14 novembro, 2008
Carrie saves days
Todos tivemos relações que estão longe de serem perfeitas. Mas essa relação passada afeta nosso sonho de um futuro perfeito?
Enquanto ficava mais tensa, não pude deixar de pensar...
É possível chegar ao futuro, se seu passado está presente?"
Frase pertinente de Carrie Bradshaw no 3° cap da Season 6 em Sex and the city.
Ás vezes acho que só ela me entende. Mas é claro que toda mulher, ao menos uma vez, já se identificou com as situações e questões pertinentes de Carrie ao longo da série. E é um alívio saber que ao menos uma vez, independente de estar em São Paulo ou New York, as mulheres são iguais, como na cor do batom, no estômago doendo de risos numa tarde com as amigas, na imagem refletida rapidamente e secretamente em qualquer espelho, em alguma mania trancada no banheiro... E um pouco de neura, na casa, na chuva, na fazenda e na relação...
Ah! Mulheres viu!
Só precisamos de um pouco de carinho; da certeza, mesmo que aquilo não seja durável; de uma blusa nova pra deixar mais bela até o fim da noite; Prímoris 15 dias antes da tpm, e claro uma sessão com Carrie Bradshaw.
Ela sempre salva o dia. Mas isso não muda muita coisa, quando na verdade, você só precisa olhar um pouco mais pra dentro e de uma conversa sincera. Só pra dar aquela certeza de que está tudo bem. E de que seu presente é perfeito da maneira que te presentearam.
13 novembro, 2008
Design #2
23:30 - Resolvi fazer aquelas sopas de caneca. Só esquentar uns 200ml de água.
Como alguns sabem, gosto de cozinhar. Sou bem organizada e prática na cozinha. Mas quando se trata da falta de tempo + madrugada, não dá pra elaborar um prato muito requintado ou calórico.
23:35 - Tomei coragem e comecei a trabalhar no desenho técnico de um projeto de mobiliário urbano - protetor de árvore - da faculdade. Um projeto consideravelmente de médio porte, que é uma das notas finais do semestre. E além de cansativo e chato, o projeto está atrasado. E quando eu começo a consertar as minuciosidades vetoriais, eu esqueço do resto do mundo. Cálculos, cotas, estruturas metódicamente encaixadas, travas, enfim, tudo aquilo que um estudante pode suar pra uma metodologia de projeto de produto bem resolvida, com uma menor margem de erros no processo.
00:15 - Ouço uns estalos vindo da cozinha. A príncipio achei estranho e confesso que bateu até um medo.
00:20 - Sinto um cheiro contaminando o quarto. Algo característico à plástico queimado.
PLÁSTICO QUEIMADO?
Uma impulsão me fez subir as escadas cegamente, enquanto imaginava a cozinha pegando fogo.
A água já havia secado a vários minutos atras e o odor do cabo queimado já havia contaminado os corredores, sala e cozinha.
Não precisa nem dizer que perdi a fome. E ao menos, foram 200ml de água evaporada em minutos, uma chaleira passado do ponto de ebulição, seu cabo quente e fedendo pela casa, e um projeto que continua atrasado.
Depois ainda me contestam quando eu digo que assim que eu pegar meu diploma de bacharel em Design, já me encontrarei num estado agudo de esquizôfrenia. rs
05 novembro, 2008
Design
by may
E uma semana importante pros estudantes e profissionais da área.
Na segunda-feira (03/11) deu inicio à Semana do Design, dentro e fora das universidades. Começando pelo evento Viver Design SP http://www.viverdesignsp.com.br
Não só palestras e seminários, mas pode-se conferir parte do projeto exposto em galerias de arte, museus, e até nas estações de metrô.
Um pedacinho espalhado pela cidade, e aos poucos, a integração e importancia do termo e do sentido Design agindo sobre a população.

by may
Se trabalharmos pensando não apenas na comunicação de uma forma original, mas também saber integrar a sustentabilidade, seremos os profissionais do futuro.
Não basta projetar algo inovador à medida das nossas necessidades mas precisamos ter a consciencia do equilibrio no meio em que vivemos.

