29 agosto, 2008
Serotonina
Estamos em falta. Mas se pudesse engoli-la em um único gole, como quem engole sem mastigar a vislumbra alheia, faria, neste instante.
27 agosto, 2008
My boo
Apesar do orgulho muitas vezes não admitir a falta que sente, hoje ele se cala, e mesmo sem querer, deixa escapar uma ânsia há muito entalada na garganta, um grito dos pulmões inundados transbordando incertezas, perguntas sem resposta se chocando violentamente dentro da cabeça, dentro de cada célula, desfilando no fundo
dos olhares na promessa de uma conversa adiada.
Hoje tento substituir todas as sensações que pendem de um fio de seda por palavras e lembranças mais delicadas, mas ao meu lado está sempre a espera, que transforma os ponteiros em chumbo, que contamina o ar com o peso que o peito carrega.
Paraliso! Já não consigo deixar de pensar em todas as evidências de um crime não cometido, misturadas àquela saudade, de cada momento entalhado no 11º andar, sob um Sol poente, dos risos adocicados, das memórias materializadas, das lágrimas entre carros, do bater de portas e o ombro molhado, do virtual para o real, da dormência em um sonho.
E esperança pra muitos é vitalidade, pra outros não é uma condição necessária à felicidade. Mas nesse meu mundo imperfeito, hoje, pra mim, a esperança é o mal mais necessário. Na ânsia de que a razão vai cessar os murros que tem dado na emoção e no sentido da verdadeira essência de uma amizade.
Hoje, em especial, desejo mais do que o habitual, mais que felicitações evidentes - Desejo, volta!
Puxo uma cadeira, me sento olhando para a janela com aquele medo correndo por dentro, medo de que o telefone nunca mais irá tocar.
E hoje, uma lágrima corre solitária, sem lenços de papel oferecidos, ao som de notas que um dia foram cantadas:
"It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
(...)
Please don't try, is so hard to say goodbye"
"But we shared a moment that will last till the end."
Feliz aniversário, Deusa, Heroína, Iluminada, Bela, minha.
E hoje eu já nem falo de saudade.
dos olhares na promessa de uma conversa adiada.
Hoje tento substituir todas as sensações que pendem de um fio de seda por palavras e lembranças mais delicadas, mas ao meu lado está sempre a espera, que transforma os ponteiros em chumbo, que contamina o ar com o peso que o peito carrega.
Paraliso! Já não consigo deixar de pensar em todas as evidências de um crime não cometido, misturadas àquela saudade, de cada momento entalhado no 11º andar, sob um Sol poente, dos risos adocicados, das memórias materializadas, das lágrimas entre carros, do bater de portas e o ombro molhado, do virtual para o real, da dormência em um sonho.
E esperança pra muitos é vitalidade, pra outros não é uma condição necessária à felicidade. Mas nesse meu mundo imperfeito, hoje, pra mim, a esperança é o mal mais necessário. Na ânsia de que a razão vai cessar os murros que tem dado na emoção e no sentido da verdadeira essência de uma amizade.
Hoje, em especial, desejo mais do que o habitual, mais que felicitações evidentes - Desejo, volta!
Puxo uma cadeira, me sento olhando para a janela com aquele medo correndo por dentro, medo de que o telefone nunca mais irá tocar.
E hoje, uma lágrima corre solitária, sem lenços de papel oferecidos, ao som de notas que um dia foram cantadas:
"It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
(...)
Please don't try, is so hard to say goodbye"
"But we shared a moment that will last till the end."
Feliz aniversário, Deusa, Heroína, Iluminada, Bela, minha.
E hoje eu já nem falo de saudade.
26 agosto, 2008
Casa nova: Renovação Criativa

Juntamente com um grupo do 1° ano de Design da Uniban, a partir de hoje, começo a colaborar com o Blog e o Projeto Renovação Criativa
22 agosto, 2008
15 agosto, 2008
Falling Slowly
Indicada ao Oscar como melhor canção original, do filme independente Once - Por Glen Hansard e Marketa Irglova.
Tanto Falling Slowly quanto as outras músicas do álbum, lembram muito o feeling das canções de Damien Rice.
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly,
Eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me
And erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly
Sing your melody
I'll sing along
Tanto Falling Slowly quanto as outras músicas do álbum, lembram muito o feeling das canções de Damien Rice.
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly,
Eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me
And erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly
Sing your melody
I'll sing along
13 agosto, 2008
A.gosto Cultural
12 agosto, 2008
Ponto final. Pula linha.
Ontem eu tinha mais postagens do que hoje.
Reler parte do passado, foi como fazer uma lista de passo-a-passo; de erros e embaraços, que eu poderia ter evitado, não de fazê-los, mas de recordá-los. E então, foi como abrir uma caixa esquecida em cima do armário, com papéis engomados ou amarrotados; coloquei-me à rir de todos eles, dos erros ortográficos, das histórias irônicas e de sentimentos puros ou tolos; de quando me achava uma maçã pronta pro consumo, madura à altura do problema, mas ainda sem a consciência de que tudo passa. E assim passou.
