27 julho, 2009

Não ensaiei absolutamente nada, tampouco preparei um discurso. O pouco que o teclar ainda permite numa hora dessas é o breve registro de agradecimento, pela felicidade à mim concedida nesse tempo que passou, nessas lágrimas enxugadas, nesses braços que aninham qualquer pássaro sem canto, nesse sorriso sem hora pra chegar, sem hora pra parar, nessa doçura de criança, nesses olhares que dizem tudo, sem que a boca seja aberta, mas que cerram juntos no final de tudo.
Compartilhar qualquer coisa que seja, até mesmo uma bobagem, é o melhor tempo gasto, pra guardar no peito e continuar aqui, aguardando o momento de estarmos a sós, de novo, sempre, onde nada mais atinge o peito, que está preenchido, completo.
E a vida, só renasce assim.

25 julho, 2009

Design já!

Às vezes, me pergunto se o mundo realmente está preparado para o design, quando me deparo com clientes que se dão por exigentes, quando na verdade não sabem o que realmente querem e temos que arrancar a essencia de seus pensamentos e necessidades, transpondo magicamente (ou metodicamente?) da forma mais clara, mais óbvia, mais clichê possível. E resta a dúvida, quando se trata de serviços matrimôniais, onde a tradição ainda perdura... Ousar ou não ousar; ter síndrome cartesiana na hora de dispor os elementos ou adequar ao espaço?
Um trabalho dificilmente será aprovado na primeira tentativa, mas acho que notificações em demasia do cliente, me faz perguntar ironicamente: "Estudar design pra que né? Contratar um profissional? Bobagem!".
Eles sempre querem fazer do jeito deles. Ok! Como dizem, cliente sempre vai ter a razão. Mas nem por isso devemos deixar de ter o pulso firme, argumentação, sempre. E é claro, ainda temos muito o que conquistar, inclusive a regulamentação no país.
Não digo que essa falta de informação, de interesse, de necessidade, de reconhecimento do brasileiro pelo design se dá pela palavra gringa ou pela pouca solidez em que a profissão se baseia hoje, mas pela banalização e desvalorização do próprio profissional. Falta feeling, ética e derivados no mercado galera. Design já!

23 julho, 2009

Uma incógnita de nome Terapia

Eu já fui secretária particular de uma psicanalista aposentada, e sempre depois de agendar uma sessão com sua terapeuta familiar, ela dizia: "Santo de casa não faz milagres", isso soou durante anos como incapacidade de resolver seus próprios, assim dizer, problemas, ainda mais quando se tratava de uma profissional, já digna de seus méritos encostados na parede.

Creio que após carregar tantos fardos na vida, e depois de 9 anos após um dos períodos mais conturbados, cogitei a possibilidade. Estou protelando enfrentar, o que muitas vezes, pode parecer algo tão óbvio, mas que no fundo tem seu fim no poço escuro. Aí a dúvida, dá aquele amargo na boca, aquele medo de não conseguir pronunciar sequer uma palavra, quanto mais algo tão secretamente guardado, que é a causa mais evidente.

17 julho, 2009

Tá parado isso aqui né? Eu sei. Desculpem pelo abandono, mas é o tempo, é a presença, é o cansaço, que fazem desse canto um pouco esquecido, que tornam as coisas belas mais palpáveis do que escritas. Mas eu volto, ou melhor, eu sempre fico.

01 julho, 2009

1,2,3

...um passo [ou 4 gatos?] por vez.

Confesso que estava descrente e já até pensei em desistir, quando resolvi dar um passo por vez. Mudei de traços, de Universidade, recorri à diversos recursos que complementassem o conhecimento obtido no meio acadêmico, mas quando mudei o pensamento e voltei a exercitar a minha capacidade e auto confiança, tudo começou a melhorar.
Os sonhos geralmente estão acima do céu, mas quando decidi que um passo valeria mais que degraus duplos, previni o tombo, aprendi que paciência vem com a auto confiança. Hoje, um novo passo, um estágio na qual de conhecimento e amadurecer, ninguém tira.

Uma vez me disseram que a imaginação valia mais do que conhecimento, é bem verdade que ela é essêncial pra nos lançar à lugares, a princípio, inacessiveis, mas sem esforço, de nada vale.