by may
Mas voltando um pouco o disco, ou melhor a história. Será que podemos considerar Walter Gropius - fundador da Bauhaus, primeira escola de Design - como o pai do Design?
Creio que seja impróprio, com tantos artistas, como William Morris, que antecederam a Revolução Industrial, em movimentos como Art Noveau, Art Decó, são hoje, considerados designers pois fizeram funções de designers, sem saber que eram um. Sem contar sobre as épocas primitivas dos artesãos, antes da transição da manufatura para industrialização. Então quando foi que nasceu o Design?
Acho que o homem sempre foi um Designer.
Deus é um Designer rs
Mas vale ressaltar a importância de cada um, no desenvolvimento do Design: Bruno Munari, Bernd Lobach, Alexandre Wollner - que é um designer importante para o Brasil - irmãos Campana, Guto Lacaz (...) Entretantos, entreoutros.
E pra finalizar, um pouco de humor.
Bem realista, mas melhor rir do que chorar rs
Cia Barbixas de humor
Tudo começou com o espetáculo "3", no Teatro Gazeta. E em seguida "Onde está o riso?" no Teatro Jardim São Paulo.
A partir daí acompanho o trabalho e crescimento do grupo.
Nesse último fim de semana fiquei sabendo que o espetáculo "Em breves" está em cartaz até o fim do mês, e na busca de informações, eis que surge uma oportunidade de conseguir um par de ingressos, com a promoção "Blogresso"
O blogueiro deve postar um dos vídeos do espetáculo, disponivel no
Booom não custa tentar. Será que eu consigo?
Ou será que teria que implorar por ingressos, já que meu aniversário está chegando!
E não custa dar uma forcinha também e divulgar um dos mais divertidos espetáculos de comédia.
Então, tá aí a dica:
O Coiso - Barbixas
Choreeei com esse vídeo
03 novembro, 2008
Murakami #3
25 outubro, 2008
noBody's perfect
Essa matéria de uma natureza quase morta que até então nos sustenta aqui sob visões delimitadas, é o que acaba criando discussões fúteis, ou melhor, direciona as coisas de maneira fútil.
Maquiagens que impedem a respiração; entupindo os poros; putrefando mentes e seus modos; causando dissoluções nos ideais e na auto estima; julgando espelhos e furtando inocências.
Abra uma revista feminina e lá estão imagens e diagramas em como ter uma cinturinha fina; Como bronzear e tornear as pernas para o verão; Decotes para valorizar seus volumosos seios (...)
Abra uma revista masculina e lá estão mais imagens editadas, transformando mulheres em plasticidade e fantasia apetitosa num top 10 de beldades.
O mesmo vale para os estereótipos masculinos, mas acredito que a mulher é sempre mais afetada com esse tipo de "exigências" que giram em torno dos dois mundos.
(...)corpo, boa forma, beleza, dietas miraculosas(...) são os príncipais temas abordados nos maiores veículos da comunicação e do marketing.
Agora, eis as questões: Que beleza é essa da qual tanto falam? Qual a melhor forma? Um corpo só é aceito e notado quando se encaixa em padrões estabelecidos? E as comparações? Existirá sempre um novo estereótipo, com aspectos delimitados?
Claro que as diferenças culturais tem o poder de estabelecer determinados pontos para distinção e reconhecimento. E que a estética acaba se tornando uma teoria do gosto, de experiências, bem pessoal. Mas isso é bem diferente da imagem que construimos por influências.
E confesso, tem horas que me sinto diminuta à tudo isso, mas me calo.
Não faço apologia à desleixo. Porque manter o corpo sanado não é sinônimo de sarado. E ser saudável está bem longe de toda essa obsessão.
Sem falar que as discrepâncias e comparações muitas vezes se tornam o incômodo alheio. Já vi, muitas vezes, a importancia que as pessoas dão ao corpo alheio quando na verdade esquecem do tempo gasto, sem saber que a conta no médico ficará bem alta com essa falta de importancia que ela dá pro seu próprio corpo e na maior parte das vezes, pro seu caráter.
Isso tudo faz do corpo uma penitência. Um aspecto que corrompe à maior parte, senão, toda.
Uma violação, que arranca de nós as escolhas e a aceitação. Cada pedaço de ninguém que ninguém quer mudar. E eu, não quero mudar nada aqui, só quero mudar tudo lá.
Goste ou não, meu corpo e o seu nunca serão perfeitos, mesmo porque a perfeição não existe. E um dia essa matéria morrerá, e não haverão toxinas que possam recuperar todo esforço de uma vida leviana.
11 outubro, 2008
Murakami #2
Ergui os olhos e fiquei olhando a sombra na parede.
- Só lhe resta dançar - continuou o homem-carneiro. - E dançar de modo exemplar. A ponto de todos ficarem admirados. Pois, assim, talvez eu consiga ajuda-lo. Por isso, dance enquanto a música estiver tocando.
DANCE ENQUANTO A MÚSICA ESTIVER TOCANDO!!!
Do livro Dance, dance, dance - Haruki Murakami
23 setembro, 2008
Lonely - Yael Naim
You are not alone
I am here with you
Even when you're scared
I'll never leave you
Standing in a storm
Making it insane
Once again, I would try
To enchain you
But you open your eyes to the sky
and whisper
[Chorus]
That you are so lonenly
You are so alone
You're so alone
You're so lonely, so lonely
So I'm colouring my face
While I am here with you
Imagining the landscape of your sorrow
Is it yellow or blue?
Colouring the sky, and the threes
and the clouds, and the moonlight
I'd coloured your heart
If you didn't I did
[Chorus]
And I wish you could just find home.
12 setembro, 2008
04 setembro, 2008
Murakami #1
(...)“Por outro lado há pessoas que sentem atraídas pela minha Sensatez. São poucas. Mas elas existem. Elas e eu somos como dois planetas que gravitam na escuridão do espaço, naturalmente se atraindo e se repelindo. Elas vêm à mim, relacionam-se comigo e um dia vão embora. Elas se tornam amigas. Em certas situações elas se tornam oponentes. De qualquer forma, todas acabam se afastando de mim. Algumas desistem, outras se decepcionam, outras silenciam e acabam indo embora. No meu quarto existem duas portas. Uma é a entrada e a outra é a saída. Não há como confundi-las. Não se pode entrar pela saída, nem tampouco sair pela entrada. É algo definido. As pessoas entram pela porta de entrada e saem pela porta de saída. Há diversas maneiras de entrar e de sair por elas. Mas, independente do modo como entram e saem, no final todas acabam saindo. Uma pessoa saiu para tentar uma nova possibilidade, a outra para não perder mais tempo e a outra morreu. Não sobrou ninguém. Dentro do quarto não há ninguém. Somente eu. Sempre tenho consciência da falta que sinto dessas pessoas. Destas que se foram. Percebo que suas palavras, sua respiração e seu cantarolar ficaram impregnados na casa como partículas de pó.
Provavelmente elas conseguiram enxergar uma imagem pouco distorcida do que sou realmente. Esse deve ser o motivo pela qual elas se aproximam de mim e depois se afastam. Elas reconheceram meu esforço de ser sincero – não consigo encontrar outra explicação – e procuraram acreditar nele. Tentaram me dizer algo e fazer com que eu abrisse o coração. A maior parte dessas pessoas era dócil e carinhosa. No entanto, nada pude lhes oferecer. Mesmo que eu pudesse lhes oferecer algo, esse algo parecia insuficiente. Sempre me esforcei para dar o melhor de mim. Tudo que pude fazer eu fiz. Eu também desejava algo delas. Mas, no final das contas, nada dava certo. E, assim, partiram."
Do livro Dance, dance, dance - Haruki Murakami
A leitura desse trecho acaba tendo um acabamento primoroso quando acompanhada da música [vide vídeo abaixo]: Solitude#2, do compositor e instrumentista contemporâneo Ryuichi Sakamoto, que faz parte da trilha sonora do filme "Tony Takitani", que é uma adaptação do livro de mesmo nome, do Haruki Murakami. Mas aí já é uma outra história. E independente de citar e misturar as obras, Murakami tem sempre sua peculiaridade, aquele sabor reconhecível quando se trata de uma narração num mundo bizarro, dos amores efémeros e claro, da solidão, o que me encanta e só torna minha apreciação e rendição pelo seu trabalho, cada vez mais, num patamar elevado.
01 setembro, 2008
Mãos
Dos mais variados encontros - de um íntimo ou até de um passageiro - e depois de um tempo observando, é das mãos que eu acabo recordando. E nem acredito na possibilidade de Joey Tribbiani ter encontrado seu "identical hand twin" em Las Vegas, pois as mãos tem seus detalhes em entalhes, a personificação que me faz associar até mãos sem rostos, mãos sem bolsos.
Mãos pequenas, mãos serenas; maciez ou rugas do tempo; manchas e cortes; unhas arredondadas ou achatadas, numa pintura impecável ou roídas, sem unha ou compridas; cúticulas empurradas ou intactas; calos marcados pelo esforço, ou da infância de escritas em cadernos de caligrafia; dedos longos, dedos gordos, com adornos de promessas ou enferrujados no tempo.
Mãos, que pintam sobre telas memóraveis ou salvam vidas ensanguentadas; que fazem daquele instrumento a lembrança de uma vida embalada; que se juntam numa oração ou numa cantiga de roda; que vertem líquidos evidênciando a ansiedade por uma notícia ou pelo beijo em um banco de cinema; que esfriam xícara no inverno ou esquentam pélvis no prazer; oferecem lenços e até limpam os borrões nos olhos; que são acorrentadas por justiça ou por fetiche; que adormecem e sentem formigas percorrerem e aquele estranhamento como se elas não fossem suas; que seguram sacolas arrebentadas ou crianças cansadas; que se fecham num primeiro contato com o dedinho do irmãozinho ou com a areia da beira molhada; que acenam encontros ou despedidas numa esquina.
Mãos, com seu próprio senso de denuncia, nos gestos da verdade, entre toques e idade.
Mãos que machucam, ofendem, provocam, seguram... Mas é das mãos que levantam-me de um tombo ou afagam-me a face e os cabelos, que recordo-me muito bem, fazendo do toque, o embalar de uma feliz e eterna anestesia.

