27 agosto, 2008

My boo

Apesar do orgulho muitas vezes não admitir a falta que sente, hoje ele se cala, e mesmo sem querer, deixa escapar uma ânsia há muito entalada na garganta, um grito dos pulmões inundados transbordando incertezas, perguntas sem resposta se chocando violentamente dentro da cabeça, dentro de cada célula, desfilando no fundo
dos olhares na promessa de uma conversa adiada.

Hoje tento substituir todas as sensações que pendem de um fio de seda por palavras e lembranças mais delicadas, mas ao meu lado está sempre a espera, que transforma os ponteiros em chumbo, que contamina o ar com o peso que o peito carrega.
Paraliso! Já não consigo deixar de pensar em todas as evidências de um crime não cometido, misturadas àquela saudade, de cada momento entalhado no 11º andar, sob um Sol poente, dos risos adocicados, das memórias materializadas, das lágrimas entre carros, do bater de portas e o ombro molhado, do virtual para o real, da dormência em um sonho.

E esperança pra muitos é vitalidade, pra outros não é uma condição necessária à felicidade. Mas nesse meu mundo imperfeito, hoje, pra mim, a esperança é o mal mais necessário. Na ânsia de que a razão vai cessar os murros que tem dado na emoção e no sentido da verdadeira essência de uma amizade.

Hoje, em especial, desejo mais do que o habitual, mais que felicitações evidentes - Desejo, volta!

Puxo uma cadeira, me sento olhando para a janela com aquele medo correndo por dentro, medo de que o telefone nunca mais irá tocar.
E hoje, uma lágrima corre solitária, sem lenços de papel oferecidos, ao som de notas que um dia foram cantadas:

"It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
(...)
Please don't try, is so hard to say goodbye"

"But we shared a moment that will last till the end."


Feliz aniversário, Deusa, Heroína, Iluminada, Bela, minha.
E hoje eu já nem falo de saudade.

26 agosto, 2008

Casa nova: Renovação Criativa



Juntamente com um grupo do 1° ano de Design da Uniban, a partir de hoje, começo a colaborar com o Blog e o Projeto Renovação Criativa

22 agosto, 2008

15 agosto, 2008

Falling Slowly

Indicada ao Oscar como melhor canção original, do filme independente Once - Por Glen Hansard e Marketa Irglova.
Tanto Falling Slowly quanto as outras músicas do álbum, lembram muito o feeling das canções de Damien Rice.



I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react

And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out

[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now

Falling slowly,
Eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me
And erase me
And I'm painted black

You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won

[chorus]
Take this sinking boat
And point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice
You have a choice
You've made it now

Falling slowly
Sing your melody
I'll sing along

12 agosto, 2008

Ponto final. Pula linha.

Ontem eu tinha mais postagens do que hoje.

Reler parte do passado, foi como fazer uma lista de passo-a-passo; de erros e embaraços, que eu poderia ter evitado, não de fazê-los, mas de recordá-los. E então, foi como abrir uma caixa esquecida em cima do armário, com papéis engomados ou amarrotados; coloquei-me à rir de todos eles, dos erros ortográficos, das histórias irônicas e de sentimentos puros ou tolos; de quando me achava uma maçã pronta pro consumo, madura à altura do problema, mas ainda sem a consciência de que tudo passa. E assim passou.

Estou deletando parte do que merece ser apagado.
Pode não ser esquecido, pois algumas histórias passaram do papel e não passaram de uma lágrima; e é tudo passado, com ferro quente; mas ainda assim não há mais necessidade de ficar demasiadamente exposto.

Então, é isso, não é um recomeço, são apenas novos devaneios, histórias, gritos, sussuros, eufemismos e metáforas, com uma pitada de utilidade pública, ou não. E claro, os sentimentos, sempre eles.

07 agosto, 2008

Nós, mulheres, por ela

(...)"Daqui a cem anos, as mulheres terão deixado de ser o sexo fraco. Eliminem essa proteção, exponham-nas aos mesmos exercícios e atividades, façam-nas soldados, marinheiros e motoristas e estivadores, e as mulheres não morrerão tão jovens e tão rapidamente, de modo que os homens possam dizer - Vi uma mulher, como era o hábito dizerem: - Vi um avião. Tudo pode acontecer, quando as mulheres deixarem de ser "protegidas".

(...)"Constituí um quebra-cabeças insolúvel o fato de nenhuma mulher ter escrito uma palavra que fosse dessa brilhante literatura ao passo que, segundo parece, todos os homens eram capazes de compor canções ou sonetos. Interroguei-me sobre as condições em que as mulheres viviam; porque a ficção, na sua qualidade imaginativa, não cai como uma pedra no chão, à semelhança da ciência; a ficão parece-se com uma teia de aranhas, ligada, ainda que por delgados fios, à vida. Por vezes, essa ligação torna-se impreceptível; as obras de Shakespeare, por exemplo, dão a idéia de estarem suspensas. Contudo, sempre que se puxa a teia, presa numa das pontas, e por rota que esteja no meio, vem à memória que estas teias não são tecidas no ar, por criaturas incorpóreas, mas resultam do trabalho de seres humanos sofredores, e estão interligadas a coisas extremamente materiais, como a saúde, o dinheiro e as casas onde vivemos".