Estou deletando parte do que merece ser apagado.
Pode não ser esquecido, pois algumas histórias passaram do papel e não passaram de uma lágrima; e é tudo passado, com ferro quente; mas ainda assim não há mais necessidade de ficar demasiadamente exposto.
Então, é isso, não é um recomeço, são apenas novos devaneios, histórias, gritos, sussuros, eufemismos e metáforas, com uma pitada de utilidade pública, ou não. E claro, os sentimentos, sempre eles.
Reler parte do passado, foi como fazer uma lista de passo-a-passo; de erros e embaraços, que eu poderia ter evitado, não de fazê-los, mas de recordá-los. E então, foi como abrir uma caixa esquecida em cima do armário, com papéis engomados ou amarrotados; coloquei-me à rir de todos eles, dos erros ortográficos, das histórias irônicas e de sentimentos puros ou tolos; de quando me achava uma maçã pronta pro consumo, madura à altura do problema, mas ainda sem a consciência de que tudo passa. E assim passou.
Estou deletando parte do que merece ser apagado.
Pode não ser esquecido, pois algumas histórias passaram do papel e não passaram de uma lágrima; e é tudo passado, com ferro quente; mas ainda assim não há mais necessidade de ficar demasiadamente exposto.
Então, é isso, não é um recomeço, são apenas novos devaneios, histórias, gritos, sussuros, eufemismos e metáforas, com uma pitada de utilidade pública, ou não. E claro, os sentimentos, sempre eles.
07 agosto, 2008
Nós, mulheres, por ela
(...)"Daqui a cem anos, as mulheres terão deixado de ser o sexo fraco. Eliminem essa proteção, exponham-nas aos mesmos exercícios e atividades, façam-nas soldados, marinheiros e motoristas e estivadores, e as mulheres não morrerão tão jovens e tão rapidamente, de modo que os homens possam dizer - Vi uma mulher, como era o hábito dizerem: - Vi um avião. Tudo pode acontecer, quando as mulheres deixarem de ser "protegidas".
(...)"Constituí um quebra-cabeças insolúvel o fato de nenhuma mulher ter escrito uma palavra que fosse dessa brilhante literatura ao passo que, segundo parece, todos os homens eram capazes de compor canções ou sonetos. Interroguei-me sobre as condições em que as mulheres viviam; porque a ficção, na sua qualidade imaginativa, não cai como uma pedra no chão, à semelhança da ciência; a ficão parece-se com uma teia de aranhas, ligada, ainda que por delgados fios, à vida. Por vezes, essa ligação torna-se impreceptível; as obras de Shakespeare, por exemplo, dão a idéia de estarem suspensas. Contudo, sempre que se puxa a teia, presa numa das pontas, e por rota que esteja no meio, vem à memória que estas teias não são tecidas no ar, por criaturas incorpóreas, mas resultam do trabalho de seres humanos sofredores, e estão interligadas a coisas extremamente materiais, como a saúde, o dinheiro e as casas onde vivemos".
Um quarto que seja seu - Virginia Woolf
Isso torna fina a linha das diferenças quando se trata da mesma espécie? Ou apenas mulheres possuem tenuidade para sentir essas linhas virarem ásperas cordas em volta de seus pescoços?
(...)"Constituí um quebra-cabeças insolúvel o fato de nenhuma mulher ter escrito uma palavra que fosse dessa brilhante literatura ao passo que, segundo parece, todos os homens eram capazes de compor canções ou sonetos. Interroguei-me sobre as condições em que as mulheres viviam; porque a ficção, na sua qualidade imaginativa, não cai como uma pedra no chão, à semelhança da ciência; a ficão parece-se com uma teia de aranhas, ligada, ainda que por delgados fios, à vida. Por vezes, essa ligação torna-se impreceptível; as obras de Shakespeare, por exemplo, dão a idéia de estarem suspensas. Contudo, sempre que se puxa a teia, presa numa das pontas, e por rota que esteja no meio, vem à memória que estas teias não são tecidas no ar, por criaturas incorpóreas, mas resultam do trabalho de seres humanos sofredores, e estão interligadas a coisas extremamente materiais, como a saúde, o dinheiro e as casas onde vivemos".
Um quarto que seja seu - Virginia Woolf
Isso torna fina a linha das diferenças quando se trata da mesma espécie? Ou apenas mulheres possuem tenuidade para sentir essas linhas virarem ásperas cordas em volta de seus pescoços?