Mãos ao redor
E você, conseguiria reconhecer-se em mãos? E o que elas fizeram até então?
29 agosto, 2008
Serotonina
27 agosto, 2008
My boo
dos olhares na promessa de uma conversa adiada.
Hoje tento substituir todas as sensações que pendem de um fio de seda por palavras e lembranças mais delicadas, mas ao meu lado está sempre a espera, que transforma os ponteiros em chumbo, que contamina o ar com o peso que o peito carrega.
Paraliso! Já não consigo deixar de pensar em todas as evidências de um crime não cometido, misturadas àquela saudade, de cada momento entalhado no 11º andar, sob um Sol poente, dos risos adocicados, das memórias materializadas, das lágrimas entre carros, do bater de portas e o ombro molhado, do virtual para o real, da dormência em um sonho.
E esperança pra muitos é vitalidade, pra outros não é uma condição necessária à felicidade. Mas nesse meu mundo imperfeito, hoje, pra mim, a esperança é o mal mais necessário. Na ânsia de que a razão vai cessar os murros que tem dado na emoção e no sentido da verdadeira essência de uma amizade.
Hoje, em especial, desejo mais do que o habitual, mais que felicitações evidentes - Desejo, volta!
Puxo uma cadeira, me sento olhando para a janela com aquele medo correndo por dentro, medo de que o telefone nunca mais irá tocar.
E hoje, uma lágrima corre solitária, sem lenços de papel oferecidos, ao som de notas que um dia foram cantadas:
"It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
(...)
Please don't try, is so hard to say goodbye"
"But we shared a moment that will last till the end."
Feliz aniversário, Deusa, Heroína, Iluminada, Bela, minha.
E hoje eu já nem falo de saudade.
26 agosto, 2008
Casa nova: Renovação Criativa

Juntamente com um grupo do 1° ano de Design da Uniban, a partir de hoje, começo a colaborar com o Blog e o Projeto Renovação Criativa
22 agosto, 2008
15 agosto, 2008
Falling Slowly
Tanto Falling Slowly quanto as outras músicas do álbum, lembram muito o feeling das canções de Damien Rice.
I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly,
Eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me
And erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won
[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now
Falling slowly
Sing your melody
I'll sing along
13 agosto, 2008
A.gosto Cultural
12 agosto, 2008
Ponto final. Pula linha.
Reler parte do passado, foi como fazer uma lista de passo-a-passo; de erros e embaraços, que eu poderia ter evitado, não de fazê-los, mas de recordá-los. E então, foi como abrir uma caixa esquecida em cima do armário, com papéis engomados ou amarrotados; coloquei-me à rir de todos eles, dos erros ortográficos, das histórias irônicas e de sentimentos puros ou tolos; de quando me achava uma maçã pronta pro consumo, madura à altura do problema, mas ainda sem a consciência de que tudo passa. E assim passou.
Estou deletando parte do que merece ser apagado.
Pode não ser esquecido, pois algumas histórias passaram do papel e não passaram de uma lágrima; e é tudo passado, com ferro quente; mas ainda assim não há mais necessidade de ficar demasiadamente exposto.
Então, é isso, não é um recomeço, são apenas novos devaneios, histórias, gritos, sussuros, eufemismos e metáforas, com uma pitada de utilidade pública, ou não. E claro, os sentimentos, sempre eles.
07 agosto, 2008
Nós, mulheres, por ela
(...)"Constituí um quebra-cabeças insolúvel o fato de nenhuma mulher ter escrito uma palavra que fosse dessa brilhante literatura ao passo que, segundo parece, todos os homens eram capazes de compor canções ou sonetos. Interroguei-me sobre as condições em que as mulheres viviam; porque a ficção, na sua qualidade imaginativa, não cai como uma pedra no chão, à semelhança da ciência; a ficão parece-se com uma teia de aranhas, ligada, ainda que por delgados fios, à vida. Por vezes, essa ligação torna-se impreceptível; as obras de Shakespeare, por exemplo, dão a idéia de estarem suspensas. Contudo, sempre que se puxa a teia, presa numa das pontas, e por rota que esteja no meio, vem à memória que estas teias não são tecidas no ar, por criaturas incorpóreas, mas resultam do trabalho de seres humanos sofredores, e estão interligadas a coisas extremamente materiais, como a saúde, o dinheiro e as casas onde vivemos".
Um quarto que seja seu - Virginia Woolf
Isso torna fina a linha das diferenças quando se trata da mesma espécie? Ou apenas mulheres possuem tenuidade para sentir essas linhas virarem ásperas cordas em volta de seus pescoços?
24 julho, 2008
Passagens, contagens e espera
Mas depois de tudo, palavras são apenas palavras, planos são apenas planos. Porque no fim, quando não há papéis rabiscados e o espaço já não é mais suficiente aqui, tudo transborda ao ouvir sua voz, me tornando numa criança muda num balanço que pára no mais alto ponto. E das pieguices contidas é que falta ar e coragem pra atirá-las como pedra à sua frente. Talvez porque essa distância já me consumiu, e ainda assim eu já não tenho mais pressa, pois não preciso dela pra saber o que corre por aí, todo esse querer e essa vaidade.
Hoje, só há uma necessidade, de um olhar lançado, na iminência de que ele voltou pra casa.
17 julho, 2008
Uma conversa só minha
Ela se sente bela, apesar de uns quilos à mais, e eu numa espera. Eu sou ela, e ela sou eu mesma por mim. É só quando me encontro com ela que eu me encontro também.
14 julho, 2008
Reatando laços
Apesar de endurecida, eu acabo por voltar à um ponto sem fim. E depois de 8 anos, tudo conspirou para que a dissolução da incerteza do que poderia ter sido, se não tivesse tentado em reatar laços. E aquela velha história de não deixar com que coisas insolúveis tomem conta de você e de seus atos.
Hoje, foi como o fim de uma missão; gratificante, mesmo sabendo que o telefone não irá tocar.
10 julho, 2008
Saturada num mercado saturado
É quando você sente que não está contribuindo com o que gostaria, fazendo apenas parte de uma parcela da massa. O quanto essa massa pode tomar conta dos seus pés?
Sobre Universidades públicas e particulares reconhecidas, eu já não sei mais que opinião tenho. Antes me convencia quando as pessoas diziam que, quem faz o profissional, o curso e a universidade, não é o sistema de ensino ou a quantia de um boleto, mas sim, o estudante. É claro, que em tese, isso é algo a ser levado em conta, e ter exemplos reais de que essa afirmação é muito mais reconhecível e promissora aos olhos de quem está apenas começando, isso também é levado muito em conta. Mas nada disso é um fato quando se trata da prática. E meu curso exige mão na massa. Estar habilitado no que existe de mais novo. Além dos inúmeros segmentos que se põem como cartas à escolher. E vejo a discrepancia e o peso que isso toma na hora de concorrer no mercado saturado, onde uma vaga de designer é oferecida à um publicitário ou até à um micreiro da esquina. Qual a referência que uma empresa assim tem? Sem falar de experiência; Pra que se tenha, é preciso oportunidade, mas hoje pra uma oportunidade, exigi-se tê-la. Contraditório e concreto fator que impede o aprendizado, maturidade e estabilidade profissional. Basicamente, é uma somatória de fatores deficientes que acaba dificultando nesse ingresso.
Além de ser difícil estudar tarde dentro do cronograma da sociedade, é mais difícil ainda, o fato de concorrentes mais novos já estarem num patamar muito acima. Eu posso fingir que isso não me aflige, mas o fato é que cada vez mais, isso está pesando.
Não é por falta de candidatar-me, correr atrás, tentar. Só que esse cansaço acaba por deixar dúvidas.
Qual outro caminho tentar antes que seja tarde?
____________________________________________
Esse texto foi escrito às 14hs. Duas horas depois eu recebi uma proposta pra participar de um processo seletivo na segunda-feira.
Bem, tenho alguns dias pra rever a auto confiança, a imagem, o curriculo, o portfólio e o senso de convencimento. Porque num processo como esse, é apenas isso que você tem nas mãos.
09 julho, 2008
Feriado
Amanhã, ou melhor, hoje, é feriado pra muitos. Pra falar a verdade eu não sei do que ou porquê, e não faz tanta diferença quando você faz parte de uma massa ociosa; talvez você se encarregue apenas de entrar no ritmo alheio. O que faz a diferença é o que faz você sair da cama amarrotada, do quarto invadido pela luz e conversas aleatórias, do chuveiro quente, da casa vazia. Isso é apenas uma pequena parcela do que já se sabe sobre o inevitável.
24 junho, 2008
Trinta e uma passagens
Quando me perguntam sobre felicidade, protelo por alguns instantes em responder. Histórias tristes insistem seguir o curso da memória antes de concluir sobre que tipo de felicidade eu vivi, passei a sustentar ou buscar.
E enquanto você mastiga o almoço tentando ignorar as conversas repetitivas ou quando você percorre as ruas da cidade num banco ao lado de um estranho que tenta ser notado com conversas sobre o tempo lá fora. Você tenta se concentrar naquela música ou naquele livro, acaba por encarar que a maior parte dos seus dias não é feito de felicidade, pois seu rosto permanecerá sereno ou sério, enquanto estiver sozinho ou executando tarefas; seus pensamentos estáticos ou voltados para o que virá nos próximos instantes, como a bebida que irá ingerir após a última garfada ou uma olhada no espelinho de bolso enquanto guarda o livro, antes de descer no seu ponto. Logo você não pode ser preenchido pela felicidade à todo instante. Você põe em foco objetivos e esquece completamente sobre qualquer satisfação e alívio que pode ser proporcionado pra estampar um sorriso.
Hoje a felicidade pra mim é algo subjetivo. Acredito na aceitação de que a minha vida não é uma fábula; que aquele medo jamais será superado; que as manchas sempre surgirão na pior das hipóteses; que eu posso estar sozinha a qualquer instante.
E são nos momentos minimamente detalhados sobre histórias contadas ou sobre a história que está sendo escrita, o conforto de que você não esteja só, com essa mania perdida de procurar traços minuciosos que tinham sido apagados por quem nos acham tolos. É neste exato instante que você percebe cenas alteradas onde você estava acostumada e nauseada.
Enquanto isso as areias correm. O tempo pode ser julgado suficiente pela qualidade como é gasto e não pela quantidade em que é contado. E assim correm os dias desde então, aguardando uma presença, preparando uma surpresa, assistindo a inércia, imaginando o que estás sonhando, ouvindo aquela melodia, tomando goles de coragem, em doses homeopáticas aceitando os embaraços e jorrando as verdades, prencheendo com o que não foi planejado ou talvez com o que esteve apenas nos sonhos adormecidos.
O mundo pode ser trancado para os possiveis danos e intenções mas talvez aberto para uma visita, tornando a simplicidade em clareza. O inverno descansando e despertando lá fora e a proximidade gerando calor em todas as portas e no coração.
Já sustento pouca vaidade pra admitir que gosto de carregar esse sentimento, mas não o tenho pela satisfação que me causa, mas pela maneira que representa como um ser humano melhor. E a grande parcela dos meus dias melhores tem um único e satisfatório motivo neste exato instante em que eu chamo de felicidade.
Não se escreve sobre felicidade pois ela é imensurável, mas ainda existe algo que queira ser registrado e depois me recuso redigir qualquer reação, pois me sinto bem. E isso só lhe cai bem quando você não perde nenhum instante do momento exato que a felicidade está à sua frente.
20 junho, 2008
A Porta

