

18 novembro, 2006

Mais um...

pra contar, pra aguardar.
Quantos flashbacks fiz de um ano pra cá?
Muitos! Alguns voltando a exato 365, outros recentes.
Não precisei chegar aos 23 pra saber o quanto de experiência uma dor e uma alegria nos faz amadurecer. Idade pra isso, não quer dizer nada.
Ou o tanto de dificuldade e sonhos nos fazem ver que a vida não é simplesmente sobreviver, mas sim viver.
Não me vejo saudavelmente com mais de 30. Meu físico não me permite a isso. Mas assim espero estar, porém não consigo ver.
Aos 16, ainda acamada me via realizada se chegasse aos 23. Cá estou eu.
De lá pra cá, quantos acontecimentos.
Quantas vivencias merecedoras de cada passo, de cada lágrima.
Quantos arrependimentos que no fim não passavam de mais uma lição.
Vendo quando criança, o quanto ansiava por esta data, pra ter a sensação de sentir cada possibilidade com a idade atingida. Fazer mais um ano hoje em dia é o de menos. Tanto que vejo que algumas pessoas idosas tem razão quando dizem. A cada ano que passa você nem quer saber mais, ou nem lembra mais o que é fazer mais uma data.
Isso parece deprimente não?
Mas não me importo me delicio a cada instante

Ontem, hoje pra lembrar que foi bom, foi maravilhoso e estive ao lado de pessoas na qual respeito e sempre vou querer estar ao lado.
Obrigado a todos que lembraram, mandaram algum tipo de recado, carinho e estiveram presentes de alguma forma.
Angra daqui algumas horas. 15 anos e inicio da turnê Aurora Consurgens

Enfim, finalizo este dizendo que estou feliz, amanhã não quero pensar em algo que persiste. Assim espero continuar.

09 novembro, 2006

Conselhos

Sempre disseram que meu forte era esse, mas eu nunca achei que fosse capaz disso, ou então que tivesse a intenção de usa-los.Nunca gostei de dar ou receber. Talvez uma opinião doce e sincera fosse muito mais valiosa do que um complexo sermão racional ou um segmento de como agir. Talvez achava que pra isso era necessário intimidade e confiança. Ou então tivesse experiência e capacidade suficiente pra tal ato.
Sentada, ouvi ele dizer:
"Conselhos é tudo aquilo que alguém tem de doloroso dentro de si, tirado, limpo e entregue a você da forma mais sincera. Sendo que a pessoa que te entrega ainda tem que reviver todas as
dores. A forma que você usa esse conselho, cabe unicamente a você, se usar, e como usar".
Depois disso infinitas palavras que saiam de seu coração calavam dentro de mim, e voltava de forma arrasada, envergonhada.
Porém capaz de serem absorvidas e ecoadas dentro da minha consciência.

Caminho

Andando, ouvi ele dizer:
"Quando você faz um caminho e erra, você tem que voltar este mesmo caminho, andando, mas sempre você o faz de forma diferente. Tentando mudar o que você errou da primeira vez. Portanto o erro não é um caminho e sim dois".
Pra ele, por um momento, poderia parecer que eu não ouvi toda forma harmonica e poética que ele tentou expressar. Desculpa se não consegui expressar, quando você me perguntou: "Entendeu?" Pois fiquei digerindo, alias, continuo.

03 novembro, 2006

Faltam...

...15 dias...

O tempo vem ao seu encontro,
a cada tic tac, desenrolo...

O tempo passa rapidamente,
a cada passagem, uma miragem...

O tempo passa lentamente,
pra ansiar o que já sente...

O tempo passa, espaça, desgasta, e passa.

...16 dias...

Tentarei matar,
tentarei esquecer aquele andar.
Tentarei ser fria,
tentarei ver o que não havia.
Tentarei mover, pra muito longe esse teu ser.