24 julho, 2008
Passagens, contagens e espera
Um dia pode ser ditado apenas como ponteiros sem pressa ou como uma marcação em tinta azul num calendário, evidênciando o passado distante e o futuro reduzido. Mas a lembrança de uma contagem, o início de uma história, de todas as coisas preservadas como se estivessem em caixas sobre o armário, é o que marca esse dia com um círculo vermelho de caneta piloto. É toda essa planificação categórica para com os detalhes que nos rendem; em papéis amassados; em aromas característicos; no desalinho das horas; na espera que corrompe menos e te leva à janela; sem falar sobre pieguices contidas.
Mas depois de tudo, palavras são apenas palavras, planos são apenas planos. Porque no fim, quando não há papéis rabiscados e o espaço já não é mais suficiente aqui, tudo transborda ao ouvir sua voz, me tornando numa criança muda num balanço que pára no mais alto ponto. E das pieguices contidas é que falta ar e coragem pra atirá-las como pedra à sua frente. Talvez porque essa distância já me consumiu, e ainda assim eu já não tenho mais pressa, pois não preciso dela pra saber o que corre por aí, todo esse querer e essa vaidade.
Hoje, só há uma necessidade, de um olhar lançado, na iminência de que ele voltou pra casa.
Mas depois de tudo, palavras são apenas palavras, planos são apenas planos. Porque no fim, quando não há papéis rabiscados e o espaço já não é mais suficiente aqui, tudo transborda ao ouvir sua voz, me tornando numa criança muda num balanço que pára no mais alto ponto. E das pieguices contidas é que falta ar e coragem pra atirá-las como pedra à sua frente. Talvez porque essa distância já me consumiu, e ainda assim eu já não tenho mais pressa, pois não preciso dela pra saber o que corre por aí, todo esse querer e essa vaidade.
Hoje, só há uma necessidade, de um olhar lançado, na iminência de que ele voltou pra casa.
17 julho, 2008
Uma conversa só minha
Pela manhã, lá estava ela. E da cama me levantei, enquanto o chuveiro já estava ligado, se não tomo cuidado me perco quando olho no espelho, pois já não pareço ela. Ofereci café, mas recusei. Esperamos o almoço. Enquanto lançava planos categóricos pro dia, eu já me afundava em enfado. Não quis acompanhar-me e nem ajudar na escolha das filas, mas me aguardou sentada na sacada, com uma sarda à mais sob o Sol. E entre quatro paredes brancas, abro armário com blusas jogadas e amanhecidas por ela; empilho uma à uma enquanto tira e joga as meias, colocando os pés no tapete de canto; sentadas em uma cama sobre a outra, disputando o lado esquerdo, é que revelou uma conversa sobre nós; rimos da semana passada e sobre amores tolos; e concordamos que aos quinze era apenas uma garota, enquanto contava as marcas de diferentes tonalidades na pele, já não se sabe qual o grau de primaveras feridas, mas que resquicios foram suficientes pra tornar-nos justas. Resolvemos não ligar o som, pois o silêncio era evidente depois das 23hs, suficiente pra encontrarmos algo só nosso e com medo de perder o som dos sonhos. Com os pés virados pro mural, me encontrei em fotos; em grupo, em pé, sentadas, num canto, sozinha, sorrindo, de óculos escuros, com bordas, preto e branco, e ela. E com a câmera na mão é que faço um auto retrato de uma visão, da nossa visão: da maneira como o mundo lá fora reage aqui dentro, dos amigos que foram e que serão, dos inimigos, do erro cometido semana passada e do acerto no ano que vem.
Ela se sente bela, apesar de uns quilos à mais, e eu numa espera. Eu sou ela, e ela sou eu mesma por mim. É só quando me encontro com ela que eu me encontro também.
Ela se sente bela, apesar de uns quilos à mais, e eu numa espera. Eu sou ela, e ela sou eu mesma por mim. É só quando me encontro com ela que eu me encontro também.
14 julho, 2008
Reatando laços
Preservar uma amizade é o que há de melhor, mas quando somos tolos, deixamos as areias escorrerem pelos vãos das mãos. E o pior, é perdê-la por absolutamente nada; sem culpados ou palavras jogadas ao vento.
Apesar de endurecida, eu acabo por voltar à um ponto sem fim. E depois de 8 anos, tudo conspirou para que a dissolução da incerteza do que poderia ter sido, se não tivesse tentado em reatar laços. E aquela velha história de não deixar com que coisas insolúveis tomem conta de você e de seus atos.
Hoje, foi como o fim de uma missão; gratificante, mesmo sabendo que o telefone não irá tocar.
Apesar de endurecida, eu acabo por voltar à um ponto sem fim. E depois de 8 anos, tudo conspirou para que a dissolução da incerteza do que poderia ter sido, se não tivesse tentado em reatar laços. E aquela velha história de não deixar com que coisas insolúveis tomem conta de você e de seus atos.
Hoje, foi como o fim de uma missão; gratificante, mesmo sabendo que o telefone não irá tocar.
10 julho, 2008
Saturada num mercado saturado
Já se sentiu como grão de areia comparado à um rochedo? Bem vindo ao meu dia.