Pele, a única superficialidade existente entre nós, sobre ela os dedos delineiam os contornos; e os gestos substituem o silêncio da boca, das pupilas dilatadas com reflexos da luz externa, e de todas as coisas trancadas egoistamente em um corpo pulsante de anseios. Essa dificuldade em respirar ao construir um plano pra cada palavra a ser proferida, de maneira que elas sejam passadas verdadeiramente sem manchas; emoldurando o quadro pintado exclusivamente para a exposição.
Porta - está aberta; enquanto o mundo não pára, o meu mundo gira em torno dela.
E essa semelhança na deformidade acaba por invadir os corredores das nossas almas como furacões, desconcertando as paredes que a pouco foram levantadas.
Disfarçava receios na descoberta do caminho, que à principio era escuro; hoje, permeio seguindo as batidas desenfreadas do coração, e que já não tem mais volta, pois já estou parada na porta, à um passo do abismo evidente.
As areias correm em seu tempo, mas ainda que haja tempo, não quero vê-lo passar.
E quando o íntimo permitir, entre e tranque a porta.
12 junho, 2008
L'amour
Com tantos rostos e gostos, indo e vindo, se comportando como se fossem donos das ruas, acabam por tornar a cidade como um leque de infinitas possibilidades, entre casos e acasos.
Na busca eterna por um par, nos deparamos entre tantos corpos, entre tantas contradições que cometemos perante às relações, por cegueira e loucura, envolvimento e a dita paixão.
Na verdade, o grande mal da humanidade é acreditar que está tudo destinado, que será perfeito e eternamente gratificado.
Passamos a crer no mito do amor romântico, que seja capaz de nos amarrar melosamente, dramaticamente dependente. Essa fábula, que nos contam desde pequenos antes de embalarmos em sonhos, nos afunda nas profundezas da ilusão.
É nessas horas que devemos colocar em questão sobre o que é o amor?
A medida que nos experimentamos, os sabores, as cores e a pretensão de um valor mal visto, somos tomados pela realidade. Quando isso ocorre nos labirintos do que nos é imposto ou tomado; Ou nos isolamos somente pelas consequências de lembranças tristes, afim de que podemos nos manter longe de qualquer dor que fragmente mais ainda um coração flagelado. Ou nos rendemos e desmistificamos o amor, na sua concreta forma.
Ah o amor! Não apriosiona, não depende, e nem é constituido pela paixão.
O amor é verdadeiro na inocência, no desprendimento, no admirar em silêncio, no querer bem sem absolutamente nada em troca. Mas se houver troca que seja na medida exata que os braços humanos possam carregar, e que a força da alma possa proporcionar.
É a explosão de um vulcão sem se preocupar quando sua chama irá se extinguir.
É incompreensivel, é terno e as vezes secreto.
Há quem acredite nele pelo abismo que possa enfrentar; Há quem o trate como uma unidade minima; há quem não acredite, ou não queira acreditar.
Mas o amor, com sua capacidade de transformação, não existe melhor sensação do que saber que você tem um, seja lá como ele for.
E ainda que numa cidade com infinitas possibilidades...
ás vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.
09 junho, 2008
Naquele instante nada mais importava, a não ser sentir a temperatura do seu interior esvair, a necessidade de sobreviver e a ansia em querer limpar a desordem.
Como se estivesse limpando as evidências do assassinato da perfeição.
Vendo a água escoar ralo abaixo, desejando que os problemas estivessem ali misturados, junto à visão turva e o formigamento no corpo.
"Você já viu alguém levar um tiro e não sangrar?" Mas o tiro não foi lançado e mesmo assim sangrou. Talvez foi certeiro na alma, o sangue se esvai e a dor agravou.
Perfeição. Quisera ser perfeita por um instante. Mas esse desejo momentâneo e inalcançavél fosse apenas uma mentira brusca que surra a razão, escondida nas máscaras e nas vestes de alguém trivial.
Juntando o pensamento leviano e medíocre de tentar viver uma vida normal por 24 primaveras.
Mas sempre haverá um instante em que a realidade tenha de ser encarada ao invés de dissimulada. Sendo assim, é como tem de ser.
Como "cenouras invísiveis" esse assunto nem sempre é proferido, pois falta coragem, um pouco mais de confiança, e todos os aspectos necessários pra arrancar o coração com as mãos, e entrega-lo ainda pulsando, nos últimos suspiros. Acreditando que algum dia, ele esteja apto a compreender o poço de dores e travas que esta matéria sustenta.
Hoje, nem só de oxigênio e nutrientes o sangue é constituído, mas nele existe uma única e doce sensibilidade que alimenta o coração, doando razão pra pulsar ao despertar.
02 junho, 2008
REM
Ao acordar, a cabeça ainda doía, mas fez-se o esforço pra recapitular os relapsos.
Aos poucos aquela sensação de reconforto, em cena, alguns momentos do dia após anteontem, ou da noite em que o coração parou por alguns instantes e retomou seu bombear com todo vigor.
Inebriante, aquele aroma da veste escura lhe é familiar, trazendo à tona a sensação entorpecente de estar em outro lugar e assim, os rápidos movimentos dos olhos foram como refletores de um filme, que repete todas as cenas, mesmo de olhos abertos.
27 maio, 2008
Trava...
nos efeitos dos pequenos pontos da tela que já não trazem criatividade e semiótica.
nas palavras que deveriam ser proferidas no ato injusto.
nas escritas das madrugadas solitárias.
na máquina que já não suporta a inserção de dados com peso maior que sua capacidade.
nas juntas que se encontravam flexionadas numa mesma posição.
no maxilar que insiste perder um súbito movimento desde a necessidade de respiração involuntária.
no momento do desejo ser saciado.
na apresentação de um tema que já não é mais lembrado.
ao tirar a blusa pra ver as cicatrizes superficiais nesse corpo ainda vivo.
O que resta são respostas de perguntas desnecessárias em demasia. Já cansada de responder todas essas perguntas; de estar rodeada de pessoas excessivamente desorganizadas que insistem em falar mais do que ouvir (ou de não falar quando deveriam); de limpar o sangue que verteu; de ter horário pra engolir remédios e sapos;
Talvez, quisesse que o significado dessa trava fosse outro? - Travar de cruzar-se à algo; travar de unir-se à alguém.
26 maio, 2008
Troca-se ombro por orelhas
As reações não serão questionadas, somente será guardada a importancia de saber que é especial por existir, dentro e fora daqui.
20 maio, 2008
A vida tem sido tão, a mesma. E como um sopro em meus ouvidos, algo aquece-me, emudece-me, paralisa-me. Isso não é erroneo, pois não fragmenta meu corpo e nem minh'alma, mas talvez minha mutação já não me permita mais provar tal sensação.

