25 novembro, 2008

Reações Previsíveis

A convivência é algo que nos ensina a captar as reações alheias.
É claro que muitas vezes o orgulho mascara muitas delas, mas quando falamos da intimidade, ou do conhecimento da personalidade pelo tempo que a convivência toma conta, as reações são realmente previsiveis. Como na inveja sobre a competitividade. Isso é algo que muitos não conseguem esconder, evidênciando no tom da voz, em objetos lançados em movimentos bruscos e até numa nova forma, ríspida e intragável, de te tratar e lançar um olhar. O reconhecimento é sempre almejado nesses casos. E quando se reconhece o ofício alheio, com sentimentos corrosivos, custando olhar pra dentro e ver o que há de errado, sempre existirá criticas desconstrutivas, continuando com reações tão previsiveis quanto a excelência do trabalho alheio.
Ou então, a previsibilidade está na mudança do status de relacionamento, que toma todo o tempo e autonomia de alguém. É quando as pessoas não sabem mais tomar decisões, pois vivem em função da agenda ou vontade do parceiro. Sem contar que se caso essa relação acabe, a culpa vai ser do outro, claro.

Posso citar também as reações, ou melhor, as reclamações de quem tem menos idade que deveria pra se queixar tanto, de coisas sem sentidos, contraditórias.

Não preciso mais de uma bola de cristal.
A medida que o tempo passa, a previsão se torna mais presente nas reações, do que as pessoas no cotidiano, ou em um evento que acontece uma vez ao ano, como um aniversário.

18 novembro, 2008

Fazer 25 anos...

...é como estar numa corda, do balançar entre a inocência e a vulgaridade; da serventia e a vaidade; do amadurecer e o apodrecer; da certeza e o cansaço.
É contar as vindas e idas, de quem arrancou de você o melhor e o pior. Levando embora, ou deixando marcas.
É pensar sobre sua carreira que ainda se encontra nos portos e ter que arranjar um jeito de caminhar como tantos, quando na verdade você só quer voar e lançar pra bem alto, tudo que conquistou até então.
É lembrar de colares adornados enquanto passava creme da mãe escondida no banheiro, e hoje já usar Renew no rosto e Chronos nas mãos.
É achar que algo no passado foi à pouco tempo, quando na verdade passaram-se mais tempo que as areias puderam contar.
É a transição dos 20 e poucos pros 20 e tantos.
(...)
Além de tudo isso, não é apenas fazer 25 anos, mas uma mulher, espetacularmente chegar aos 25 anos.
E ainda ouvir várias bobagens, de que uma mulher chegar aos 25 sem namorado, pode ficar encalhada.
Que mulher é essa que com isso ficaria encanada?
Sem dúvidas, uma mulher insegura, sem auto-suficiência e amor próprio.
Modestamente, não é assim que me encontro, pois chego aqui com amadurecimento, sem neuras sobre lendas urbanas e com um namorado, 5 anos mais novo.
Posso dizer que tudo na vida é uma faca de dois gumes, mas pra mim o que importa hoje é a pura essência do querer bem e me fazer bem, independente de primaveras a mais ou a menos. O que importa é sentir-se bem e maravilhar-se com as semelhanças; respeitar as individualidades e diferenças. Ou melhor, tudo certo, na medida exata do meu amor, na medida exata com que o tempo resolveu me presentear.

Quanto ao amor próprio, descobre-se sozinha. Mas é claro que é bem difícil conseguir esse amor, nesse mundo leviano que arrastamos por aí, fingindo que tudo esteja correto, e que não nos importamos com tudo que nos surra a face, entonando as linhas do rosto precocemente.

O tempo passa. Será que continuamos os mesmos no rosto, nos gostos...?
Quando chegamos até aqui, não há ninguém que possa ensinar sobre o amor, sobre a vida, sobre a dor.
E posso dizer que até então, estou no meu ápice das descobertas de imagens refletidas nesse espelho, do pouco pedaço de terra que conheço. Procurando ainda entender o mundo, insatisfeita com tantas rachaduras que ele apresenta, mas pronta pra mergulhar em novos ciclos, em novos vícios, em novas (inov)ações... Sem medo do tempo que gradativamente morre como cinzas entre os dedos.

Posso até me cansar em comparar as resenhas das primaveras passadas, e ver que nem tudo que esperei mudar, mudou. Mas hoje é satisfatório um pedaço meu chegar até aqui, sendo essa mulher (in)completa quem sou e ainda contar uma história - triste ou não - com tantos dedos e gatilhos apontados no caminho, com tantas dores e lembranças, mas ainda assim uma história; de quem enche os pulmões com esse ar imundo, tentando evitar o inevitável...
E apesar de tudo, sei encontrar uma flor nesse lodo. E se ajoelho pra colher a flor, sentindo dela o cheiro do orvalho evaporado, é porque muitos ainda fazem valer esse amanhecer; essa inevitabilidade toda que se encontra no evento da vida.
Por isso, agradeço a companhia nos invernos e primaveras. Agradeço as lembranças e o afeto, todas guardadas na caixa da memória.

Fazer 25 anos é lindo.
E ser adulta ainda não me privou de amar, de ter esperanças e acreditar no ser humano e no que esse evento louco e insano da vida tem a me proporcionar.

17 novembro, 2008

Love of my life - Dave Matthews Band feat. Santana



Where you are, thats where I wanna be
Through your eyes are all the things I wanna see
In the night you are my dream, youre everything to me

Youre the love of my life and the breath in my prayers
Take my hand and lead me there
What I need is you here

I cant forget the taste of your mouth
From your lips all the heavens pour out
I cant forget when we are one
With you alone I am free

Everyday, every night, you alone are the love of my life

We go dancing in the moonlight
With the starlight in your eyes
We go dancing till the sunrise
You and me, we're gonna dance, dance, dance

14 novembro, 2008

Carrie saves days

"Mais tarde, fiquei pensando em relações tensas. Quero dizer, na conexão da relação, com o passado, futuro e presente.
Todos tivemos relações que estão longe de serem perfeitas. Mas essa relação passada afeta nosso sonho de um futuro perfeito?
Enquanto ficava mais tensa, não pude deixar de pensar...

É possível chegar ao futuro, se seu passado está presente?"


Frase pertinente de Carrie Bradshaw no 3° cap da Season 6 em Sex and the city.

Ás vezes acho que só ela me entende. Mas é claro que toda mulher, ao menos uma vez, já se identificou com as situações e questões pertinentes de Carrie ao longo da série. E é um alívio saber que ao menos uma vez, independente de estar em São Paulo ou New York, as mulheres são iguais, como na cor do batom, no estômago doendo de risos numa tarde com as amigas, na imagem refletida rapidamente e secretamente em qualquer espelho, em alguma mania trancada no banheiro... E um pouco de neura, na casa, na chuva, na fazenda e na relação...
Ah! Mulheres viu!
Só precisamos de um pouco de carinho; da certeza, mesmo que aquilo não seja durável; de uma blusa nova pra deixar mais bela até o fim da noite; Prímoris 15 dias antes da tpm, e claro uma sessão com Carrie Bradshaw.
Ela sempre salva o dia. Mas isso não muda muita coisa, quando na verdade, você só precisa olhar um pouco mais pra dentro e de uma conversa sincera. Só pra dar aquela certeza de que está tudo bem. E de que seu presente é perfeito da maneira que te presentearam.

13 novembro, 2008

Design #2

Chegar da faculdade depois de um dia corrido tira um pouco do seu apetite, mas quando se tem muito trabalho pela madrugada é sempre bom recorrer à coisas rápidas pra enganar o estômago

23:30 - Resolvi fazer aquelas sopas de caneca. Só esquentar uns 200ml de água.

Como alguns sabem, gosto de cozinhar. Sou bem organizada e prática na cozinha. Mas quando se trata da falta de tempo + madrugada, não dá pra elaborar um prato muito requintado ou calórico.

23:35 - Tomei coragem e comecei a trabalhar no desenho técnico de um projeto de mobiliário urbano - protetor de árvore - da faculdade. Um projeto consideravelmente de médio porte, que é uma das notas finais do semestre. E além de cansativo e chato, o projeto está atrasado. E quando eu começo a consertar as minuciosidades vetoriais, eu esqueço do resto do mundo. Cálculos, cotas, estruturas metódicamente encaixadas, travas, enfim, tudo aquilo que um estudante pode suar pra uma metodologia de projeto de produto bem resolvida, com uma menor margem de erros no processo.

00:15 - Ouço uns estalos vindo da cozinha. A príncipio achei estranho e confesso que bateu até um medo.

00:20 - Sinto um cheiro contaminando o quarto. Algo característico à plástico queimado.
PLÁSTICO QUEIMADO?
Uma impulsão me fez subir as escadas cegamente, enquanto imaginava a cozinha pegando fogo.
A água já havia secado a vários minutos atras e o odor do cabo queimado já havia contaminado os corredores, sala e cozinha.

Não precisa nem dizer que perdi a fome. E ao menos, foram 200ml de água evaporada em minutos, uma chaleira passado do ponto de ebulição, seu cabo quente e fedendo pela casa, e um projeto que continua atrasado.