É quando você sente que não está contribuindo com o que gostaria, fazendo apenas parte de uma parcela da massa. O quanto essa massa pode tomar conta dos seus pés?
Sobre Universidades públicas e particulares reconhecidas, eu já não sei mais que opinião tenho. Antes me convencia quando as pessoas diziam que, quem faz o profissional, o curso e a universidade, não é o sistema de ensino ou a quantia de um boleto, mas sim, o estudante. É claro, que em tese, isso é algo a ser levado em conta, e ter exemplos reais de que essa afirmação é muito mais reconhecível e promissora aos olhos de quem está apenas começando, isso também é levado muito em conta. Mas nada disso é um fato quando se trata da prática. E meu curso exige mão na massa. Estar habilitado no que existe de mais novo. Além dos inúmeros segmentos que se põem como cartas à escolher. E vejo a discrepancia e o peso que isso toma na hora de concorrer no mercado saturado, onde uma vaga de designer é oferecida à um publicitário ou até à um micreiro da esquina. Qual a referência que uma empresa assim tem? Sem falar de experiência; Pra que se tenha, é preciso oportunidade, mas hoje pra uma oportunidade, exigi-se tê-la. Contraditório e concreto fator que impede o aprendizado, maturidade e estabilidade profissional. Basicamente, é uma somatória de fatores deficientes que acaba dificultando nesse ingresso.
Além de ser difícil estudar tarde dentro do cronograma da sociedade, é mais difícil ainda, o fato de concorrentes mais novos já estarem num patamar muito acima. Eu posso fingir que isso não me aflige, mas o fato é que cada vez mais, isso está pesando.
Não é por falta de candidatar-me, correr atrás, tentar. Só que esse cansaço acaba por deixar dúvidas.
Qual outro caminho tentar antes que seja tarde?
____________________________________________
Esse texto foi escrito às 14hs. Duas horas depois eu recebi uma proposta pra participar de um processo seletivo na segunda-feira.
Bem, tenho alguns dias pra rever a auto confiança, a imagem, o curriculo, o portfólio e o senso de convencimento. Porque num processo como esse, é apenas isso que você tem nas mãos.
É quando você sente que não está contribuindo com o que gostaria, fazendo apenas parte de uma parcela da massa. O quanto essa massa pode tomar conta dos seus pés?
Sobre Universidades públicas e particulares reconhecidas, eu já não sei mais que opinião tenho. Antes me convencia quando as pessoas diziam que, quem faz o profissional, o curso e a universidade, não é o sistema de ensino ou a quantia de um boleto, mas sim, o estudante. É claro, que em tese, isso é algo a ser levado em conta, e ter exemplos reais de que essa afirmação é muito mais reconhecível e promissora aos olhos de quem está apenas começando, isso também é levado muito em conta. Mas nada disso é um fato quando se trata da prática. E meu curso exige mão na massa. Estar habilitado no que existe de mais novo. Além dos inúmeros segmentos que se põem como cartas à escolher. E vejo a discrepancia e o peso que isso toma na hora de concorrer no mercado saturado, onde uma vaga de designer é oferecida à um publicitário ou até à um micreiro da esquina. Qual a referência que uma empresa assim tem? Sem falar de experiência; Pra que se tenha, é preciso oportunidade, mas hoje pra uma oportunidade, exigi-se tê-la. Contraditório e concreto fator que impede o aprendizado, maturidade e estabilidade profissional. Basicamente, é uma somatória de fatores deficientes que acaba dificultando nesse ingresso.
Além de ser difícil estudar tarde dentro do cronograma da sociedade, é mais difícil ainda, o fato de concorrentes mais novos já estarem num patamar muito acima. Eu posso fingir que isso não me aflige, mas o fato é que cada vez mais, isso está pesando.
Não é por falta de candidatar-me, correr atrás, tentar. Só que esse cansaço acaba por deixar dúvidas.
Qual outro caminho tentar antes que seja tarde?
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Esse texto foi escrito às 14hs. Duas horas depois eu recebi uma proposta pra participar de um processo seletivo na segunda-feira.
Bem, tenho alguns dias pra rever a auto confiança, a imagem, o curriculo, o portfólio e o senso de convencimento. Porque num processo como esse, é apenas isso que você tem nas mãos.
09 julho, 2008
Feriado
As unhas estão, roxas, mesmo depois de um banho quente. Pela temperatura das extremidades, por ora chego à acreditar que esteja morta, ou assim quisesse usar como artíficio e esquecer que existe uma disfunção no sistema circulatório. Mas logo colocar a mão sobre duas cicatrizes, acaba provando o contrário.
Amanhã, ou melhor, hoje, é feriado pra muitos. Pra falar a verdade eu não sei do que ou porquê, e não faz tanta diferença quando você faz parte de uma massa ociosa; talvez você se encarregue apenas de entrar no ritmo alheio. O que faz a diferença é o que faz você sair da cama amarrotada, do quarto invadido pela luz e conversas aleatórias, do chuveiro quente, da casa vazia. Isso é apenas uma pequena parcela do que já se sabe sobre o inevitável.