Petit Fleurs - Pablo Picasso
16 maio, 2008
Alice in Wonderland

"[...] poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"
"Isso depende bastante de onde você quer chegar"
"O lugar não me importa muito..."
"Então não importa que caminho você vai tomar"
"... desde que eu chegue a algum lugar"
"Oh, você vai certamente chegar a algum lugar, se caminhar bastante."
Um amigo me remetiu essa nostalgia.
Lembro-me de como eu, incansavelmente, folheava as páginas desse livro a procura de algo que nem sabia ainda o que.
Ontem eu não entendia, hoje talvez entenda.
13 maio, 2008
Por ora a cena se repete em cenarios alterados, e a cada encontro um fragmento se pôe ao seu lugar.
Até então um único vínculo evidencia esse encontro, e um dos corpos não se expõe.
11 maio, 2008
Mãe
A inquietude de suas ações
Os anseios de minhas saidas
Os afagos na minha dor
Os ensinamentos que hoje me faz mulher
E a vida, o melhor presente que me deu.
Somente a ela dedico este
Somente a ela meu coração pertence
10 maio, 2008
Fotografia parte II
Com um bom método de avaliação
T1
- Tema (cenas inusitadas)
- Composição
- Acabamento
- Criatividade
Index do Parque do Ibirapuera com as duas fotos escolhidas para amplição destacadas:
Seria uma vergonha se eu não atingisse essa nota, porém continuo insatisfeita com o index da saída noturna:

Tanto que eu notei que a escolha não foi extensa como o index do parque.
Sexta é entrega de duas ampliações entre quatro escolhidas pela prof. Sim, ela só escolheu quatro de mais de 30 fotos. Isso prova que eu não estou errada com a minha insatisfação.
Enfim, é esperar pra ver.
O auto retrato também ficou "meia boca".
Aguardo resultados.
05 maio, 2008
Fotografia
Atividade 3 - Auto retrato
Atividade 4 - Relatório da exposição "Outra cidade", expo da profa. Daniela de Moraes.
Estou extremamente insatisfeita com os resultados dos meus últimos registros fotográficos, da saída noturna.
A entrega do index é nessa sexta. E o meu auto retrato ainda nem finalizei.
Não estou tão inspirada e isso me frustra. De 190 fotos, 35 foram aproveitadas. O processo é sempre longo. Uma foto nunca vai estar suficientemente satisfatória nos primeiros clicks. Ainda mais quando se trata da autoria de alguém tão metódico como minha persona.
Não vou dizer que as 35 fotos não ficaram boas, mas não há uma sequer que eu olhe e diga: "Nossa que foto foda!"
Preciso aprender a fazer retratos, mais espontâneos. Porém, não gosto de abordar "estranhos", sinto-me invadindo a particularidade alheia.
Ora outra navego por sites do gênero, apreciar as mais variadas formas de fotografar, sinto-me "deficiente" por ter que fazer milagres com uma S90.
Próxima aquisição (sabe-se lá quando será possivel), uma reflex urgente! Talvez uma Nikon.
E cada dia que passa, mais me apaixono por fotografia. Apesar de fazer Design, ainda farei do meu hobbie uma profissão.
Fotografar pra mim é absorver a vibração em forma de luz, o momento e a sensação, esquecendo por completo, nem que seja por segundos, tudo aquilo que um dia me tocou. Transponho apenas o externo pro interno e vice-versa, nesse espelho que dotei.
Av. Paulista. Torre da Gazeta
[Abr/08]
21 abril, 2008
Jogo lixo e abro as portas
Porque tudo que um dia vem, vai.
Tudo é gasto, como sapatos que andaram por longas estradas.
Algumas lembranças cravam como espinhos, outras dissipam como o vento, por querer ou sem querer.
Porque no fim, tudo é findo.
11 abril, 2008
Poderia ter uma vida protegida me escondendo desse mundo tão assustador ou enfrentar o que mais me assusta.
Quanto mais doloroso puder ser, quanto maior o perigo de eu morrer fazendo isso, mais importante será faze-lo.
Mas eu não quero morrer agora.
01 abril, 2008
Art Déco
Não foi um movimento, mas sim um estilo que afetou a arquitetura, as artes plásticas, o design gráfico e o design indústrial.
Representa a adaptação pela sociedade de massa dos princípios do cubismo. Edifícios, esculturas, jóias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna, mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e outros materiais nobres.
Caracteriza-se pela proximidade com o cubismo e suas formas geométricas, abstratas. Diferentemente da Art Nouveau, mais rebuscada, a Arte Déco tem mais simplicidade de estilo.
É o requinte que faltava nas produções, mesmo que em grande escala.

French Poster Collage Art

Interior of Shaw's Oyster Bar - Chicago
Art Noveau
Estilo estético relacionado à Arts & Crafts, que influenciou o Design e as artes plásticas.
A exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes.
O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo.
Caracteriza-se pelas formas orgânicas, sinuosidade, fluidez, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal.