Depois ainda me contestam quando eu digo que assim que eu pegar meu diploma de bacharel em Design, já me encontrarei num estado agudo de esquizôfrenia. rs

05 novembro, 2008

Design

Hoje é dia do Designer!



by may

E uma semana importante pros estudantes e profissionais da área.
Na segunda-feira (03/11) deu inicio à Semana do Design, dentro e fora das universidades. Começando pelo evento Viver Design SP http://www.viverdesignsp.com.br
Não só palestras e seminários, mas pode-se conferir parte do projeto exposto em galerias de arte, museus, e até nas estações de metrô.
Um pedacinho espalhado pela cidade, e aos poucos, a integração e importancia do termo e do sentido Design agindo sobre a população.



by may


Se trabalharmos pensando não apenas na comunicação de uma forma original, mas também saber integrar a sustentabilidade, seremos os profissionais do futuro.
Não basta projetar algo inovador à medida das nossas necessidades mas precisamos ter a consciencia do equilibrio no meio em que vivemos.



by may

Mas voltando um pouco o disco, ou melhor a história. Será que podemos considerar Walter Gropius - fundador da Bauhaus, primeira escola de Design - como o pai do Design?
Creio que seja impróprio, com tantos artistas, como William Morris, que antecederam a Revolução Industrial, em movimentos como Art Noveau, Art Decó, são hoje, considerados designers pois fizeram funções de designers, sem saber que eram um. Sem contar sobre as épocas primitivas dos artesãos, antes da transição da manufatura para industrialização. Então quando foi que nasceu o Design?
Acho que o homem sempre foi um Designer.
Deus é um Designer rs
Mas vale ressaltar a importância de cada um, no desenvolvimento do Design: Bruno Munari, Bernd Lobach, Alexandre Wollner - que é um designer importante para o Brasil - irmãos Campana, Guto Lacaz (...) Entretantos, entreoutros.

E pra finalizar, um pouco de humor.
Bem realista, mas melhor rir do que chorar rs


Cia Barbixas de humor

Já faz um tempo que conheço e admiro o trabalho da Cia Barbixas de Humor.
Tudo começou com o espetáculo "3", no Teatro Gazeta. E em seguida "Onde está o riso?" no Teatro Jardim São Paulo.
A partir daí acompanho o trabalho e crescimento do grupo.

Nesse último fim de semana fiquei sabendo que o espetáculo "Em breves" está em cartaz até o fim do mês, e na busca de informações, eis que surge uma oportunidade de conseguir um par de ingressos, com a promoção "Blogresso"

O blogueiro deve postar um dos vídeos do espetáculo, disponivel no
  • Youtube
  • , e resumidamente comentar sobre da promoção - o que estou fazendo agora - e então mandar um email com o link do post para: contato@barbixas.com.br

    Booom não custa tentar. Será que eu consigo?
    Ou será que teria que implorar por ingressos, já que meu aniversário está chegando!
    E não custa dar uma forcinha também e divulgar um dos mais divertidos espetáculos de comédia.

    Então, tá aí a dica:



    O Coiso - Barbixas

    Choreeei com esse vídeo

    03 novembro, 2008

    Murakami #3

    A situação era sempre a mesma. Manhã de domingo. Luz matinal serena, que existe em qualquer lugar. A veneziana da janela. As costas nuas de uma mulher. Os dedos de um homem que alisam suas costas. Na parede, uma reprodução de Le Corbusier. No quarto, há um aparelho de som. Há um vaso também. Nele havia uma flor que parecia margarida. Roupas espalhadas pelo chão. Vê-se uma estante de livros.

    25 outubro, 2008

    noBody's perfect

    Corpo
    Essa matéria de uma natureza quase morta que até então nos sustenta aqui sob visões delimitadas, é o que acaba criando discussões fúteis, ou melhor, direciona as coisas de maneira fútil.
    Maquiagens que impedem a respiração; entupindo os poros; putrefando mentes e seus modos; causando dissoluções nos ideais e na auto estima; julgando espelhos e furtando inocências.

    Abra uma revista feminina e lá estão imagens e diagramas em como ter uma cinturinha fina; Como bronzear e tornear as pernas para o verão; Decotes para valorizar seus volumosos seios (...)
    Abra uma revista masculina e lá estão mais imagens editadas, transformando mulheres em plasticidade e fantasia apetitosa num top 10 de beldades.
    O mesmo vale para os estereótipos masculinos, mas acredito que a mulher é sempre mais afetada com esse tipo de "exigências" que giram em torno dos dois mundos.
    (...)corpo, boa forma, beleza, dietas miraculosas(...) são os príncipais temas abordados nos maiores veículos da comunicação e do marketing.
    Agora, eis as questões: Que beleza é essa da qual tanto falam? Qual a melhor forma? Um corpo só é aceito e notado quando se encaixa em padrões estabelecidos? E as comparações? Existirá sempre um novo estereótipo, com aspectos delimitados?

    Claro que as diferenças culturais tem o poder de estabelecer determinados pontos para distinção e reconhecimento. E que a estética acaba se tornando uma teoria do gosto, de experiências, bem pessoal. Mas isso é bem diferente da imagem que construimos por influências.

    E confesso, tem horas que me sinto diminuta à tudo isso, mas me calo.
    Não faço apologia à desleixo. Porque manter o corpo sanado não é sinônimo de sarado. E ser saudável está bem longe de toda essa obsessão.
    Sem falar que as discrepâncias e comparações muitas vezes se tornam o incômodo alheio. Já vi, muitas vezes, a importancia que as pessoas dão ao corpo alheio quando na verdade esquecem do tempo gasto, sem saber que a conta no médico ficará bem alta com essa falta de importancia que ela dá pro seu próprio corpo e na maior parte das vezes, pro seu caráter.

    Isso tudo faz do corpo uma penitência. Um aspecto que corrompe à maior parte, senão, toda.
    Uma violação, que arranca de nós as escolhas e a aceitação. Cada pedaço de ninguém que ninguém quer mudar. E eu, não quero mudar nada aqui, só quero mudar tudo lá.

    Goste ou não, meu corpo e o seu nunca serão perfeitos, mesmo porque a perfeição não existe. E um dia essa matéria morrerá, e não haverão toxinas que possam recuperar todo esforço de uma vida leviana.

    11 outubro, 2008

    Murakami #2

    - Deve dançar - disse o homem carneiro. - Enquanto a música estiver tocando, você deve continaur a dançar. Entende o que quero dizer? DANÇAR, CONTINUAR DANÇANDO. Não deve pensar no motivo e nem no sentido disso, pois eles praticamente não existem. Se ficar pensando nessas coisas, seu pé ficará imóvel. Uma vez parado, já não serei capaz de agir. Já não restará nenhuma conexão com você. VAI SE ACABAR PARA SEMPRE, ENTENDEU? Daí, só lhe restará viver unicamente neste mundo. Cada vez mais será sugado para ele. Por isso, não deve parar de mover os pés. Por mais que lhe pareça uma tolice, não deve ligar. Deve continiar dançando, dando os passos. Deve ir amolecendo, mesmo que aos poucos, tudo o que estava completamente rígido. Ainda deve haver algo que não esteja perdido. Use tudo que puder usar. Dê o máximo de sí. Não há o que temer. Você deve estar mesmo cansado. Cansado e com medo. Qualquer pessoa passa por esses momentos. Sente que tudo está errado. Por isso ficam inertes.
    Ergui os olhos e fiquei olhando a sombra na parede.
    - Só lhe resta dançar - continuou o homem-carneiro. - E dançar de modo exemplar. A ponto de todos ficarem admirados. Pois, assim, talvez eu consiga ajuda-lo. Por isso, dance enquanto a música estiver tocando.
    DANCE ENQUANTO A MÚSICA ESTIVER TOCANDO!!!

    Do livro Dance, dance, dance - Haruki Murakami

    23 setembro, 2008

    Lonely - Yael Naim



    You are not alone
    I am here with you
    Even when you're scared
    I'll never leave you
    Standing in a storm

    Making it insane
    Once again, I would try
    To enchain you
    But you open your eyes to the sky
    and whisper

    [Chorus]
    That you are so lonenly
    You are so alone
    You're so alone
    You're so lonely, so lonely

    So I'm colouring my face
    While I am here with you
    Imagining the landscape of your sorrow
    Is it yellow or blue?

    Colouring the sky, and the threes
    and the clouds, and the moonlight
    I'd coloured your heart
    If you didn't I did

    [Chorus]

    And I wish you could just find home.

    12 setembro, 2008

    Mesmo que endurecida, guardava a possibilidade no fundo de uma gaveta. Hoje, a gaveta encontra-se vazia. No mundo, nem mesmo um pedaço de mim restará, somente gaveta vazia.
    E não se sente falta de algo que nunca se teve.