À todos,
1% de inspiração e 99% de transpiração

Um dia eu chego lá...

...e neste caso, eu ainda sou só um macaquinho .

27 junho, 2009

Grow up

Por incrivel que pareça o mundo virtual hoje é o único que acaba por trazer à tona a realidade das coisas; notícias daqueles que dividiram os brinquedos na infância, o lanche no recreio, os livros no ginásio, as músicas no fone de ouvido, o ônibus engarrafado, as conversas nas madrugadas. Notícias daqueles que hoje se tornam cada vez mais intangíveis.
Meus amigos estão graduando, casando, procriando (não necessariamente nesta ordem). E a cada dia que passa mais me convenço de que a mudança de comportamento se dá mais rápida do que a mudança da pele.
Cobramos o que muitas vezes não podemos oferecer, e todos aqueles saltos que davamos sem pensar, foram tragados pelo tempo, que se torna cada vez menor, junto com as prioridades.
O tic-tac não está mais disposto, e levou embora o que um dia existiu, e hoje, não passam de retratos, de relatos, de conversas jogadas fora, de promessas não cumpridas, do fôlego tomado conta do pulmão por tudo que deixou de ser. E que alguns - eu disse alguns - espaços que concedemos e que nos foram concedidos, um dia serão substítuidos.

Lembranças absurdamente impregnadas como perfume barato e música indesejada. Lembranças que a cabeça esquece sem querer, querendo, como cartas e encontros flamejados à fósforo, queimando os dedos antes de virar pó.

Hoje me calo com a felicidade sentada ao lado, pois eu tenho dificuldade de falar da sua presença. Porque não se divide o pão em 3 fatias. Ou é apenas não querer quebrar o coração de outrém?

Enfim, tudo chega ao fim. Ou melhor, a gente cresce, esquece e (des)aparece.

19 junho, 2009

Design #8 (ou tietagem)

"Para maioria das pessoas, design significa aparência. Mas para mim, nada poderia ser tão profundo quanto design. Design é a essência do homem enquanto criação."

"As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas."
tio Steve Jobs - Apple

Muitos já viram esse vídeo, mas vale a pena colocar aqui:






Realmente, existe vida antes e depois da Apple.

16 junho, 2009

"Peeking is stealing the life you don't share
There's a map of a memory, of us over there
Dangerous questions are near"

Parade - Rachael Yamagata

03 junho, 2009

Ao pequeno M.


Quem diria, que anos depois, esse bebê teria barba e bigode de dar inveja em filósofos gregos e psicanalistas ingleses! Hahaha

É díficil transpôr o que carregamos no peito, tudo aquilo que desejamos à alguém que já faz parte das razões de valer o amanhecer. Então fica aqui só um pedacinho de lembrança, de desejo... que seu dia seja tão doce quanto seu sorriso, quanto essa criança que ainda vive em você. O resto, a vida ensina, mas o mundo, precisa de pessoas como você.

Feliz aniversário!
Com amor,

May

30 maio, 2009

Quando a gente se cobra demais

...dá dor de cabeça; sai de onde estiver com total insignificancia, decepcionado; na volta pra casa, pensa nas possibilidades impensadas; nos caminhos que nos foram mostrados, mas que não houve tempo, não houve processo pra executa-los de maneira adequada. Eu sei, isso nem é desculpa, mas eu que me cobro demais, eu que me encontro numa determinada condição, tenho um certo problema com mediocridade, com meio-termo, com trabalhos mal feitos, porque o que é pra ser feito, que seja bem feito, da melhor maneira possível.

E eu já nem sei o que tem valor hoje.

16 maio, 2009

Esperança é foda né!?

Só aparece quando bem entende.
Há tempos, não recebia sua visita, e sem querer, hospedou-se por aqui durante a semana, e sabe-se lá se seu passaporte tem validade.

15 maio, 2009

Dialogando #3 [Ou papo furado no gmail]

-Eu perdi muita coisa desse email... Vc's estão combinando oq ?
um kart / boliche ou pra sair no sábado?

-Sábado = pizza, é certeza, e VOCÊ VAI! ;P
Kart e/ou boliche, é pra uma próxima. A não ser que vc queira dirigir kart comendo pizza, com uma bola de boliche no colo e os pinos no rabo!