The Kiss - Gustav Klimt

Stairs - Victor Horta
Arts & Crafts
Foi um Movimento Estético Social surgido na Inglaterra, defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Entre outras idéias, defendia o fim da distinção entre o artesão e o artista. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão-artista, que mais tarde seria conhecido como designer.

Artichoke Wallpaper - William Morris
29 março, 2008
"Medo do escuro ou medo do amor?"
25 março, 2008
Estou frustrada.
Por tudo que é injusto e nada que funciona nesse país.
Pela falta de educação e burrice dos brasileiros.
Insanidade nas ruas e os justos ainda pagam pela irresponsabilidade alheia.
Minha cabeça dói!
Mas ainda bem que foi só uma pancada.
E ainda me perguntam porque tenho medo de conduzir.
17 março, 2008
Queria olhar profundamente nas águas dos seus oceanos, mas não pude. Temi afogar-me, através da beleza desse olhar, novamente... E me culpar por isso.
05 março, 2008
O que é Design? Parte I
Hoje em dia, temos a impressão de que ninguém mais lembra o significado de design. Uma palavra tão simples, que faz parte do nosso dia-a-dia de tantas formas diferentes. Você assiste a um comercial que fala do novo design da escova de dentes, lê um anúncio do novo design do carro, vê o rótulo da água mineral fazer alarde do novo design da garrafa. Mas será que design é só isso? Uma roupa nova?
Existe uma máxima do design que diz que a forma é a função. Ou seja, o design não é só a roupa nova, mas também a preocupação para que serve essa roupa. Uma preocupação importante. A roupa que se usa para ir a um casamento não é a mesma que se usa para ir à praia. Mas não estamos esquecendo de alguma coisa? Será que não existe um pequeno universo entre o conceito de forma e o conceito de função?
E quanto à função do próprio design? Pra que ele serve? Design é uma profissão? Design é uma atividade econômica? Design é arte? Design é entretenimento? Design pode ter uma função social? Design pode não ter uma função? Design pode ser fantasia? Design pode ser otimismo, esperança e bom humor?
Todas essas perguntas são muito importantes, e cada uma delas tem muitas respostas. Quem tem interesse em design deve encontrar a sua própria resposta. Mas, se procurarmos todos juntos, tudo pode ficar mais fácil.
Um apaixonado nunca pode esquecer o que significa eu te amo.
[texto retirado de uma instituição de ensino]
04 março, 2008
Review - Show do Iron Maiden
Espera, calor, mais espera, uma rápida chuva pra refrescar os animos e...
Às 20h10, ao som de "Doctor, doctor" apenas como introdução de todo show.
Iron Maiden entra no palco com "Aces High" fazendo o chão tremer!
Bruce faz uma tirada: "Bom chuva aqui em SP, mas tudo bem, por que ela não vai estragar o show, né?" - Disse, olhando pro o céu e no momento passa um helicóptero - "Deve ser aquelas "Space" Girls mijando em nós. Que se fodam então!" - E mostra o dedo do meio olhando pra cima. Huahuaha

Seguiram com "2 Minutes to Midnight", "Revelations" e "The Trooper".
Em "The Trooper", Bruce Dickinson, em plena forma, entrou caracterizado com uma roupa de soldado britânico, enquanto cantava, sacudia uma bandeira do Reino Unido.
A banda emendou "Wasted Years"
"Can I play with madness"
"The rime of the ancient mariner"
"Powerslave"
"The number of the Beast"
"heaven can wait"
"Run to the hills"
O HINO "Fear of the dark"
O mascote Eddie entra no palco com sua forma robótica e estonteante durante a execução de "Iron maiden" [fechando o primeiro bloco pra pausa]
Voltaram com uma conversa com o público
Bruce: "Gostamos muito de fazer shows na América Latina, especialmente no Brasil. Sei que muita gente não pôde comprar ingresso porque eles acabaram muito rapidamente. Obrigado por terem comprado todos os ingressos"
E prometeu: "Nós voltaremos, dentro de um ano, para um grande show, com explosões, fogos, bonecos. Vai ser o maior show do Iron Maiden já feito em São Paulo."
Seguiram com "Moonchild" e "The clairvoyant"
Fechando o show às 22hs com "Hallowed be thy name".

Melhor show que eu já fui!
Não tem preço que pague a adrenalina, a emoção e o orgulho de dizer:
"Eu tava lá, no meio das 37 mil pessoas, pulando, cantando em alto e bom som! Foi foda!"

Vale a pena ver esse vídeo:
- Fear of the Dark, pela vista do prédio ao lado do Pq Antártica:
http://www.youtube.com/watch?v=yhGQN0R8VDE
[Não é à toa que eles curtem os fãs brasileiros! Só nós conseguimos fazer o chão tremer assim! Arrepio de lembrar dessa vibe!
Até quem não curte, qdo vê esse vídeo dá a idéia da grandeza e da emoção de tantas pessoas cantando um Hino de uma banda que conquista fãs à décadas]
29 fevereiro, 2008
20 fevereiro, 2008
L - lies, lies, lies
Contarei a você sobre mentiras.
Há mentiras brancas e mentiras negras,e muitos tons de mentiras cinzas.
Mas algumas mentiras são justificáveis.
Mentiras ditas por bondade, mentiras para preservar a dignidade.
Mentiras que simplificam a dor.
Todos são mentirosos, querida!
15 fevereiro, 2008
Auto-retrato
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
[Mario Quintana]
13 fevereiro, 2008
30 janeiro, 2008
Ocidentalização do Oriente
Antes de mais nada, não sou falsa-moralista, e nem estou generalizando ou entrando em nenhuma crítica à questão de raça , já que sou mestiça de pai japonês e mãe italiana. Mas sei que cada vez mais me frusta o contexto que essa tendência é começar a pré-conceituar ou estabelecer um padrão, vamos dizer, de beleza.
Já viram adolescentes gostar de desenhos, músicas e assim já interligar o gosto por olhos puxados e acabar virando quase uma cultuação à tudo que envolva o Oriente? Pois é, isso particularmente comprova a futilidade da geração, que esquece os valores e só vê aparências.
E aquelas baladas "japa" onde você apenas encontra uma legião de pessoas de baixa estatura, com olhos puxados e cabelos lisos com cortes modernos e péssimos dançarinos, e logo os tais "admiradores". O que é isso? Virou circo agora que precisa de evento especifico pra ir "à caça"?
Bom quanto à eventos de animes já foram bons. Há 6 anos atrás, onde você encontrava coisas raras jamais vistas no Brasil, debatia com pessoas que gostavam das mesmas coisas. Era apenas uma fantasia pra estabelecer "negócios e diversão", apreciar os belissimos e bem trabalhos costumes players e dar risada com suas apresentações, mas saiamos de lá e a vida continuava normal. Hoje me envergonha dizer que já poderia ter participado de um evento desses e ver que os jovens tão cada vez mais débil mentais, trajado como um pokémon pra ir ao mercado da esquina, garotas parecendo mini prostitutas de Xangai ou paquitas do "Xou da Xuxa". E todos usam linguagens que nem meu sobrinho de 3 anos entenderia.
Ok! Não vou falar apenas o lado "ruim". Obviamente que a miscigenação também pode acabar com o preconceito da própria raça japonesa, já que AINDA existem, como dizemos "côlonias", que não importa se você tem caratér mas se você não é japonês não pode entrar pra família. É pessoal, ainda existe isso. E eu não tenho um histórico tão amigavél nesse contexto social.
Enfim, é um assunto extenso, e eu só queria falar um pouco da minha frustação com o mundo cada vez mais fútil e inútil. Não sei a quanto a modernidade e ocidentalização chegou à sociedade mas se as pessoas não souberem separar os valores e ficar se preocupando apenas com beleza e raça, a têndência é piorar. Sou apenas a favor da mistura consciente.
Anaikô, assim chamamos mestiços - filhos do Amor. Porque antes misturar raças, era só por amor.
29 janeiro, 2008
Extremo
Tudo que vive é mutável, mas sempre preserva sua natureza e principios, sem querer derrubar a integridade ou ludibriar os sentidos de outrém.
Quem aceita a impermanência tende a viver de forma profunda tudo o que aparece na sua vida.
Não quero ser radical, mas regressei em alguns aspectos e esqueci de meu principal forte, extremismo.
E assim seguirão os traços, como a profundidade de oceanos.
Existem sensações que não precisam ser vistas ou mostradas, simplesmente sentidas. E eu particularmente, sinto (in)verdades. Onde analiso os patamares possiveis e suas facetas insólitas.
Na atual conjectura, os círculos e ciclos são como JOGOS de tabuleiros, peças são aleatóriamente descartadas dentro dos limites, das falhas de outrém e das minhas necessidades e desconfianças.
Mergulho agora num mar calmo, onde partirei de certa forma, e permanecerei assim. Mas sempre com a certeza: de amar ou odiar [apesar de não odiar ninguém - então substituo com indiferentismo - do sim ou não; certo ou errado; bem ou mal; ser ou não ser; tudo ou nada!
28 janeiro, 2008
Fênix
A fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas.
O mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causavam em outros animais, chegava a provocar a morte deles.
Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez.
Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.
24 janeiro, 2008
07 janeiro, 2008
A persistência da memória