    04 setembro, 2008

    Murakami #1

    [aperte antes o play]

    (...)“Por outro lado há pessoas que sentem atraídas pela minha Sensatez. São poucas. Mas elas existem. Elas e eu somos como dois planetas que gravitam na escuridão do espaço, naturalmente se atraindo e se repelindo. Elas vêm à mim, relacionam-se comigo e um dia vão embora. Elas se tornam amigas. Em certas situações elas se tornam oponentes. De qualquer forma, todas acabam se afastando de mim. Algumas desistem, outras se decepcionam, outras silenciam e acabam indo embora. No meu quarto existem duas portas. Uma é a entrada e a outra é a saída. Não há como confundi-las. Não se pode entrar pela saída, nem tampouco sair pela entrada. É algo definido. As pessoas entram pela porta de entrada e saem pela porta de saída. Há diversas maneiras de entrar e de sair por elas. Mas, independente do modo como entram e saem, no final todas acabam saindo. Uma pessoa saiu para tentar uma nova possibilidade, a outra para não perder mais tempo e a outra morreu. Não sobrou ninguém. Dentro do quarto não há ninguém. Somente eu. Sempre tenho consciência da falta que sinto dessas pessoas. Destas que se foram. Percebo que suas palavras, sua respiração e seu cantarolar ficaram impregnados na casa como partículas de pó.
    Provavelmente elas conseguiram enxergar uma imagem pouco distorcida do que sou realmente. Esse deve ser o motivo pela qual elas se aproximam de mim e depois se afastam. Elas reconheceram meu esforço de ser sincero – não consigo encontrar outra explicação – e procuraram acreditar nele. Tentaram me dizer algo e fazer com que eu abrisse o coração. A maior parte dessas pessoas era dócil e carinhosa. No entanto, nada pude lhes oferecer. Mesmo que eu pudesse lhes oferecer algo, esse algo parecia insuficiente. Sempre me esforcei para dar o melhor de mim. Tudo que pude fazer eu fiz. Eu também desejava algo delas. Mas, no final das contas, nada dava certo. E, assim, partiram."


    Do livro Dance, dance, dance - Haruki Murakami

    A leitura desse trecho acaba tendo um acabamento primoroso quando acompanhada da música [vide vídeo abaixo]: Solitude#2, do compositor e instrumentista contemporâneo Ryuichi Sakamoto, que faz parte da trilha sonora do filme "Tony Takitani", que é uma adaptação do livro de mesmo nome, do Haruki Murakami. Mas aí já é uma outra história. E independente de citar e misturar as obras, Murakami tem sempre sua peculiaridade, aquele sabor reconhecível quando se trata de uma narração num mundo bizarro, dos amores efémeros e claro, da solidão, o que me encanta e só torna minha apreciação e rendição pelo seu trabalho, cada vez mais, num patamar elevado.

    01 setembro, 2008

    Mãos

    Constítuidas por vinte e sete ossos e dois conjuntos de músculos cada uma. Através delas que evoluímos, comunicamos, modificamos o ambiente, a nossa história.

    Dos mais variados encontros - de um íntimo ou até de um passageiro - e depois de um tempo observando, é das mãos que eu acabo recordando. E nem acredito na possibilidade de Joey Tribbiani ter encontrado seu "identical hand twin" em Las Vegas, pois as mãos tem seus detalhes em entalhes, a personificação que me faz associar até mãos sem rostos, mãos sem bolsos.
    Mãos pequenas, mãos serenas; maciez ou rugas do tempo; manchas e cortes; unhas arredondadas ou achatadas, numa pintura impecável ou roídas, sem unha ou compridas; cúticulas empurradas ou intactas; calos marcados pelo esforço, ou da infância de escritas em cadernos de caligrafia; dedos longos, dedos gordos, com adornos de promessas ou enferrujados no tempo.
    Mãos, que pintam sobre telas memóraveis ou salvam vidas ensanguentadas; que fazem daquele instrumento a lembrança de uma vida embalada; que se juntam numa oração ou numa cantiga de roda; que vertem líquidos evidênciando a ansiedade por uma notícia ou pelo beijo em um banco de cinema; que esfriam xícara no inverno ou esquentam pélvis no prazer; oferecem lenços e até limpam os borrões nos olhos; que são acorrentadas por justiça ou por fetiche; que adormecem e sentem formigas percorrerem e aquele estranhamento como se elas não fossem suas; que seguram sacolas arrebentadas ou crianças cansadas; que se fecham num primeiro contato com o dedinho do irmãozinho ou com a areia da beira molhada; que acenam encontros ou despedidas numa esquina.
    Mãos, com seu próprio senso de denuncia, nos gestos da verdade, entre toques e idade.
    Mãos que machucam, ofendem, provocam, seguram... Mas é das mãos que levantam-me de um tombo ou afagam-me a face e os cabelos, que recordo-me muito bem, fazendo do toque, o embalar de uma feliz e eterna anestesia.


    Mãos ao redor

    E você, conseguiria reconhecer-se em mãos? E o que elas fizeram até então?

    29 agosto, 2008

    Serotonina

    Estamos em falta. Mas se pudesse engoli-la em um único gole, como quem engole sem mastigar a vislumbra alheia, faria, neste instante.

    27 agosto, 2008

    My boo

    Apesar do orgulho muitas vezes não admitir a falta que sente, hoje ele se cala, e mesmo sem querer, deixa escapar uma ânsia há muito entalada na garganta, um grito dos pulmões inundados transbordando incertezas, perguntas sem resposta se chocando violentamente dentro da cabeça, dentro de cada célula, desfilando no fundo
    dos olhares na promessa de uma conversa adiada.

    Hoje tento substituir todas as sensações que pendem de um fio de seda por palavras e lembranças mais delicadas, mas ao meu lado está sempre a espera, que transforma os ponteiros em chumbo, que contamina o ar com o peso que o peito carrega.
    Paraliso! Já não consigo deixar de pensar em todas as evidências de um crime não cometido, misturadas àquela saudade, de cada momento entalhado no 11º andar, sob um Sol poente, dos risos adocicados, das memórias materializadas, das lágrimas entre carros, do bater de portas e o ombro molhado, do virtual para o real, da dormência em um sonho.

    E esperança pra muitos é vitalidade, pra outros não é uma condição necessária à felicidade. Mas nesse meu mundo imperfeito, hoje, pra mim, a esperança é o mal mais necessário. Na ânsia de que a razão vai cessar os murros que tem dado na emoção e no sentido da verdadeira essência de uma amizade.

    Hoje, em especial, desejo mais do que o habitual, mais que felicitações evidentes - Desejo, volta!

    Puxo uma cadeira, me sento olhando para a janela com aquele medo correndo por dentro, medo de que o telefone nunca mais irá tocar.
    E hoje, uma lágrima corre solitária, sem lenços de papel oferecidos, ao som de notas que um dia foram cantadas:

    "It's not always rainbows and butterflies
    It's compromise that moves us along
    My heart is full and my door's always open
    You can come anytime you want
    (...)
    Please don't try, is so hard to say goodbye"

    "But we shared a moment that will last till the end."


    Feliz aniversário, Deusa, Heroína, Iluminada, Bela, minha.
    E hoje eu já nem falo de saudade.

    26 agosto, 2008

    Casa nova: Renovação Criativa



    Juntamente com um grupo do 1° ano de Design da Uniban, a partir de hoje, começo a colaborar com o Blog e o Projeto Renovação Criativa

    22 agosto, 2008

    15 agosto, 2008

    Falling Slowly

    Indicada ao Oscar como melhor canção original, do filme independente Once - Por Glen Hansard e Marketa Irglova.
    Tanto Falling Slowly quanto as outras músicas do álbum, lembram muito o feeling das canções de Damien Rice.



    I don't know you
    But I want you
    All the more for that
    Words fall through me
    And always fool me
    And I can't react

    And games that never amount
    To more than they're meant
    Will play themselves out

    [chorus]
    Take this sinking boat
    And point it home
    We've still got time
    Raise your hopeful voice
    You have a choice
    You've made it now

    Falling slowly,
    Eyes that know me
    And I can't go back
    Moods that take me
    And erase me
    And I'm painted black

    You have suffered enough
    And warred with yourself
    It's time that you won

    [chorus]
    Take this sinking boat
    And point it home
    We've still got time
    Raise your hopeful voice
    You have a choice
    You've made it now

    Falling slowly
    Sing your melody
    I'll sing along

    12 agosto, 2008

    Ponto final. Pula linha.

    Ontem eu tinha mais postagens do que hoje.

    Reler parte do passado, foi como fazer uma lista de passo-a-passo; de erros e embaraços, que eu poderia ter evitado, não de fazê-los, mas de recordá-los. E então, foi como abrir uma caixa esquecida em cima do armário, com papéis engomados ou amarrotados; coloquei-me à rir de todos eles, dos erros ortográficos, das histórias irônicas e de sentimentos puros ou tolos; de quando me achava uma maçã pronta pro consumo, madura à altura do problema, mas ainda sem a consciência de que tudo passa. E assim passou.

    Estou deletando parte do que merece ser apagado.
    Pode não ser esquecido, pois algumas histórias passaram do papel e não passaram de uma lágrima; e é tudo passado, com ferro quente; mas ainda assim não há mais necessidade de ficar demasiadamente exposto.

    Então, é isso, não é um recomeço, são apenas novos devaneios, histórias, gritos, sussuros, eufemismos e metáforas, com uma pitada de utilidade pública, ou não. E claro, os sentimentos, sempre eles.

    07 agosto, 2008

    Nós, mulheres, por ela

    (...)"Daqui a cem anos, as mulheres terão deixado de ser o sexo fraco. Eliminem essa proteção, exponham-nas aos mesmos exercícios e atividades, façam-nas soldados, marinheiros e motoristas e estivadores, e as mulheres não morrerão tão jovens e tão rapidamente, de modo que os homens possam dizer - Vi uma mulher, como era o hábito dizerem: - Vi um avião. Tudo pode acontecer, quando as mulheres deixarem de ser "protegidas".