08 maio, 2009

Cheiro de casa

O quarto passa a ser sempre o único lugar que nos mantém ímpar de qualquer coisa externa que atinja o peito, ou que nos lança em corredores de circunstâncias e portas de escolhas, mas nem sempre o quarto tem cheiro de casa.
O quarto é o que nos equilibra sobre a tênue linha entre a razão e os sonhos, mas as vezes queremos que ambos estejam presentes nesse quarto, tecendo as cortinas que permitem entrar um ar menos imundo.
Nesse mundo, haverá sempre dois mundos, ou melhor, haverá sempre quartos com portas, abrindo e fechando, misturando o ar dos sonhos com a realidade.
E nos bons momentos existe sempre um cheiro característico de algum cômodo. Mas é nos ombros que se sente o cheiro de casa; quando o atormento bate à porta e sorrateiramente adentra pelos vãos das barreiras, misturados às particulas de pó, furtando a inôcencia e lubrificando os olhos com as mais limpidas lágrimas.
O cheiro de lar sobre o ombro de quem ama é onde se encontra o fôlego pra esse ar rarefeito, nos tornando menos imperfeitos, diminutos, fatigados com esse mundo, prontos pra fechar portas e abrir janelas.

07 maio, 2009

Dialogando #2

-Vamos lá amanhã!?
-Não posso, vou discutir a relação com uma garota. Terminamos já, mas precisamos trocar nossos pertences.
-Nem sabia que tinha começado.
-Pois é...
-Não sei o que é pior, ir até lá ou voltar de lá. Mas eu evitaria toda essa fadiga, modernidade serve pra isso... Sei lá, Fedex, fede menos.

Dialogando #1

-Você não sabe como é meu queixo!
-Claro que eu sei! Te conheci só com um bigodinho safado!

-Não sabe não! E se eu morrer e só sobrar meu queixo? Você não vai reconhece-lo!

-Huahauahaua Então tira a barba!

-Não! ¬¬

[Agora eu já posso reconhece-lo]

06 maio, 2009

Protagonistas de uma novela virtual

A necessidade e a ociosidade acaba por nos lançar no universo virtual, onde qualquer indivíduo que tenha acesso, se torne espectador de uma parcela do nosso cotidiano, sentimentos, imagens e informações. Isso acabou se tornando tão habitual quanto escovar os dentes e calçar os sapatos. É claro, que muitas pessoas ainda não são tão adeptas ou estejam à vontade, com qualquer tipo de exposição virtual. E há também quem ultrapasse os limites do bom senso e da privacidade. Mas hoje, o acesso e a integração nesse meio, nos torna cada vez mais protagonistas e espectadores dessa novela virtual.

Eu sempre tive essa afinidade em comunicar, expressar. Blogueira a mais de 3 anos, hoje também estudante de Design, gero e trato a informação de forma adequada, com soluções estéticas e inteligentes, não poderia ficar de fora desse universo que abre muitas portas.
A cada dia que passa, mais e mais novidades estreitam os laços (ou seriam os cabos?) dessa rede sem limites.

Orkut, Blogger, Fotolog, Flickr, Picasa, Youtube, Deviantart, Linkedin, Lastfm e agora no Wordpress - expondo alguns trabalhos acadêmicos - e no Twitter, além de ser colaboradora do Informe Design - Blog de DG - 5° semestre, da FMU junto com Carlos Santana e Victor Campos.

Enjoy!

Review - Show do Richie Kotzen


[01.05.09] - Manifesto

Todo pós-show, eu tento fazer porcamente um review, mas é apenas pra registrar, porque essa não é umas das minhas especialidades.

[30-04] -22hs - Cheguei e avistei um aglomerado de pessoas na porta do Manifesto e dele uma fila virava a esquina e se estendia pela calçada. Por sorte encontramos a Bia - companheiras e guerreiras, sempre seremos quando o assunto é show do Kotzen em SP. E por azar encontramos um ser Abissal que falava mais com as mãos do que com a boca.

Eu não olhava pro relógio por tantas vezes, talvez abrisse o celular, mas não via de fato quantas horas se passaram, porque a ansiedade batia muito mais dentro do que fora, mas sei que demorou muito pra casa abrir e colocar todo aquele povo pra dentro, listando nome por nome.