Este quadro tão pequeno é a mais conhecida das obras de Salvador Dali.
A flacidez dos relógios pendurados e escorrendo mostram uma preocupação humana, como: tempo e memória. E o próprio Dali se apresenta na forma de cabeça adormecida.
Quem o vê jamais o esquece.
Algumas obras do movimento surreal me fazem mergulhar num mar de idéias, sentidos e acabo por refletir que suas propriedades podem ter os mesmos aspectos da vida.
Tempo e memória podem ser tão essenciais quanto destrutivos.
A que ponto permitir que nos guiem?
31 dezembro, 2007
Resoluções 2008
O que fizemos, o que deixamos de fazer, e o que gostariamos de fazer.
O que eu quero?
Uma vida normal
11 dezembro, 2007
Cicatrizes
nadar no lago que havia atrás de sua casa.
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo ...Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia.
Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe.
Mas era tarde.
Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir.
Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou a arma e disparou no jacaré.
De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
Seus pés ficaram totalmente feridos.
Um repórter que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes.
O menino lhe mostrou seus braços e disse ao repórter:
"Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir"
Podemos nos identificar com esse pequeno menino.
Nós também temos muitas cicatrizes.
Não a de um jacaré, mas as cicatrizes de um passado doloroso.
Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.
E enquanto vc se esforçava, Ele estava lhe segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir.
Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.
autor desconhecido
Em meus versos alguma história ainda será relatada. Com final triste ou feliz, publicada ou apenas em rascunho, ninguém sabe...
06 dezembro, 2007
Amor livre
- Mãe, como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Agarra num pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
- mãe, mas assim a areia cai!!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
Se queres muito uma coisa, deixa-a livre... Se ela voltar será tua para sempre, se não, é porque nunca foi tua de verdade.
Já deixei livre "meus amores" e então, não voltaram,
Agora quero estar livre na certeza de que posso voltar.
23 novembro, 2007
19 novembro, 2007
Felicitações a mais um
Mas sei que ainda existem alicerces que elevam meus dias, minha alma, meu despertar... Amigos, familia...
Sei que ainda existem motivos pra continuar lutando por mim e por eles.
Alegria é a troca equivalente de sorrisos sinceros;
é celebrar a vida;
é ter aqueles que importam e se importam, sempre próximos.
As vezes coisas inesperadas podem nos dar um golpe, mas a cada dia levantamos, e quem quiser, que seja junto.
Confesso que hoje chorei,
de alegria e de tristeza;
de gratidão e frustração;
Mas como tenho estado no papel de sempre, continuo ressentindo as coisas secas na minha garganta, pronta pra ecoar num súbito vácuo.
Não é a todo momento que é como queremos que seja, mas não cheguei até aqui por um motivo qualquer.
Felicitações pelas memórias guardadas e pelas jogadas fora.
Obrigada
em todos os sentidos, por todos os sentidos.
05 novembro, 2007
02 novembro, 2007
01 novembro, 2007
Essa dose de ego elevado por uma soma de fatores tem-me feito muito bem.
Não vou dizer que seja plenamente satisfatório mas isso ajudou na execução de uns planos categóricos nas quais tenho presenciado, observado e submetido.
Descobri pontos fracos em outrém. Isso é um tanto quanto estranho, ou então egoísta? Não! Digamos que o ser humano tem a capacidade de correr atrás de seus propósitos e quando algo ultrapassa ou interrompe esse percurso, automaticamente algo eclode a ponto de querer ver o que está por vir, ou até mesmo só pelo gosto de competitividade.
É apenas uma forma de testar nossas capacidades e tirar proveito daquilo que você sempre esperou.
Em partes, eu gosto desse impulso que me faz ver de perto suas reações pelas minhas adverções inesperadas.
Características peculiares afloradas.
Os astros sempre determinaram a minha persona como vingativa, competitiva, ciumenta, egoísta e possessiva. Eis que tenho estado muito bem com tais hehe
Dêem-me trégua, já fui boba demais em acreditar em acertos ou desculpas. Não é maldade, é jogo de sobrevivência
24 outubro, 2007
Alternando entre fotografias, pensamentos e fatos ocorridos, enquanto ouço as músicas ambiente que marcaram estas lembranças.
Talvez este humor que se manteve tão aceso nos últimos dias esteja em fase de declinio temporário. Modificado por uma música, por uma lembrança, por um pensamento, por um toque e por fim, uma solidão.
Quando eu penso que estou partindo é quando eu mais me aproximo.
Odeio desmoronar minhas barreiras num piscar de olhos. Sempre com a mesma questão e o mesmo toque. Sempre volto atrás quando se trata disso.
Sei que odeio esse fato, e sei que não posso reclamar, mas não sei como me desamarrar. Porque no fundo será sempre assim.
Agora sinto a sensação de querer transitar por um instante numa névoa, num vácuo onde não encontrará nada mais que os olhos reconheçam. Nem que seja por alguns segundos, sentir aquele cheiro da umidade e uma friagem nos pulmões como se quisessem expandir até o extremo e explodir. Uma atmosfera entorpecente. Meus pés afundassem como num plano arenoso, molhado.
Isso é sentir-se viva?
Ou talvez basta saber que o coração ainda agita?
20 outubro, 2007
Fantasy - Richie Kotzen
Ican't keep my focus life isn't life unless
You come around
Tell me what have I become
You make my feel how I shouldn't feel
How can I get away
I gotta knowwhat im living isn't some kind of dream
Oh oh oh wont you tell me is it a
Fantasy is it a fantasy
Oh oh oh wont you tell me is it a
Fantasy are you my fantasy
Touch wasn't touch until you came around
I cant let you change me
Why when I try to kick you out you just
Make me sober
You like a flame always burning but you
Never burn out
Ill never get away
I try to leave but when I try somehow you keep me around
0107
0707
1007
10 outubro, 2007
Fato! Preciso voltar a ser aquele ser quase assexuado e desencanado em qualquer tipo de nova situação que venha a exaltar emoções.
Porém não sei dizer se realmente as pessoas estão cada vez mais desprovidas da capacidade de manter algum tipo de relação afetiva ou eu é que estou cada vez mais exigente ou num estado irritável e quase que impaciente com a incompatibilidade e futilidade masculina.
Enfim, preferia aceitar que as pessoas estão realmente cada vez piores, do que admitir de que eu estou cada vez pior.
Uma vez uma amiga disse: "Quanto mais envelhecemos e mais demoramos a encontrar um parceiro, mas exigentes e ricas ficamos". Eu tô beirando meus 24, e desempregada.