    (...)"Constituí um quebra-cabeças insolúvel o fato de nenhuma mulher ter escrito uma palavra que fosse dessa brilhante literatura ao passo que, segundo parece, todos os homens eram capazes de compor canções ou sonetos. Interroguei-me sobre as condições em que as mulheres viviam; porque a ficção, na sua qualidade imaginativa, não cai como uma pedra no chão, à semelhança da ciência; a ficão parece-se com uma teia de aranhas, ligada, ainda que por delgados fios, à vida. Por vezes, essa ligação torna-se impreceptível; as obras de Shakespeare, por exemplo, dão a idéia de estarem suspensas. Contudo, sempre que se puxa a teia, presa numa das pontas, e por rota que esteja no meio, vem à memória que estas teias não são tecidas no ar, por criaturas incorpóreas, mas resultam do trabalho de seres humanos sofredores, e estão interligadas a coisas extremamente materiais, como a saúde, o dinheiro e as casas onde vivemos".

    Um quarto que seja seu - Virginia Woolf

    Isso torna fina a linha das diferenças quando se trata da mesma espécie? Ou apenas mulheres possuem tenuidade para sentir essas linhas virarem ásperas cordas em volta de seus pescoços?

    24 julho, 2008

    Passagens, contagens e espera

    Um dia pode ser ditado apenas como ponteiros sem pressa ou como uma marcação em tinta azul num calendário, evidênciando o passado distante e o futuro reduzido. Mas a lembrança de uma contagem, o início de uma história, de todas as coisas preservadas como se estivessem em caixas sobre o armário, é o que marca esse dia com um círculo vermelho de caneta piloto. É toda essa planificação categórica para com os detalhes que nos rendem; em papéis amassados; em aromas característicos; no desalinho das horas; na espera que corrompe menos e te leva à janela; sem falar sobre pieguices contidas.
    Mas depois de tudo, palavras são apenas palavras, planos são apenas planos. Porque no fim, quando não há papéis rabiscados e o espaço já não é mais suficiente aqui, tudo transborda ao ouvir sua voz, me tornando numa criança muda num balanço que pára no mais alto ponto. E das pieguices contidas é que falta ar e coragem pra atirá-las como pedra à sua frente. Talvez porque essa distância já me consumiu, e ainda assim eu já não tenho mais pressa, pois não preciso dela pra saber o que corre por aí, todo esse querer e essa vaidade.
    Hoje, só há uma necessidade, de um olhar lançado, na iminência de que ele voltou pra casa.

    17 julho, 2008

    Uma conversa só minha

    Pela manhã, lá estava ela. E da cama me levantei, enquanto o chuveiro já estava ligado, se não tomo cuidado me perco quando olho no espelho, pois já não pareço ela. Ofereci café, mas recusei. Esperamos o almoço. Enquanto lançava planos categóricos pro dia, eu já me afundava em enfado. Não quis acompanhar-me e nem ajudar na escolha das filas, mas me aguardou sentada na sacada, com uma sarda à mais sob o Sol. E entre quatro paredes brancas, abro armário com blusas jogadas e amanhecidas por ela; empilho uma à uma enquanto tira e joga as meias, colocando os pés no tapete de canto; sentadas em uma cama sobre a outra, disputando o lado esquerdo, é que revelou uma conversa sobre nós; rimos da semana passada e sobre amores tolos; e concordamos que aos quinze era apenas uma garota, enquanto contava as marcas de diferentes tonalidades na pele, já não se sabe qual o grau de primaveras feridas, mas que resquicios foram suficientes pra tornar-nos justas. Resolvemos não ligar o som, pois o silêncio era evidente depois das 23hs, suficiente pra encontrarmos algo só nosso e com medo de perder o som dos sonhos. Com os pés virados pro mural, me encontrei em fotos; em grupo, em pé, sentadas, num canto, sozinha, sorrindo, de óculos escuros, com bordas, preto e branco, e ela. E com a câmera na mão é que faço um auto retrato de uma visão, da nossa visão: da maneira como o mundo lá fora reage aqui dentro, dos amigos que foram e que serão, dos inimigos, do erro cometido semana passada e do acerto no ano que vem.
    Ela se sente bela, apesar de uns quilos à mais, e eu numa espera. Eu sou ela, e ela sou eu mesma por mim. É só quando me encontro com ela que eu me encontro também.

    14 julho, 2008

    Reatando laços

    Preservar uma amizade é o que há de melhor, mas quando somos tolos, deixamos as areias escorrerem pelos vãos das mãos. E o pior, é perdê-la por absolutamente nada; sem culpados ou palavras jogadas ao vento.
    Apesar de endurecida, eu acabo por voltar à um ponto sem fim. E depois de 8 anos, tudo conspirou para que a dissolução da incerteza do que poderia ter sido, se não tivesse tentado em reatar laços. E aquela velha história de não deixar com que coisas insolúveis tomem conta de você e de seus atos.
    Hoje, foi como o fim de uma missão; gratificante, mesmo sabendo que o telefone não irá tocar.

    10 julho, 2008

    Saturada num mercado saturado

    Já se sentiu como grão de areia comparado à um rochedo? Bem vindo ao meu dia.
    É quando você sente que não está contribuindo com o que gostaria, fazendo apenas parte de uma parcela da massa. O quanto essa massa pode tomar conta dos seus pés?

    Sobre Universidades públicas e particulares reconhecidas, eu já não sei mais que opinião tenho. Antes me convencia quando as pessoas diziam que, quem faz o profissional, o curso e a universidade, não é o sistema de ensino ou a quantia de um boleto, mas sim, o estudante. É claro, que em tese, isso é algo a ser levado em conta, e ter exemplos reais de que essa afirmação é muito mais reconhecível e promissora aos olhos de quem está apenas começando, isso também é levado muito em conta. Mas nada disso é um fato quando se trata da prática. E meu curso exige mão na massa. Estar habilitado no que existe de mais novo. Além dos inúmeros segmentos que se põem como cartas à escolher. E vejo a discrepancia e o peso que isso toma na hora de concorrer no mercado saturado, onde uma vaga de designer é oferecida à um publicitário ou até à um micreiro da esquina. Qual a referência que uma empresa assim tem? Sem falar de experiência; Pra que se tenha, é preciso oportunidade, mas hoje pra uma oportunidade, exigi-se tê-la. Contraditório e concreto fator que impede o aprendizado, maturidade e estabilidade profissional. Basicamente, é uma somatória de fatores deficientes que acaba dificultando nesse ingresso.

    Além de ser difícil estudar tarde dentro do cronograma da sociedade, é mais difícil ainda, o fato de concorrentes mais novos já estarem num patamar muito acima. Eu posso fingir que isso não me aflige, mas o fato é que cada vez mais, isso está pesando.
    Não é por falta de candidatar-me, correr atrás, tentar. Só que esse cansaço acaba por deixar dúvidas.
    Qual outro caminho tentar antes que seja tarde?

    ____________________________________________

    Esse texto foi escrito às 14hs. Duas horas depois eu recebi uma proposta pra participar de um processo seletivo na segunda-feira.
    Bem, tenho alguns dias pra rever a auto confiança, a imagem, o curriculo, o portfólio e o senso de convencimento. Porque num processo como esse, é apenas isso que você tem nas mãos.

    09 julho, 2008

    Feriado

    As unhas estão, roxas, mesmo depois de um banho quente. Pela temperatura das extremidades, por ora chego à acreditar que esteja morta, ou assim quisesse usar como artíficio e esquecer que existe uma disfunção no sistema circulatório. Mas logo colocar a mão sobre duas cicatrizes, acaba provando o contrário.
    Amanhã, ou melhor, hoje, é feriado pra muitos. Pra falar a verdade eu não sei do que ou porquê, e não faz tanta diferença quando você faz parte de uma massa ociosa; talvez você se encarregue apenas de entrar no ritmo alheio. O que faz a diferença é o que faz você sair da cama amarrotada, do quarto invadido pela luz e conversas aleatórias, do chuveiro quente, da casa vazia. Isso é apenas uma pequena parcela do que já se sabe sobre o inevitável.

    24 junho, 2008

    Trinta e uma passagens

    A felicidade pode ser denominada como um estado de espirito e de bem estar; seja ela instantânea ou duradoura, na qual insistimos dizer que essa busca seja eterna. Pra alguns ela pode ser tão estável, como a simplicidade em ouvir à voz de seus filhos do outro lado da sala, ou a conquista de um bem material. Pra outros, basta ver o Sol raiar enquanto abotoa a camisa que ganhou no Natal passado.

    Quando me perguntam sobre felicidade, protelo por alguns instantes em responder. Histórias tristes insistem seguir o curso da memória antes de concluir sobre que tipo de felicidade eu vivi, passei a sustentar ou buscar.

    E enquanto você mastiga o almoço tentando ignorar as conversas repetitivas ou quando você percorre as ruas da cidade num banco ao lado de um estranho que tenta ser notado com conversas sobre o tempo lá fora. Você tenta se concentrar naquela música ou naquele livro, acaba por encarar que a maior parte dos seus dias não é feito de felicidade, pois seu rosto permanecerá sereno ou sério, enquanto estiver sozinho ou executando tarefas; seus pensamentos estáticos ou voltados para o que virá nos próximos instantes, como a bebida que irá ingerir após a última garfada ou uma olhada no espelinho de bolso enquanto guarda o livro, antes de descer no seu ponto. Logo você não pode ser preenchido pela felicidade à todo instante. Você põe em foco objetivos e esquece completamente sobre qualquer satisfação e alívio que pode ser proporcionado pra estampar um sorriso.