Amanhã, ou melhor, hoje, é feriado pra muitos. Pra falar a verdade eu não sei do que ou porquê, e não faz tanta diferença quando você faz parte de uma massa ociosa; talvez você se encarregue apenas de entrar no ritmo alheio. O que faz a diferença é o que faz você sair da cama amarrotada, do quarto invadido pela luz e conversas aleatórias, do chuveiro quente, da casa vazia. Isso é apenas uma pequena parcela do que já se sabe sobre o inevitável.
24 junho, 2008
Trinta e uma passagens
A felicidade pode ser denominada como um estado de espirito e de bem estar; seja ela instantânea ou duradoura, na qual insistimos dizer que essa busca seja eterna. Pra alguns ela pode ser tão estável, como a simplicidade em ouvir à voz de seus filhos do outro lado da sala, ou a conquista de um bem material. Pra outros, basta ver o Sol raiar enquanto abotoa a camisa que ganhou no Natal passado.
Quando me perguntam sobre felicidade, protelo por alguns instantes em responder. Histórias tristes insistem seguir o curso da memória antes de concluir sobre que tipo de felicidade eu vivi, passei a sustentar ou buscar.
E enquanto você mastiga o almoço tentando ignorar as conversas repetitivas ou quando você percorre as ruas da cidade num banco ao lado de um estranho que tenta ser notado com conversas sobre o tempo lá fora. Você tenta se concentrar naquela música ou naquele livro, acaba por encarar que a maior parte dos seus dias não é feito de felicidade, pois seu rosto permanecerá sereno ou sério, enquanto estiver sozinho ou executando tarefas; seus pensamentos estáticos ou voltados para o que virá nos próximos instantes, como a bebida que irá ingerir após a última garfada ou uma olhada no espelinho de bolso enquanto guarda o livro, antes de descer no seu ponto. Logo você não pode ser preenchido pela felicidade à todo instante. Você põe em foco objetivos e esquece completamente sobre qualquer satisfação e alívio que pode ser proporcionado pra estampar um sorriso.
Hoje a felicidade pra mim é algo subjetivo. Acredito na aceitação de que a minha vida não é uma fábula; que aquele medo jamais será superado; que as manchas sempre surgirão na pior das hipóteses; que eu posso estar sozinha a qualquer instante.
E são nos momentos minimamente detalhados sobre histórias contadas ou sobre a história que está sendo escrita, o conforto de que você não esteja só, com essa mania perdida de procurar traços minuciosos que tinham sido apagados por quem nos acham tolos. É neste exato instante que você percebe cenas alteradas onde você estava acostumada e nauseada.
Enquanto isso as areias correm. O tempo pode ser julgado suficiente pela qualidade como é gasto e não pela quantidade em que é contado. E assim correm os dias desde então, aguardando uma presença, preparando uma surpresa, assistindo a inércia, imaginando o que estás sonhando, ouvindo aquela melodia, tomando goles de coragem, em doses homeopáticas aceitando os embaraços e jorrando as verdades, prencheendo com o que não foi planejado ou talvez com o que esteve apenas nos sonhos adormecidos.
O mundo pode ser trancado para os possiveis danos e intenções mas talvez aberto para uma visita, tornando a simplicidade em clareza. O inverno descansando e despertando lá fora e a proximidade gerando calor em todas as portas e no coração.
Já sustento pouca vaidade pra admitir que gosto de carregar esse sentimento, mas não o tenho pela satisfação que me causa, mas pela maneira que representa como um ser humano melhor. E a grande parcela dos meus dias melhores tem um único e satisfatório motivo neste exato instante em que eu chamo de felicidade.
Não se escreve sobre felicidade pois ela é imensurável, mas ainda existe algo que queira ser registrado e depois me recuso redigir qualquer reação, pois me sinto bem. E isso só lhe cai bem quando você não perde nenhum instante do momento exato que a felicidade está à sua frente.
Quando me perguntam sobre felicidade, protelo por alguns instantes em responder. Histórias tristes insistem seguir o curso da memória antes de concluir sobre que tipo de felicidade eu vivi, passei a sustentar ou buscar.
E enquanto você mastiga o almoço tentando ignorar as conversas repetitivas ou quando você percorre as ruas da cidade num banco ao lado de um estranho que tenta ser notado com conversas sobre o tempo lá fora. Você tenta se concentrar naquela música ou naquele livro, acaba por encarar que a maior parte dos seus dias não é feito de felicidade, pois seu rosto permanecerá sereno ou sério, enquanto estiver sozinho ou executando tarefas; seus pensamentos estáticos ou voltados para o que virá nos próximos instantes, como a bebida que irá ingerir após a última garfada ou uma olhada no espelinho de bolso enquanto guarda o livro, antes de descer no seu ponto. Logo você não pode ser preenchido pela felicidade à todo instante. Você põe em foco objetivos e esquece completamente sobre qualquer satisfação e alívio que pode ser proporcionado pra estampar um sorriso.