Devo dar um tiro na boca? Hahaha Que bosta! Bom isso é o que a sociedade espararia.
Mas tudo bem, se nada der certo eu viro cartomante com meu grandissíssimo poder de persuasão. Pena que esse poder já não funciona tanto quanto deveria, ainda preciso arrumar alguns milhões de reais pra suprir ou comprar testosterona dispensavel na minha vida haha Já que, volto a ressaltar, a futilidade impera os tempos presentes.
Bom tudo bem, feriado prolongado tá aí, e nada melhor que uma dose de besteirol e insanidade com as amigas.
01 outubro, 2007
Show do Richie Kotzen em SP
Eis que minha amiga Bia, resolve dizer que estava muito afim de ir tbm, nisso minhas lombrigas e minha paixão por Richie Kotzen despertaram das cinzas do meu amago. E me fez não dormir a noite pensando um jeito de ir no bendito show.
Domingo [30.09.07] de manhã a péssima noticia de que os ingressos para estudantes haviam esgotado, mas não contentes, eu e a Bia extorquimos a outra parte do dinheiro.
3hs de fila no frio e mais alguns minutos de espera até a casa encher.
E "vualá" Eric Martin entra no palco mais que saltitante com aquele ar de bom moço, digo tiozão recauchutado.
Conhecia só as músicas do Mr Big dentro do seu repertório, e acho que ficou faltando a boa e velha balada "just take my heart" (sim eu tô mto gay ultimamente, e podem falar que é músiquinha clichê mas essa é foda, dá vontade de chorar, e sim eu estou gay mesmo hahaha)
E depois o maravilhoso e perfeito Richie Kotzen!!
Não sou boa para lembrar nomes das respectivas músicas do repertório, mas posso dizer que "losing my mind, mother heads, doin what the devil says to do, remember, fooled again e go faster", foram perfeitas. Só faltou "you can't save me" pra arrematar a set
O Kotzen além das caras e bocas que faz enquanto toca tem um ar misterioso e obscuro, além de deixar dúvidas de flertes com o baixista da sua banda enquanto ficavam frente à frente, mas tudo bem ninguém vai questionar a sexualidade de um cara tão perfeito quanto ele, hahaha droga tá se ele for msm gay ele não é tão perfeito assim. Ok foda-se eu não ligo!
E pra fechar o dueto com "Shine, e 30 days in the hole" Mr Biggggg!!
Satisfeita por não ter perdido um show tão perfeito como esse, quem foi, foi. Um igual a esses, só em algumas décadas ou quem sabe nunca mais.
foto by me:
vídeo by me:
http://www.youtube.com/watch?v=QqHBSlm5oxk
26 setembro, 2007
Angústia
Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicosomáticos.
A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento,uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumaticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego.
"Jean-Paul Sartre, filósofo francês contemporâneo, defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, posto que sempre haverá uma opção de escolha: mesmo diante de A, posso optar por escolher não-A. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino. Também Sigmund Freud, Pai da Psicanálise, realizou estudos sobre o problema da angústia. Ele afirmou que vivemos um profundo mal-estar provocado pelo avanço do capitalismo. Contudo, a sua colaboração mais profunda para essa nossa temática pode ser percebida na sua análise do nosso aparelho psíquico: vivemos um conflito interno entre três instâncias psíquicas fundamentais ao equilíbrio do ser: nossas vontades (id) vivem em constante atrito com nosso instinto repressor (superego). Podemos tudo aquilo que queremos? Infelizmente não. O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo ego, a nossa consciência. É o ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo nosso id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo superego. A esse conflito entre o id e o superego, Freud denominou angústia."
20 setembro, 2007
Only When I Lose Myself - Depeche Mode
Then I find myself
I find myself
Something beautiful is happening inside for me
Something sensual, it's full of fire and mystery
I feel hypnotized, I feel paralized
I have found heaven
There's a thousand reasons
Why I should not spent my time with you
For every reason not to be here I can think of two
Keep me hanging on
Feeling nothing's wrong
Inside your heaven
It's only when I lose myself in someone else
Then I find myself
I find myself
I can feel the emptiness inside me fade and disappear
There's a feeling of content that now you are here
I feel satisfied
I belong inside
Your velvet heaven
Did I need to sell my soul
For pleasure like this
Did I have to lose control
To treasure your kiss
Did I need to place my heart
In the palm of your hand
Before I could even start
To understand
It's only when I lose myself in someone else
Then I find myself
I find myself
11 setembro, 2007
Empty
Se eu fosse como aqueles escritores undergrounds, poderia acender um cigarro com uma xícara de chá, onde na verdade haveria whisky barato dentro dela e varasse a madruga escrevendo interminaveis contos cults que muitos "jovenzinhos" pseudo-intelectuais, medíocres e cheios de achismso de grandes conhecedores da cultura, iriam se esbaldar. Mas não sou um escritor desses, muito menos fumo ou bebo whisky pra parecer inteligente ou tentar relaxar com estes itens.
Sinto-me vazia neste instante.
Queria poder abrir essa porta de pijama, pegar o carro e sair por aí, mas nem tira-lo da garagem, sem fazer o maior escandalo, eu sei.
Queria tantas coisas, isso é o que a minha cabeça faz eu acreditar, mas neste instante eu não passo de um corpo sem sono, tentando escrever algo pra distrair enquanto as horas passam nessa madrugada osciosa.
Não sinto-me inutil, simplesmente tenho evitado de pensar em tal.
Minha auto estima tem estado intacta num bom patamar nos últimos dias. Obrigada a todos aos bajuladores baratos. Um pouco disso desperta-me o lado arrogante e sarcástico insano. (não faz mal quando bem dosado)
Eu aceitaria uma xícara de chá, mas talvez isso espantasse meu sono.
Eu aceitaria um casaco, mas ora penso que já vou deitar-me debaixo do edredon, mas continuo aqui em frente à esta tela fria, com uma roupa que despe meu braços, ombros, colo e coxas.
Tem alguma coisa martelando a minha cabeça [toc! toc!]
08 setembro, 2007
Haverá vezes em que outrém te surpreenderá ou te decepcionará subitamente, simultâneamente. Até que a palavra seja proferida.
Haverá vezes em que as verdades serão ditas como brincadeiras. Até que lhe provem o contrário, continuaremos acreditando nas realidades mascaradas pelas carcaças impenetráveis.
Haverá vezes, muito raramente, direi "não" querendo dizer "sim" e "sim" querendo dizer "não". Tipicamente uma observação às suas reações.
Haverá vezes, ou quase sempre, em que na profundeza de seu olhar poderei ver o seu mais profundo eu.