    Hoje a felicidade pra mim é algo subjetivo. Acredito na aceitação de que a minha vida não é uma fábula; que aquele medo jamais será superado; que as manchas sempre surgirão na pior das hipóteses; que eu posso estar sozinha a qualquer instante.
    E são nos momentos minimamente detalhados sobre histórias contadas ou sobre a história que está sendo escrita, o conforto de que você não esteja só, com essa mania perdida de procurar traços minuciosos que tinham sido apagados por quem nos acham tolos. É neste exato instante que você percebe cenas alteradas onde você estava acostumada e nauseada.

    Enquanto isso as areias correm. O tempo pode ser julgado suficiente pela qualidade como é gasto e não pela quantidade em que é contado. E assim correm os dias desde então, aguardando uma presença, preparando uma surpresa, assistindo a inércia, imaginando o que estás sonhando, ouvindo aquela melodia, tomando goles de coragem, em doses homeopáticas aceitando os embaraços e jorrando as verdades, prencheendo com o que não foi planejado ou talvez com o que esteve apenas nos sonhos adormecidos.

    O mundo pode ser trancado para os possiveis danos e intenções mas talvez aberto para uma visita, tornando a simplicidade em clareza. O inverno descansando e despertando lá fora e a proximidade gerando calor em todas as portas e no coração.
    Já sustento pouca vaidade pra admitir que gosto de carregar esse sentimento, mas não o tenho pela satisfação que me causa, mas pela maneira que representa como um ser humano melhor. E a grande parcela dos meus dias melhores tem um único e satisfatório motivo neste exato instante em que eu chamo de felicidade.

    Não se escreve sobre felicidade pois ela é imensurável, mas ainda existe algo que queira ser registrado e depois me recuso redigir qualquer reação, pois me sinto bem. E isso só lhe cai bem quando você não perde nenhum instante do momento exato que a felicidade está à sua frente.

    20 junho, 2008

    A Porta



    Pele, a única superficialidade existente entre nós, sobre ela os dedos delineiam os contornos; e os gestos substituem o silêncio da boca, das pupilas dilatadas com reflexos da luz externa, e de todas as coisas trancadas egoistamente em um corpo pulsante de anseios. Essa dificuldade em respirar ao construir um plano pra cada palavra a ser proferida, de maneira que elas sejam passadas verdadeiramente sem manchas; emoldurando o quadro pintado exclusivamente para a exposição.

    Porta - está aberta; enquanto o mundo não pára, o meu mundo gira em torno dela.
    E essa semelhança na deformidade acaba por invadir os corredores das nossas almas como furacões, desconcertando as paredes que a pouco foram levantadas.
    Disfarçava receios na descoberta do caminho, que à principio era escuro; hoje, permeio seguindo as batidas desenfreadas do coração, e que já não tem mais volta, pois já estou parada na porta, à um passo do abismo evidente.

    As areias correm em seu tempo, mas ainda que haja tempo, não quero vê-lo passar.
    E quando o íntimo permitir, entre e tranque a porta.

    12 junho, 2008

    L'amour

    A metrópole de São Paulo chega à cerca de 19 milhões de pessoas. Quem dirá a somatória das outras cidades e então de países.
    Com tantos rostos e gostos, indo e vindo, se comportando como se fossem donos das ruas, acabam por tornar a cidade como um leque de infinitas possibilidades, entre casos e acasos.

    Na busca eterna por um par, nos deparamos entre tantos corpos, entre tantas contradições que cometemos perante às relações, por cegueira e loucura, envolvimento e a dita paixão.
    Na verdade, o grande mal da humanidade é acreditar que está tudo destinado, que será perfeito e eternamente gratificado.
    Passamos a crer no mito do amor romântico, que seja capaz de nos amarrar melosamente, dramaticamente dependente. Essa fábula, que nos contam desde pequenos antes de embalarmos em sonhos, nos afunda nas profundezas da ilusão.

    É nessas horas que devemos colocar em questão sobre o que é o amor?
    A medida que nos experimentamos, os sabores, as cores e a pretensão de um valor mal visto, somos tomados pela realidade. Quando isso ocorre nos labirintos do que nos é imposto ou tomado; Ou nos isolamos somente pelas consequências de lembranças tristes, afim de que podemos nos manter longe de qualquer dor que fragmente mais ainda um coração flagelado. Ou nos rendemos e desmistificamos o amor, na sua concreta forma.

    Ah o amor! Não apriosiona, não depende, e nem é constituido pela paixão.
    O amor é verdadeiro na inocência, no desprendimento, no admirar em silêncio, no querer bem sem absolutamente nada em troca. Mas se houver troca que seja na medida exata que os braços humanos possam carregar, e que a força da alma possa proporcionar.
    É a explosão de um vulcão sem se preocupar quando sua chama irá se extinguir.
    É incompreensivel, é terno e as vezes secreto.
    Há quem acredite nele pelo abismo que possa enfrentar; Há quem o trate como uma unidade minima; há quem não acredite, ou não queira acreditar.
    Mas o amor, com sua capacidade de transformação, não existe melhor sensação do que saber que você tem um, seja lá como ele for.

    E ainda que numa cidade com infinitas possibilidades...
    ás vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.

    09 junho, 2008

    É como deixar assistir minha necrópsia, enquanto ainda viva estiver. Pois não há prova maior de vida do que ver o contraste do vermelho no piso frio e sentir a ínsípida fluídez vertendo nas mãos.
    Naquele instante nada mais importava, a não ser sentir a temperatura do seu interior esvair, a necessidade de sobreviver e a ansia em querer limpar a desordem.
    Como se estivesse limpando as evidências do assassinato da perfeição.
    Vendo a água escoar ralo abaixo, desejando que os problemas estivessem ali misturados, junto à visão turva e o formigamento no corpo.

    "Você já viu alguém levar um tiro e não sangrar?" Mas o tiro não foi lançado e mesmo assim sangrou. Talvez foi certeiro na alma, o sangue se esvai e a dor agravou.

    Perfeição.
    Quisera ser perfeita por um instante. Mas esse desejo momentâneo e inalcançavél fosse apenas uma mentira brusca que surra a razão, escondida nas máscaras e nas vestes de alguém trivial.
    Juntando o pensamento leviano e medíocre de tentar viver uma vida normal por 24 primaveras.
    Mas sempre haverá um instante em que a realidade tenha de ser encarada ao invés de dissimulada. Sendo assim, é como tem de ser.
    Como "cenouras invísiveis" esse assunto nem sempre é proferido, pois falta coragem, um pouco mais de confiança, e todos os aspectos necessários pra arrancar o coração com as mãos, e entrega-lo ainda pulsando, nos últimos suspiros. Acreditando que algum dia, ele esteja apto a compreender o poço de dores e travas que esta matéria sustenta.

    Hoje, nem só de oxigênio e nutrientes o sangue é constituído, mas nele existe uma única e doce sensibilidade que alimenta o coração, doando razão pra pulsar ao despertar.

    02 junho, 2008

    REM

    A muito sua manifestação já não era lembrada, talvez o inconsciente bloqueou todas as coisas que de alguma forma permaneceram mortas durante um tempo.
    Ao acordar, a cabeça ainda doía, mas fez-se o esforço pra recapitular os relapsos.
    Aos poucos aquela sensação de reconforto, em cena, alguns momentos do dia após anteontem, ou da noite em que o coração parou por alguns instantes e retomou seu bombear com todo vigor.
    Inebriante, aquele aroma da veste escura lhe é familiar, trazendo à tona a sensação entorpecente de estar em outro lugar e assim, os rápidos movimentos dos olhos foram como refletores de um filme, que repete todas as cenas, mesmo de olhos abertos.

    27 maio, 2008

    Trava...

    nos traços de um pincel virtual que deveria transpor todas as idéias que flutuam o cérebro sobre aquele quase estado físico.
    nos efeitos dos pequenos pontos da tela que já não trazem criatividade e semiótica.
    nas palavras que deveriam ser proferidas no ato injusto.
    nas escritas das madrugadas solitárias.
    na máquina que já não suporta a inserção de dados com peso maior que sua capacidade.
    nas juntas que se encontravam flexionadas numa mesma posição.
    no maxilar que insiste perder um súbito movimento desde a necessidade de respiração involuntária.
    no momento do desejo ser saciado.
    na apresentação de um tema que já não é mais lembrado.
    ao tirar a blusa pra ver as cicatrizes superficiais nesse corpo ainda vivo.

    O que resta são respostas de perguntas desnecessárias em demasia. Já cansada de responder todas essas perguntas; de estar rodeada de pessoas excessivamente desorganizadas que insistem em falar mais do que ouvir (ou de não falar quando deveriam); de limpar o sangue que verteu; de ter horário pra engolir remédios e sapos;

    Talvez, quisesse que o significado dessa trava fosse outro? - Travar de cruzar-se à algo; travar de unir-se à alguém.

    26 maio, 2008

    Troca-se ombro por orelhas

    Não há descrição no momento, se é que seria possivel transpor com exatidão, nas escritas desajeitas sobre a hora de "partir" ou sobre as reações que percorrem o corpo no mesmo caminho que o sangue ferve.

    As reações não serão questionadas, somente será guardada a importancia de saber que é especial por existir, dentro e fora daqui.

    20 maio, 2008

    Seria erronea essa sensação que privo em delirar e evidênciar?
    A vida tem sido tão, a mesma. E como um sopro em meus ouvidos, algo aquece-me, emudece-me, paralisa-me. Isso não é erroneo, pois não fragmenta meu corpo e nem minh'alma, mas talvez minha mutação já não me permita mais provar tal sensação.