Hoje a felicidade pra mim é algo subjetivo. Acredito na aceitação de que a minha vida não é uma fábula; que aquele medo jamais será superado; que as manchas sempre surgirão na pior das hipóteses; que eu posso estar sozinha a qualquer instante.
E são nos momentos minimamente detalhados sobre histórias contadas ou sobre a história que está sendo escrita, o conforto de que você não esteja só, com essa mania perdida de procurar traços minuciosos que tinham sido apagados por quem nos acham tolos. É neste exato instante que você percebe cenas alteradas onde você estava acostumada e nauseada.
Enquanto isso as areias correm. O tempo pode ser julgado suficiente pela qualidade como é gasto e não pela quantidade em que é contado. E assim correm os dias desde então, aguardando uma presença, preparando uma surpresa, assistindo a inércia, imaginando o que estás sonhando, ouvindo aquela melodia, tomando goles de coragem, em doses homeopáticas aceitando os embaraços e jorrando as verdades, prencheendo com o que não foi planejado ou talvez com o que esteve apenas nos sonhos adormecidos.
O mundo pode ser trancado para os possiveis danos e intenções mas talvez aberto para uma visita, tornando a simplicidade em clareza. O inverno descansando e despertando lá fora e a proximidade gerando calor em todas as portas e no coração.
Já sustento pouca vaidade pra admitir que gosto de carregar esse sentimento, mas não o tenho pela satisfação que me causa, mas pela maneira que representa como um ser humano melhor. E a grande parcela dos meus dias melhores tem um único e satisfatório motivo neste exato instante em que eu chamo de felicidade.
Não se escreve sobre felicidade pois ela é imensurável, mas ainda existe algo que queira ser registrado e depois me recuso redigir qualquer reação, pois me sinto bem. E isso só lhe cai bem quando você não perde nenhum instante do momento exato que a felicidade está à sua frente.
20 junho, 2008
A Porta

Pele, a única superficialidade existente entre nós, sobre ela os dedos delineiam os contornos; e os gestos substituem o silêncio da boca, das pupilas dilatadas com reflexos da luz externa, e de todas as coisas trancadas egoistamente em um corpo pulsante de anseios. Essa dificuldade em respirar ao construir um plano pra cada palavra a ser proferida, de maneira que elas sejam passadas verdadeiramente sem manchas; emoldurando o quadro pintado exclusivamente para a exposição.
Porta - está aberta; enquanto o mundo não pára, o meu mundo gira em torno dela.
E essa semelhança na deformidade acaba por invadir os corredores das nossas almas como furacões, desconcertando as paredes que a pouco foram levantadas.
Disfarçava receios na descoberta do caminho, que à principio era escuro; hoje, permeio seguindo as batidas desenfreadas do coração, e que já não tem mais volta, pois já estou parada na porta, à um passo do abismo evidente.
As areias correm em seu tempo, mas ainda que haja tempo, não quero vê-lo passar.
E quando o íntimo permitir, entre e tranque a porta.
12 junho, 2008
L'amour
A metrópole de São Paulo chega à cerca de 19 milhões de pessoas. Quem dirá a somatória das outras cidades e então de países.
Com tantos rostos e gostos, indo e vindo, se comportando como se fossem donos das ruas, acabam por tornar a cidade como um leque de infinitas possibilidades, entre casos e acasos.
Na busca eterna por um par, nos deparamos entre tantos corpos, entre tantas contradições que cometemos perante às relações, por cegueira e loucura, envolvimento e a dita paixão.
Na verdade, o grande mal da humanidade é acreditar que está tudo destinado, que será perfeito e eternamente gratificado.
Passamos a crer no mito do amor romântico, que seja capaz de nos amarrar melosamente, dramaticamente dependente. Essa fábula, que nos contam desde pequenos antes de embalarmos em sonhos, nos afunda nas profundezas da ilusão.
É nessas horas que devemos colocar em questão sobre o que é o amor?
A medida que nos experimentamos, os sabores, as cores e a pretensão de um valor mal visto, somos tomados pela realidade. Quando isso ocorre nos labirintos do que nos é imposto ou tomado; Ou nos isolamos somente pelas consequências de lembranças tristes, afim de que podemos nos manter longe de qualquer dor que fragmente mais ainda um coração flagelado. Ou nos rendemos e desmistificamos o amor, na sua concreta forma.
Ah o amor! Não apriosiona, não depende, e nem é constituido pela paixão.
O amor é verdadeiro na inocência, no desprendimento, no admirar em silêncio, no querer bem sem absolutamente nada em troca. Mas se houver troca que seja na medida exata que os braços humanos possam carregar, e que a força da alma possa proporcionar.