30 outubro, 2006

Regressão mental

Sentada no assento de um transporte público, os pensamentos fluem de forma regressiva. Ignorando os aspectos de passagens mais distantes, volta a tona o que passou durante o ano.
Inicialmente seu ciclo social aumenta a cada mês. Onde não está acostumada com tal, tenta ver o que pode encarar. Verificou o quanto há afinidades e aproximação em contentamento em um ciclo, mas juntamente as diferenças e disavensas.
Uma grande oportunidade para ela fazer o que mais lhe agrada: Observar
Eles fazem ações na qual nem imaginam que possam ser vistas com os olhos da alma.
Um à um; analisados, descritos e anotados dentro de uma caixinha. Com isso pode-se basear como lidar com cada um.
Apenas uma forma e um jeito para adaptar-se ao invés de complicar. Parece até perfeito como um plano infalivel. De certa forma muitos são inconstantes, volúveis e inconsequentes, mas nada que uma análise antecipada ou apenas provocar reações não resolva um adequado perfil momentâneo.
Por tantas vezes ela errou, talvez incontavéis vezes.
Além dos fatos e aprendizados de como saber ser alguém melhor absorvendo um pouco de outro ser. Outras reações e sentidos aparecem a cada passo.

Por tantas vezes ela ansiou se isolar desses; ela queria voltar no tempo pra consertar o que já tinha feito; ela escondeu algo; ela receou; ela se achou uma completa estupida por ter derramado uma lágrima ou fazer ser derramada; já quis dar-lhe um tapa à face; viu o quanto foi desprovida de percepções antecipadas por tal cinismo e teatro de alguns seres que se fazem de silenciosos e já nem quer mais saber, e muito menos se arrepender e entender, pois a filosfia já está ao seu lado.
Mesmo não tendo tantas convicções concretas à caminho, definitivamente tem certeza que ela quer permanecer aqui, estagnada, sem se preocupar absolutamente com as matérias que solidificam essa certeza, e que não faz por merecer.

17 outubro, 2006

Inicio, meio... e por fim, o fim

Sentidos...
Quando é que isso termina?
Entrou à um mês e talvez permaneça mais um.
Estampada a imagem que permaneceu do início ao meio, depois mesclada, modificada e partida, resistindo e insistindo em permanecer dentro de uma mente que deseja o esquecimento, e a fúria das banalizações. Querendo definir este extremo: continuar com a imagem e pregar-se aqueles dias, ou odiá-la pro resto dos tempos?
O que aliviaria?
Querendo tomar rumo, chegando em vários pontos, mas continuando a solitária jornada ao ponto de partida.
Ciclos entornam a vida dos seres.
Cabe a quem sair desse vicío imaginário? Como, quando, onde, por quê?
Auto sofrimento, auto destruição.
Tocando na ferida que tentou cicatrizar a muito tempo, mas numa determinada época ela insiste em voltar a sangrar;
Não há cura, não há volta. E se houvesse não seria sinônimo. Não teria conjugação.
Sensibilidade e águas que escorrem verdadeiramente
Cansaço em tentar levantar esses pesados pés pra dar um passo a frente, sem que tropece novamente em caminhos tortos pedregulhosos.
Necessidade em gritar e falar tudo que entala na garganta, seca de coragem.

Pare! Deixe partir! Tempo de reconstruir. Pare de pensar! Vá! AGORA! Vá embora parcialmente, mas vá!
Deixe o que foi bom, deixe o que mereceu.
A história construida entre castelo e guerras, as muralhas hoje cercam tal destruição, mas ainda existe aquela ponte que liga as margens em longa extensão.
Definitivamente... Está ligada, mas não mais presa.

Dead Heart In A Dead World - Nevermore

To see the last survivor fall
To see their bastards sons against the wall
To see the emptiness as we decay
I see the world is dead,
I am betrayed
Dead heart in a dead world
Dead heart in a dead world
This rotten hole that
I call home bled dry again
This lesion marked upon my soul
Left an empty hanging man
Across the fields,into the sea
To find the light from within
Out of this lake
I've tried to crawlI think
I'm there and then again
I fallAgain I fall
Burn your gods and kill the king
Subjugate your suffering
Dead heart, in a dead world
We must remember wounds so deeptake time to healand sometimes though we struggle stilllife seems surreal
Emotions turned to cold dead wood
Can still have life once more
The door that slammed upon your heart
Torn away, torn away
Burn your gods and kill the king
Subjugate your suffering
Dead heart, in a dead world
Burn your gods and kill the king
Subjugate your suffering













Dead heart, in a dead world
Dead heart, in a dead world