Banda de abertura, Madgator, que agradou quem esperava pelo show, desagradou quem não sabia do tira gosto, aumentando a espera e o cansaço nas pernas.

Na apresentação alertaram para que desligassemos os flashes, pois o Kotzen estava sensível à luz - o que levantou algumas questões discutidas lá fora.
Quase 2hs da matina Richie Kotzen entrou no palco do Manifesto e é claro que ninguem levou em consideração o alerta, e flashes iluminavam o palco e a platéia, entre pulos e gritos durante "You can't save me" seguida de "Misundestood".
O inicio do show foi um tanto estranho, pois sua voz parecia cansada e baixa, a qualidade do som alterada, ouvindo mais o público do que os acordes.

Seguindo assim por:

"What is"
"High"
"Fooled again"
"Faith"
"So cold"
"Doing what the devil says to do"
"Bad things"
"Everything good"
"Remember"
"I'm losin you", dando uma pequena pausa e gerando dúvidas se eles voltariam ou não para o palco.
Pela estreita escada à direita do palco, ele desce e prossegue, mostrando o que realmente sabe fazer, agradacer com um "obrigado São Paulo" e colocar a galera pra pular em "Socialite".
Seguida por "All along the watchtower"
"Sarah smile"
"Shine"
"Go faster"
"Losing my mind"
"Stand"*

*Set list eu peguei em uma das comunidades, e não sei se algumas músicas estão corretas porque há 2 músicas da qual eu não conhecia.

Mas enfim, foram 2hs de puro Rock'n Roll como só o Kotzen sabe fazer.
E pra finalizar faltou dizer que o baixista do show de 2007 - não sei o nome dele - fez muita falta pra contracenar entre caras e bocas, solos e dancinhas, divididas no palco.
A cara de sono, o novo estilão contestável do Kotzen, com uma mistura de rockstar, mendigo, newhippie e Jesus cristo, fez a sua marca, na passagem pela noite fria paulistana.

Richie Kotzen sempre mostra - no ápice da expressão - ser MUITO FODA ao vivo e a cores, e é sempre um bom show, que vale a pela o valor, a espera e o cansaço. Deixando sempre aquele sabor de quero mais.

Fotos ruins, pela baixa capacidade da câmera e pelas condições das luzes. [link será removido em breve]

Videos:


High

Everything good

Faith

Remember

30 abril, 2009

Signs

Sometimes is all u need.


A simple short film about communication.
Created by Publicis Mojo and @RadicalMedia
Director: Patrick Hughes


Comunicação é tudo.
Seja lá qual for a maneira de se expressar.

Faith - Richie Kotzen

Pra melhorar os passos, pra antecipar a ansiedade...



Kotzen know feel[ings]

25 abril, 2009

Memórias inventadas (ou A pequena M.)

A pequena M. já se atraía pelo obscuro e por todas as coisas que lhe eram negadas, que colocavam como proibidas. E assim, nada lhe impediu que simulasse uma febre, pra ficar mais longe das frações e mais perto da quimíca, ou melhor, daquele termômetro, daquela ponta prateada, líquida e fria, que diziam que causava doenças pra distancia-la do perigo. E assim, na euforia, A pequena M. derrubou o termômetro do braço ao chão, ajoelhou-se pra juntar os cacos e esconder a sujeira, e então se deparou, com todas aquelas gotas esparramadas, que não se juntam com o resto do resto, e pasma, tomou coragem e tentou apalpar, cutucar, pegar com a palma da mão, dividir aquela fluidez fascinante, aquele líquido prateado, que mais pareciam bolas de metal, que jamais se misturariam com qualquer outra coisa que não fosse ele mesmo.

E então A pequena M. se deu conta, de aquilo já havia ultrapassado o nível da curiosidade e que aquela "anormalidade" só provou que deveria esconder o objeto quebrado por alguns dias numa gaveta, até ser descoberto pela mãe, que deu mais sermões pelas mentiras do que pelos riscos da toxicologia.

Não houve fadiga, nem dores de cabeça, muito menos hipertensão, mas toda essa atração pelo que apontam como Não, foi o bastante pra A pequena M. descobrir que nem tudo que reluz é ouro, mas enquanto for consistente, não será como os demais.