É a explosão de um vulcão sem se preocupar quando sua chama irá se extinguir.
É incompreensivel, é terno e as vezes secreto.
Há quem acredite nele pelo abismo que possa enfrentar; Há quem o trate como uma unidade minima; há quem não acredite, ou não queira acreditar.
Mas o amor, com sua capacidade de transformação, não existe melhor sensação do que saber que você tem um, seja lá como ele for.
E ainda que numa cidade com infinitas possibilidades...
ás vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.
Com tantos rostos e gostos, indo e vindo, se comportando como se fossem donos das ruas, acabam por tornar a cidade como um leque de infinitas possibilidades, entre casos e acasos.
Na busca eterna por um par, nos deparamos entre tantos corpos, entre tantas contradições que cometemos perante às relações, por cegueira e loucura, envolvimento e a dita paixão.
Na verdade, o grande mal da humanidade é acreditar que está tudo destinado, que será perfeito e eternamente gratificado.
Passamos a crer no mito do amor romântico, que seja capaz de nos amarrar melosamente, dramaticamente dependente. Essa fábula, que nos contam desde pequenos antes de embalarmos em sonhos, nos afunda nas profundezas da ilusão.
É nessas horas que devemos colocar em questão sobre o que é o amor?
A medida que nos experimentamos, os sabores, as cores e a pretensão de um valor mal visto, somos tomados pela realidade. Quando isso ocorre nos labirintos do que nos é imposto ou tomado; Ou nos isolamos somente pelas consequências de lembranças tristes, afim de que podemos nos manter longe de qualquer dor que fragmente mais ainda um coração flagelado. Ou nos rendemos e desmistificamos o amor, na sua concreta forma.
Ah o amor! Não apriosiona, não depende, e nem é constituido pela paixão.
O amor é verdadeiro na inocência, no desprendimento, no admirar em silêncio, no querer bem sem absolutamente nada em troca. Mas se houver troca que seja na medida exata que os braços humanos possam carregar, e que a força da alma possa proporcionar.
É a explosão de um vulcão sem se preocupar quando sua chama irá se extinguir.
É incompreensivel, é terno e as vezes secreto.
Há quem acredite nele pelo abismo que possa enfrentar; Há quem o trate como uma unidade minima; há quem não acredite, ou não queira acreditar.
Mas o amor, com sua capacidade de transformação, não existe melhor sensação do que saber que você tem um, seja lá como ele for.
E ainda que numa cidade com infinitas possibilidades...
ás vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.
09 junho, 2008
É como deixar assistir minha necrópsia, enquanto ainda viva estiver. Pois não há prova maior de vida do que ver o contraste do vermelho no piso frio e sentir a ínsípida fluídez vertendo nas mãos.
Naquele instante nada mais importava, a não ser sentir a temperatura do seu interior esvair, a necessidade de sobreviver e a ansia em querer limpar a desordem.
Como se estivesse limpando as evidências do assassinato da perfeição.
Vendo a água escoar ralo abaixo, desejando que os problemas estivessem ali misturados, junto à visão turva e o formigamento no corpo.
"Você já viu alguém levar um tiro e não sangrar?" Mas o tiro não foi lançado e mesmo assim sangrou. Talvez foi certeiro na alma, o sangue se esvai e a dor agravou.
Perfeição. Quisera ser perfeita por um instante. Mas esse desejo momentâneo e inalcançavél fosse apenas uma mentira brusca que surra a razão, escondida nas máscaras e nas vestes de alguém trivial.
Juntando o pensamento leviano e medíocre de tentar viver uma vida normal por 24 primaveras.
Mas sempre haverá um instante em que a realidade tenha de ser encarada ao invés de dissimulada. Sendo assim, é como tem de ser.
Como "cenouras invísiveis" esse assunto nem sempre é proferido, pois falta coragem, um pouco mais de confiança, e todos os aspectos necessários pra arrancar o coração com as mãos, e entrega-lo ainda pulsando, nos últimos suspiros. Acreditando que algum dia, ele esteja apto a compreender o poço de dores e travas que esta matéria sustenta.
Hoje, nem só de oxigênio e nutrientes o sangue é constituído, mas nele existe uma única e doce sensibilidade que alimenta o coração, doando razão pra pulsar ao despertar.
Naquele instante nada mais importava, a não ser sentir a temperatura do seu interior esvair, a necessidade de sobreviver e a ansia em querer limpar a desordem.
Como se estivesse limpando as evidências do assassinato da perfeição.
Vendo a água escoar ralo abaixo, desejando que os problemas estivessem ali misturados, junto à visão turva e o formigamento no corpo.
"Você já viu alguém levar um tiro e não sangrar?" Mas o tiro não foi lançado e mesmo assim sangrou. Talvez foi certeiro na alma, o sangue se esvai e a dor agravou.