    Petit Fleurs - Pablo Picasso

    16 maio, 2008

    Alice in Wonderland



    "[...] poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"
    "Isso depende bastante de onde você quer chegar"
    "O lugar não me importa muito..."
    "Então não importa que caminho você vai tomar"
    "... desde que eu chegue a algum lugar"
    "Oh, você vai certamente chegar a algum lugar, se caminhar bastante."

    Um amigo me remetiu essa nostalgia.
    Lembro-me de como eu, incansavelmente, folheava as páginas desse livro a procura de algo que nem sabia ainda o que.
    Ontem eu não entendia, hoje talvez entenda.

    13 maio, 2008

    Anoiteceu, com aquele aroma característico e o brilho artificial nas ruas, reluziu uma nuance já vista aos arredores. Por breve instante seus contornos foram registrados e guardados na memória.
    Por ora a cena se repete em cenarios alterados, e a cada encontro um fragmento se pôe ao seu lugar.
    Até então um único vínculo evidencia esse encontro, e um dos corpos não se expõe.

    11 maio, 2008

    Mãe

    A beleza de seus olhos
    A inquietude de suas ações

    Os anseios de minhas saidas
    Os afagos na minha dor

    Os ensinamentos que hoje me faz mulher
    E a vida, o melhor presente que me deu.

    Somente a ela dedico este
    Somente a ela meu coração pertence

    10 maio, 2008

    Fotografia parte II

    Saiu a minha primeira nota em Análise e produção da imagem (mais conhecida como fotografia - Enfeitam o nome talvez pra tornar-se apresentável num curso de bacharelado). Nota: 10
    Com um bom método de avaliação
    T1
    - Tema (cenas inusitadas)
    - Composição
    - Acabamento
    - Criatividade

    Index do Parque do Ibirapuera com as duas fotos escolhidas para amplição destacadas:



    Seria uma vergonha se eu não atingisse essa nota, porém continuo insatisfeita com o index da saída noturna:



    Tanto que eu notei que a escolha não foi extensa como o index do parque.
    Sexta é entrega de duas ampliações entre quatro escolhidas pela prof. Sim, ela só escolheu quatro de mais de 30 fotos. Isso prova que eu não estou errada com a minha insatisfação.
    Enfim, é esperar pra ver.
    O auto retrato também ficou "meia boca".

    Aguardo resultados.

    05 maio, 2008

    Fotografia

    Atividade 2 - Fotografia noturna
    Atividade 3 - Auto retrato
    Atividade 4 - Relatório da exposição "Outra cidade", expo da profa. Daniela de Moraes.

    Estou extremamente insatisfeita com os resultados dos meus últimos registros fotográficos, da saída noturna.
    A entrega do index é nessa sexta. E o meu auto retrato ainda nem finalizei.

    Não estou tão inspirada e isso me frustra. De 190 fotos, 35 foram aproveitadas. O processo é sempre longo. Uma foto nunca vai estar suficientemente satisfatória nos primeiros clicks. Ainda mais quando se trata da autoria de alguém tão metódico como minha persona.
    Não vou dizer que as 35 fotos não ficaram boas, mas não há uma sequer que eu olhe e diga: "Nossa que foto foda!"

    Preciso aprender a fazer retratos, mais espontâneos. Porém, não gosto de abordar "estranhos", sinto-me invadindo a particularidade alheia.

    Ora outra navego por sites do gênero, apreciar as mais variadas formas de fotografar, sinto-me "deficiente" por ter que fazer milagres com uma S90.
    Próxima aquisição (sabe-se lá quando será possivel), uma reflex urgente! Talvez uma Nikon.
    E cada dia que passa, mais me apaixono por fotografia. Apesar de fazer Design, ainda farei do meu hobbie uma profissão.

    Fotografar pra mim é absorver a vibração em forma de luz, o momento e a sensação, esquecendo por completo, nem que seja por segundos, tudo aquilo que um dia me tocou. Transponho apenas o externo pro interno e vice-versa, nesse espelho que dotei.



    Av. Paulista. Torre da Gazeta
    [Abr/08]

    21 abril, 2008

    Jogo lixo e abro as portas

    Deixo tudo pra trás na medida que as coisas se desgastam, sem o menor pesar.
    Porque tudo que um dia vem, vai.
    Tudo é gasto, como sapatos que andaram por longas estradas.
    Algumas lembranças cravam como espinhos, outras dissipam como o vento, por querer ou sem querer.
    Porque no fim, tudo é findo.

    11 abril, 2008

    Quanto mais uma coisa me apavora, mais certeza eu tenho de que devo faze-la. Foi algo que aprendi quando era criança.
    Poderia ter uma vida protegida me escondendo desse mundo tão assustador ou enfrentar o que mais me assusta.
    Quanto mais doloroso puder ser, quanto maior o perigo de eu morrer fazendo isso, mais importante será faze-lo.

    Mas eu não quero morrer agora.

    01 abril, 2008

    Art Déco

    ...ou Arte Decorativa

    Não foi um movimento, mas sim um estilo que afetou a arquitetura, as artes plásticas, o design gráfico e o design indústrial.
    Representa a adaptação pela sociedade de massa dos princípios do cubismo. Edifícios, esculturas, jóias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna, mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e outros materiais nobres.

    Caracteriza-se pela proximidade com o cubismo e suas formas geométricas, abstratas. Diferentemente da Art Nouveau, mais rebuscada, a Arte Déco tem mais simplicidade de estilo.
    É o requinte que faltava nas produções, mesmo que em grande escala.


    French Poster Collage Art


    Interior of Shaw's Oyster Bar - Chicago

    Art Noveau

    ...ou Arte Nova
    Estilo estético relacionado à Arts & Crafts, que influenciou o Design e as artes plásticas.

    A exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes.

    O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo.

    Caracteriza-se pelas formas orgânicas, sinuosidade, fluidez, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal.


    The Kiss - Gustav Klimt



    Stairs - Victor Horta

    Arts & Crafts

    ...ou artes e ofícios

    Foi um Movimento Estético Social surgido na Inglaterra, defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Entre outras idéias, defendia o fim da distinção entre o artesão e o artista. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão-artista, que mais tarde seria conhecido como designer.


    Artichoke Wallpaper - William Morris

    29 março, 2008

    "Medo do escuro ou medo do amor?"

    Eu não tenho medo do escuro!



    Aula de fotografia - Lighting paint
    [Obturador aberto à 8" com uso de 4 lanternas e 4 pessoas - movimento contínuo numa mesma forma]

    25 março, 2008

    Minha cabeça dói!
    Estou frustrada.
    Por tudo que é injusto e nada que funciona nesse país.
    Pela falta de educação e burrice dos brasileiros.
    Insanidade nas ruas e os justos ainda pagam pela irresponsabilidade alheia.

    Minha cabeça dói!
    Mas ainda bem que foi só uma pancada.

    E ainda me perguntam porque tenho medo de conduzir.

    17 março, 2008

    Desculpe-me, se voltei a invadir de forma arrebatadora, mas o sentido, a ternura e a pele falou mais alto que o apreço das coisas que estavam do outro lado.
    Queria olhar profundamente nas águas dos seus oceanos, mas não pude. Temi afogar-me, através da beleza desse olhar, novamente... E me culpar por isso.

    05 março, 2008

    O que é Design? Parte I

    Você já repetiu tantas vezes uma palavra que teve a sensação de que ela perdeu o sentido? Isso acontece bastante em relacionamentos. Quando gostamos muito de alguém, queremos que essa pessoa se sinta segura. Assim, dizemos tantas vezes eu te amo, eu te amo, eu te amo, que num determinado momento, a repetição acaba gastando o sentimento da expressão. Aí, é hora de parar pra pensar e lembrar o que ela realmente significa.

    Hoje em dia, temos a impressão de que ninguém mais lembra o significado de design. Uma palavra tão simples, que faz parte do nosso dia-a-dia de tantas formas diferentes. Você assiste a um comercial que fala do novo design da escova de dentes, lê um anúncio do novo design do carro, vê o rótulo da água mineral fazer alarde do novo design da garrafa. Mas será que design é só isso? Uma roupa nova?

    Existe uma máxima do design que diz que a forma é a função. Ou seja, o design não é só a roupa nova, mas também a preocupação para que serve essa roupa. Uma preocupação importante. A roupa que se usa para ir a um casamento não é a mesma que se usa para ir à praia. Mas não estamos esquecendo de alguma coisa? Será que não existe um pequeno universo entre o conceito de forma e o conceito de função?

    E quanto à função do próprio design? Pra que ele serve? Design é uma profissão? Design é uma atividade econômica? Design é arte? Design é entretenimento? Design pode ter uma função social? Design pode não ter uma função? Design pode ser fantasia? Design pode ser otimismo, esperança e bom humor?

    Todas essas perguntas são muito importantes, e cada uma delas tem muitas respostas. Quem tem interesse em design deve encontrar a sua própria resposta. Mas, se procurarmos todos juntos, tudo pode ficar mais fácil.
    Um apaixonado nunca pode esquecer o que significa eu te amo.

    [texto retirado de uma instituição de ensino]

    04 março, 2008

    Review - Show do Iron Maiden

    [02.03.08] - Parque Antártica

    Espera, calor, mais espera, uma rápida chuva pra refrescar os animos e...
    Às 20h10, ao som de "Doctor, doctor" apenas como introdução de todo show.

    Iron Maiden entra no palco com "Aces High" fazendo o chão tremer!

    Bruce faz uma tirada: "Bom chuva aqui em SP, mas tudo bem, por que ela não vai estragar o show, né?" - Disse, olhando pro o céu e no momento passa um helicóptero - "Deve ser aquelas "Space" Girls mijando em nós. Que se fodam então!" - E mostra o dedo do meio olhando pra cima. Huahuaha




    Seguiram com "2 Minutes to Midnight", "Revelations" e "The Trooper".

    Em "The Trooper", Bruce Dickinson, em plena forma, entrou caracterizado com uma roupa de soldado britânico, enquanto cantava, sacudia uma bandeira do Reino Unido.




    A banda emendou "Wasted Years"
    "Can I play with madness"
    "The rime of the ancient mariner"
    "Powerslave"
    "The number of the Beast"
    "heaven can wait"
    "Run to the hills"
    O HINO "Fear of the dark"
    O mascote Eddie entra no palco com sua forma robótica e estonteante durante a execução de "Iron maiden" [fechando o primeiro bloco pra pausa]

    Voltaram com uma conversa com o público
    Bruce: "Gostamos muito de fazer shows na América Latina, especialmente no Brasil. Sei que muita gente não pôde comprar ingresso porque eles acabaram muito rapidamente. Obrigado por terem comprado todos os ingressos"
    E prometeu: "Nós voltaremos, dentro de um ano, para um grande show, com explosões, fogos, bonecos. Vai ser o maior show do Iron Maiden já feito em São Paulo."
    Seguiram com "Moonchild" e "The clairvoyant"

    Fechando o show às 22hs com "Hallowed be thy name".



    Melhor show que eu já fui!
    Não tem preço que pague a adrenalina, a emoção e o orgulho de dizer:
    "Eu tava lá, no meio das 37 mil pessoas, pulando, cantando em alto e bom som! Foi foda!"



    Vale a pena ver esse vídeo:
    - Fear of the Dark, pela vista do prédio ao lado do Pq Antártica:

    http://www.youtube.com/watch?v=yhGQN0R8VDE

    [Não é à toa que eles curtem os fãs brasileiros! Só nós conseguimos fazer o chão tremer assim! Arrepio de lembrar dessa vibe!
    Até quem não curte, qdo vê esse vídeo dá a idéia da grandeza e da emoção de tantas pessoas cantando um Hino de uma banda que conquista fãs à décadas]

    29 fevereiro, 2008

    A criação se deve a 1% de inspiração e 99% de transpiração.

    20 fevereiro, 2008

    L - lies, lies, lies

    Então, o que você quer saber a respeito de mentiras, minha querida?
    Contarei a você sobre mentiras.

    Há mentiras brancas e mentiras negras,e muitos tons de mentiras cinzas.
    Mas algumas mentiras são justificáveis.
    Mentiras ditas por bondade, mentiras para preservar a dignidade.
    Mentiras que simplificam a dor.

    Todos são mentirosos, querida!

    15 fevereiro, 2008

    Auto-retrato



    No retrato que me faço
    - traço a traço -
    às vezes me pinto nuvem,
    às vezes me pinto árvore...

    às vezes me pinto coisas
    de que nem há mais lembrança...
    ou coisas que não existem
    mas que um dia existirão...

    e, desta lida, em que busco
    - pouco a pouco -
    minha eterna semelhança,

    no final, que restará?
    Um desenho de criança...
    Corrigido por um louco!

    [Mario Quintana]

    13 fevereiro, 2008

    As vezes pensamos que tudo deu errado, mas pensando bem, ainda bem. Porque no fim, o errado era o certo.

    30 janeiro, 2008

    Ocidentalização do Oriente

    2008 é o ano do Centenário do Japão no Brasil. E também uma época em que sua ocidentalização está cada vez mais eminente, assim como a miscigenação. Isso pode significar extremos lados de uma balança, mas vamos esquecer a parte cultural e politica e entrar no assunto social.
    Antes de mais nada, não sou falsa-moralista, e nem estou generalizando ou entrando em nenhuma crítica à questão de raça , já que sou mestiça de pai japonês e mãe italiana. Mas sei que cada vez mais me frusta o contexto que essa tendência é começar a pré-conceituar ou estabelecer um padrão, vamos dizer, de beleza.

    Já viram adolescentes gostar de desenhos, músicas e assim já interligar o gosto por olhos puxados e acabar virando quase uma cultuação à tudo que envolva o Oriente? Pois é, isso particularmente comprova a futilidade da geração, que esquece os valores e só vê aparências.

    E aquelas baladas "japa" onde você apenas encontra uma legião de pessoas de baixa estatura, com olhos puxados e cabelos lisos com cortes modernos e péssimos dançarinos, e logo os tais "admiradores". O que é isso? Virou circo agora que precisa de evento especifico pra ir "à caça"?

    Bom quanto à eventos de animes já foram bons. Há 6 anos atrás, onde você encontrava coisas raras jamais vistas no Brasil, debatia com pessoas que gostavam das mesmas coisas. Era apenas uma fantasia pra estabelecer "negócios e diversão", apreciar os belissimos e bem trabalhos costumes players e dar risada com suas apresentações, mas saiamos de lá e a vida continuava normal. Hoje me envergonha dizer que já poderia ter participado de um evento desses e ver que os jovens tão cada vez mais débil mentais, trajado como um pokémon pra ir ao mercado da esquina, garotas parecendo mini prostitutas de Xangai ou paquitas do "Xou da Xuxa". E todos usam linguagens que nem meu sobrinho de 3 anos entenderia.

    Ok! Não vou falar apenas o lado "ruim". Obviamente que a miscigenação também pode acabar com o preconceito da própria raça japonesa, já que AINDA existem, como dizemos "côlonias", que não importa se você tem caratér mas se você não é japonês não pode entrar pra família. É pessoal, ainda existe isso. E eu não tenho um histórico tão amigavél nesse contexto social.

    Enfim, é um assunto extenso, e eu só queria falar um pouco da minha frustação com o mundo cada vez mais fútil e inútil. Não sei a quanto a modernidade e ocidentalização chegou à sociedade mas se as pessoas não souberem separar os valores e ficar se preocupando apenas com beleza e raça, a têndência é piorar. Sou apenas a favor da mistura consciente.

    Anaikô, assim chamamos mestiços - filhos do Amor. Porque antes misturar raças, era só por amor.

    29 janeiro, 2008

    Extremo

    Porque aqui não tem meio termo!

    Tudo que vive é mutável, mas sempre preserva sua natureza e principios, sem querer derrubar a integridade ou ludibriar os sentidos de outrém.
    Quem aceita a impermanência tende a viver de forma profunda tudo o que aparece na sua vida.
    Não quero ser radical, mas regressei em alguns aspectos e esqueci de meu principal forte, extremismo.
    E assim seguirão os traços, como a profundidade de oceanos.

    Existem sensações que não precisam ser vistas ou mostradas, simplesmente sentidas. E eu particularmente, sinto (in)verdades. Onde analiso os patamares possiveis e suas facetas insólitas.
    Na atual conjectura, os círculos e ciclos são como JOGOS de tabuleiros, peças são aleatóriamente descartadas dentro dos limites, das falhas de outrém e das minhas necessidades e desconfianças.

    Mergulho agora num mar calmo, onde partirei de certa forma, e permanecerei assim. Mas sempre com a certeza: de amar ou odiar [apesar de não odiar ninguém - então substituo com indiferentismo - do sim ou não; certo ou errado; bem ou mal; ser ou não ser; tudo ou nada!

    28 janeiro, 2008

    Fênix



    A fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas.
    O mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causavam em outros animais, chegava a provocar a morte deles.
    Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez.
    Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.

    24 janeiro, 2008

    Doente, fraca e com frio.
    São sensações que são impostas à fazer-me sentir viva. Ainda que existam outras, lanço-as para fora de mim agora.

    07 janeiro, 2008

    A persistência da memória




    Este quadro tão pequeno é a mais conhecida das obras de Salvador Dali.
    A flacidez dos relógios pendurados e escorrendo mostram uma preocupação humana, como: tempo e memória. E o próprio Dali se apresenta na forma de cabeça adormecida.
    Quem o vê jamais o esquece.

    Algumas obras do movimento surreal me fazem mergulhar num mar de idéias, sentidos e acabo por refletir que suas propriedades podem ter os mesmos aspectos da vida.

    Tempo e memória podem ser tão essenciais quanto destrutivos.
    A que ponto permitir que nos guiem?

    31 dezembro, 2007

    Resoluções 2008

    O que vem à mente quando um ano acaba e outro "ciclo" se inicia?
    O que fizemos, o que deixamos de fazer, e o que gostariamos de fazer.

    O que eu quero?
    Uma vida normal

    11 dezembro, 2007

    Cicatrizes

    Há alguns anos, em um dia de verão, um pequeno menino decidiu ir
    nadar no lago que havia atrás de sua casa.
    Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo ...Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
    Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia.
    Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe.

    Mas era tarde.
    Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
    A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois.
    O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir.
    Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou a arma e disparou no jacaré.

    De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
    Seus pés ficaram totalmente feridos.
    Um repórter que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes.
    O menino lhe mostrou seus braços e disse ao repórter:
    "Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir"

    Podemos nos identificar com esse pequeno menino.

    Nós também temos muitas cicatrizes.

    Não a de um jacaré, mas as cicatrizes de um passado doloroso.
    Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
    Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.
    E enquanto vc se esforçava, Ele estava lhe segurando.
    Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir.

    Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.

    autor desconhecido

    Em meus versos alguma história ainda será relatada. Com final triste ou feliz, publicada ou apenas em rascunho, ninguém sabe...