Perfeição. Quisera ser perfeita por um instante. Mas esse desejo momentâneo e inalcançavél fosse apenas uma mentira brusca que surra a razão, escondida nas máscaras e nas vestes de alguém trivial.
Juntando o pensamento leviano e medíocre de tentar viver uma vida normal por 24 primaveras.
Mas sempre haverá um instante em que a realidade tenha de ser encarada ao invés de dissimulada. Sendo assim, é como tem de ser.
Como "cenouras invísiveis" esse assunto nem sempre é proferido, pois falta coragem, um pouco mais de confiança, e todos os aspectos necessários pra arrancar o coração com as mãos, e entrega-lo ainda pulsando, nos últimos suspiros. Acreditando que algum dia, ele esteja apto a compreender o poço de dores e travas que esta matéria sustenta.
Hoje, nem só de oxigênio e nutrientes o sangue é constituído, mas nele existe uma única e doce sensibilidade que alimenta o coração, doando razão pra pulsar ao despertar.
02 junho, 2008
REM
A muito sua manifestação já não era lembrada, talvez o inconsciente bloqueou todas as coisas que de alguma forma permaneceram mortas durante um tempo.
Ao acordar, a cabeça ainda doía, mas fez-se o esforço pra recapitular os relapsos.
Aos poucos aquela sensação de reconforto, em cena, alguns momentos do dia após anteontem, ou da noite em que o coração parou por alguns instantes e retomou seu bombear com todo vigor.
Inebriante, aquele aroma da veste escura lhe é familiar, trazendo à tona a sensação entorpecente de estar em outro lugar e assim, os rápidos movimentos dos olhos foram como refletores de um filme, que repete todas as cenas, mesmo de olhos abertos.
Ao acordar, a cabeça ainda doía, mas fez-se o esforço pra recapitular os relapsos.
Aos poucos aquela sensação de reconforto, em cena, alguns momentos do dia após anteontem, ou da noite em que o coração parou por alguns instantes e retomou seu bombear com todo vigor.
Inebriante, aquele aroma da veste escura lhe é familiar, trazendo à tona a sensação entorpecente de estar em outro lugar e assim, os rápidos movimentos dos olhos foram como refletores de um filme, que repete todas as cenas, mesmo de olhos abertos.
27 maio, 2008
Trava...
nos traços de um pincel virtual que deveria transpor todas as idéias que flutuam o cérebro sobre aquele quase estado físico.
nos efeitos dos pequenos pontos da tela que já não trazem criatividade e semiótica.
nas palavras que deveriam ser proferidas no ato injusto.
nas escritas das madrugadas solitárias.
na máquina que já não suporta a inserção de dados com peso maior que sua capacidade.
nas juntas que se encontravam flexionadas numa mesma posição.
no maxilar que insiste perder um súbito movimento desde a necessidade de respiração involuntária.
no momento do desejo ser saciado.
na apresentação de um tema que já não é mais lembrado.
ao tirar a blusa pra ver as cicatrizes superficiais nesse corpo ainda vivo.
O que resta são respostas de perguntas desnecessárias em demasia. Já cansada de responder todas essas perguntas; de estar rodeada de pessoas excessivamente desorganizadas que insistem em falar mais do que ouvir (ou de não falar quando deveriam); de limpar o sangue que verteu; de ter horário pra engolir remédios e sapos;
Talvez, quisesse que o significado dessa trava fosse outro? - Travar de cruzar-se à algo; travar de unir-se à alguém.
nos efeitos dos pequenos pontos da tela que já não trazem criatividade e semiótica.
nas palavras que deveriam ser proferidas no ato injusto.
nas escritas das madrugadas solitárias.
na máquina que já não suporta a inserção de dados com peso maior que sua capacidade.
nas juntas que se encontravam flexionadas numa mesma posição.
no maxilar que insiste perder um súbito movimento desde a necessidade de respiração involuntária.
no momento do desejo ser saciado.
na apresentação de um tema que já não é mais lembrado.
ao tirar a blusa pra ver as cicatrizes superficiais nesse corpo ainda vivo.
O que resta são respostas de perguntas desnecessárias em demasia. Já cansada de responder todas essas perguntas; de estar rodeada de pessoas excessivamente desorganizadas que insistem em falar mais do que ouvir (ou de não falar quando deveriam); de limpar o sangue que verteu; de ter horário pra engolir remédios e sapos;
Talvez, quisesse que o significado dessa trava fosse outro? - Travar de cruzar-se à algo; travar de unir-se à alguém.
26 maio, 2008
Troca-se ombro por orelhas
Não há descrição no momento, se é que seria possivel transpor com exatidão, nas escritas desajeitas sobre a hora de "partir" ou sobre as reações que percorrem o corpo no mesmo caminho que o sangue ferve.
As reações não serão questionadas, somente será guardada a importancia de saber que é especial por existir, dentro e fora daqui.
As reações não serão questionadas, somente será guardada a importancia de saber que é especial por existir, dentro e fora daqui.
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