    06 dezembro, 2007

    Amor livre

    Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. A certa altura, a menina disse:
    - Mãe, como se faz para manter um amor?
    A mãe olhou para a filha e respondeu:
    - Agarra num pouco de areia e fecha a mão com força...
    A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
    - mãe, mas assim a areia cai!!!
    - Eu sei, agora abre completamente a mão...
    A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
    - Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
    A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
    - Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
    A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.

    Se queres muito uma coisa, deixa-a livre... Se ela voltar será tua para sempre, se não, é porque nunca foi tua de verdade.


    Já deixei livre "meus amores" e então, não voltaram,
    Agora quero estar livre na certeza de que posso voltar.

    23 novembro, 2007

    Voltei, de algum lugar perdido.
    Me encontrei, em algum canto esquecido.
    Mas já estou indo embora, de alguma forma.

    19 novembro, 2007

    Felicitações a mais um

    Existem coisas que me nostalgiam, ou me entristecem, me magoam, me fazem desistir, sentir-me frustrada por chegar até aqui, olhar pra trás e ver dores e cicatrizes.
    Mas sei que ainda existem alicerces que elevam meus dias, minha alma, meu despertar... Amigos, familia...
    Sei que ainda existem motivos pra continuar lutando por mim e por eles.

    Alegria é a troca equivalente de sorrisos sinceros;
    é celebrar a vida;
    é ter aqueles que importam e se importam, sempre próximos.
    As vezes coisas inesperadas podem nos dar um golpe, mas a cada dia levantamos, e quem quiser, que seja junto.

    Confesso que hoje chorei,
    de alegria e de tristeza;
    de gratidão e frustração;
    Mas como tenho estado no papel de sempre, continuo ressentindo as coisas secas na minha garganta, pronta pra ecoar num súbito vácuo.
    Não é a todo momento que é como queremos que seja, mas não cheguei até aqui por um motivo qualquer.
    Felicitações pelas memórias guardadas e pelas jogadas fora.

    Obrigada
    em todos os sentidos, por todos os sentidos.

    05 novembro, 2007

    02 novembro, 2007

    You're the only story that I never told
    You're my dirty little secret, wanna keep you so
    You're the only story that never been told
    You're my dirty little secret, wanna keep you so
    Come on out, come on over, help me forget

    01 novembro, 2007

    O que dizer sobre meus últimos dias tão sádicos e bem vividos até então.
    Essa dose de ego elevado por uma soma de fatores tem-me feito muito bem.
    Não vou dizer que seja plenamente satisfatório mas isso ajudou na execução de uns planos categóricos nas quais tenho presenciado, observado e submetido.
    Descobri pontos fracos em outrém. Isso é um tanto quanto estranho, ou então egoísta? Não! Digamos que o ser humano tem a capacidade de correr atrás de seus propósitos e quando algo ultrapassa ou interrompe esse percurso, automaticamente algo eclode a ponto de querer ver o que está por vir, ou até mesmo só pelo gosto de competitividade.
    É apenas uma forma de testar nossas capacidades e tirar proveito daquilo que você sempre esperou.
    Em partes, eu gosto desse impulso que me faz ver de perto suas reações pelas minhas adverções inesperadas.
    Características peculiares afloradas.
    Os astros sempre determinaram a minha persona como vingativa, competitiva, ciumenta, egoísta e possessiva. Eis que tenho estado muito bem com tais hehe
    Dêem-me trégua, já fui boba demais em acreditar em acertos ou desculpas. Não é maldade, é jogo de sobrevivência

    31 outubro, 2007

    Dinheiro não compra criatividade
    Muito menos a autênticidade alheia!

    24 outubro, 2007

    Olhando esta caixa de postagem, em busca de um sustento à esta necessidade de escrever e eliminar de meu interior todo os sentidos. Impossivel, é só sentindo que se entende...
    Alternando entre fotografias, pensamentos e fatos ocorridos, enquanto ouço as músicas ambiente que marcaram estas lembranças.
    Talvez este humor que se manteve tão aceso nos últimos dias esteja em fase de declinio temporário. Modificado por uma música, por uma lembrança, por um pensamento, por um toque e por fim, uma solidão.

    Quando eu penso que estou partindo é quando eu mais me aproximo.
    Odeio desmoronar minhas barreiras num piscar de olhos. Sempre com a mesma questão e o mesmo toque. Sempre volto atrás quando se trata disso.
    Sei que odeio esse fato, e sei que não posso reclamar, mas não sei como me desamarrar. Porque no fundo será sempre assim.

    Agora sinto a sensação de querer transitar por um instante numa névoa, num vácuo onde não encontrará nada mais que os olhos reconheçam. Nem que seja por alguns segundos, sentir aquele cheiro da umidade e uma friagem nos pulmões como se quisessem expandir até o extremo e explodir. Uma atmosfera entorpecente. Meus pés afundassem como num plano arenoso, molhado.
    Isso é sentir-se viva?
    Ou talvez basta saber que o coração ainda agita?

    20 outubro, 2007

    Fantasy - Richie Kotzen

    Love wasn't love until you came around
    Ican't keep my focus life isn't life unless
    You come around
    Tell me what have I become
    You make my feel how I shouldn't feel
    How can I get away
    I gotta knowwhat im living isn't some kind of dream
    Oh oh oh wont you tell me is it a
    Fantasy is it a fantasy
    Oh oh oh wont you tell me is it a
    Fantasy are you my fantasy
    Touch wasn't touch until you came around
    I cant let you change me
    Why when I try to kick you out you just
    Make me sober
    You like a flame always burning but you
    Never burn out
    Ill never get away
    I try to leave but when I try somehow you keep me around

    0107
    0707
    1007

    10 outubro, 2007

    "...mantenha a expectativa baixa, e ninguém se decepciona"

    Fato! Preciso voltar a ser aquele ser quase assexuado e desencanado em qualquer tipo de nova situação que venha a exaltar emoções.
    Porém não sei dizer se realmente as pessoas estão cada vez mais desprovidas da capacidade de manter algum tipo de relação afetiva ou eu é que estou cada vez mais exigente ou num estado irritável e quase que impaciente com a incompatibilidade e futilidade masculina.

    Enfim, preferia aceitar que as pessoas estão realmente cada vez piores, do que admitir de que eu estou cada vez pior.
    Uma vez uma amiga disse: "Quanto mais envelhecemos e mais demoramos a encontrar um parceiro, mas exigentes e ricas ficamos". Eu tô beirando meus 24, e desempregada.
    Devo dar um tiro na boca? Hahaha Que bosta! Bom isso é o que a sociedade espararia.
    Mas tudo bem, se nada der certo eu viro cartomante com meu grandissíssimo poder de persuasão. Pena que esse poder já não funciona tanto quanto deveria, ainda preciso arrumar alguns milhões de reais pra suprir ou comprar testosterona dispensavel na minha vida haha Já que, volto a ressaltar, a futilidade impera os tempos presentes.
    Bom tudo bem, feriado prolongado tá aí, e nada melhor que uma dose de besteirol e insanidade com as amigas.

    01 outubro, 2007

    Show do Richie Kotzen em SP

    No sábado fui com uns amigos à Expo Music, lugar mais que propício para conversar sobre: música, e acabo lembrando do show do Richie Kotzen, o que pra mim já estava por perdido já que não havia companhia e era no Stones Music Bar, próximo à Vila Prudente, o que é bem longe para mim, pobre mortal sem emprego, sem carro e sem senso de direção em SP.
    Eis que minha amiga Bia, resolve dizer que estava muito afim de ir tbm, nisso minhas lombrigas e minha paixão por Richie Kotzen despertaram das cinzas do meu amago. E me fez não dormir a noite pensando um jeito de ir no bendito show.
    Domingo [30.09.07] de manhã a péssima noticia de que os ingressos para estudantes haviam esgotado, mas não contentes, eu e a Bia extorquimos a outra parte do dinheiro.
    3hs de fila no frio e mais alguns minutos de espera até a casa encher.
    E "vualá" Eric Martin entra no palco mais que saltitante com aquele ar de bom moço, digo tiozão recauchutado.
    Conhecia só as músicas do Mr Big dentro do seu repertório, e acho que ficou faltando a boa e velha balada "just take my heart" (sim eu tô mto gay ultimamente, e podem falar que é músiquinha clichê mas essa é foda, dá vontade de chorar, e sim eu estou gay mesmo hahaha)
    E depois o maravilhoso e perfeito Richie Kotzen!!
    Não sou boa para lembrar nomes das respectivas músicas do repertório, mas posso dizer que "losing my mind, mother heads, doin what the devil says to do, remember, fooled again e go faster", foram perfeitas. Só faltou "you can't save me" pra arrematar a set
    O Kotzen além das caras e bocas que faz enquanto toca tem um ar misterioso e obscuro, além de deixar dúvidas de flertes com o baixista da sua banda enquanto ficavam frente à frente, mas tudo bem ninguém vai questionar a sexualidade de um cara tão perfeito quanto ele, hahaha droga tá se ele for msm gay ele não é tão perfeito assim. Ok foda-se eu não ligo!
    E pra fechar o dueto com "Shine, e 30 days in the hole" Mr Biggggg!!
    Satisfeita por não ter perdido um show tão perfeito como esse, quem foi, foi. Um igual a esses, só em algumas décadas ou quem sabe nunca mais.

    foto by me:


    vídeo by me:
    http://www.youtube.com/watch?v=QqHBSlm5oxk