Um quarto que seja seu - Virginia Woolf

Isso torna fina a linha das diferenças quando se trata da mesma espécie? Ou apenas mulheres possuem tenuidade para sentir essas linhas virarem ásperas cordas em volta de seus pescoços?

24 julho, 2008

Passagens, contagens e espera

Um dia pode ser ditado apenas como ponteiros sem pressa ou como uma marcação em tinta azul num calendário, evidênciando o passado distante e o futuro reduzido. Mas a lembrança de uma contagem, o início de uma história, de todas as coisas preservadas como se estivessem em caixas sobre o armário, é o que marca esse dia com um círculo vermelho de caneta piloto. É toda essa planificação categórica para com os detalhes que nos rendem; em papéis amassados; em aromas característicos; no desalinho das horas; na espera que corrompe menos e te leva à janela; sem falar sobre pieguices contidas.
Mas depois de tudo, palavras são apenas palavras, planos são apenas planos. Porque no fim, quando não há papéis rabiscados e o espaço já não é mais suficiente aqui, tudo transborda ao ouvir sua voz, me tornando numa criança muda num balanço que pára no mais alto ponto. E das pieguices contidas é que falta ar e coragem pra atirá-las como pedra à sua frente. Talvez porque essa distância já me consumiu, e ainda assim eu já não tenho mais pressa, pois não preciso dela pra saber o que corre por aí, todo esse querer e essa vaidade.
Hoje, só há uma necessidade, de um olhar lançado, na iminência de que ele voltou pra casa.

17 julho, 2008

Uma conversa só minha

Pela manhã, lá estava ela. E da cama me levantei, enquanto o chuveiro já estava ligado, se não tomo cuidado me perco quando olho no espelho, pois já não pareço ela. Ofereci café, mas recusei. Esperamos o almoço. Enquanto lançava planos categóricos pro dia, eu já me afundava em enfado. Não quis acompanhar-me e nem ajudar na escolha das filas, mas me aguardou sentada na sacada, com uma sarda à mais sob o Sol. E entre quatro paredes brancas, abro armário com blusas jogadas e amanhecidas por ela; empilho uma à uma enquanto tira e joga as meias, colocando os pés no tapete de canto; sentadas em uma cama sobre a outra, disputando o lado esquerdo, é que revelou uma conversa sobre nós; rimos da semana passada e sobre amores tolos; e concordamos que aos quinze era apenas uma garota, enquanto contava as marcas de diferentes tonalidades na pele, já não se sabe qual o grau de primaveras feridas, mas que resquicios foram suficientes pra tornar-nos justas. Resolvemos não ligar o som, pois o silêncio era evidente depois das 23hs, suficiente pra encontrarmos algo só nosso e com medo de perder o som dos sonhos. Com os pés virados pro mural, me encontrei em fotos; em grupo, em pé, sentadas, num canto, sozinha, sorrindo, de óculos escuros, com bordas, preto e branco, e ela. E com a câmera na mão é que faço um auto retrato de uma visão, da nossa visão: da maneira como o mundo lá fora reage aqui dentro, dos amigos que foram e que serão, dos inimigos, do erro cometido semana passada e do acerto no ano que vem.
Ela se sente bela, apesar de uns quilos à mais, e eu numa espera. Eu sou ela, e ela sou eu mesma por mim. É só quando me encontro com ela que eu me encontro também.

14 julho, 2008

Reatando laços

Preservar uma amizade é o que há de melhor, mas quando somos tolos, deixamos as areias escorrerem pelos vãos das mãos. E o pior, é perdê-la por absolutamente nada; sem culpados ou palavras jogadas ao vento.
Apesar de endurecida, eu acabo por voltar à um ponto sem fim. E depois de 8 anos, tudo conspirou para que a dissolução da incerteza do que poderia ter sido, se não tivesse tentado em reatar laços. E aquela velha história de não deixar com que coisas insolúveis tomem conta de você e de seus atos.
Hoje, foi como o fim de uma missão; gratificante, mesmo sabendo que o telefone não irá tocar.

10 julho, 2008

Saturada num mercado saturado

Já se sentiu como grão de areia comparado à um rochedo? Bem vindo ao meu dia.
É quando você sente que não está contribuindo com o que gostaria, fazendo apenas parte de uma parcela da massa. O quanto essa massa pode tomar conta dos seus pés?

Sobre Universidades públicas e particulares reconhecidas, eu já não sei mais que opinião tenho. Antes me convencia quando as pessoas diziam que, quem faz o profissional, o curso e a universidade, não é o sistema de ensino ou a quantia de um boleto, mas sim, o estudante. É claro, que em tese, isso é algo a ser levado em conta, e ter exemplos reais de que essa afirmação é muito mais reconhecível e promissora aos olhos de quem está apenas começando, isso também é levado muito em conta. Mas nada disso é um fato quando se trata da prática. E meu curso exige mão na massa. Estar habilitado no que existe de mais novo. Além dos inúmeros segmentos que se põem como cartas à escolher. E vejo a discrepancia e o peso que isso toma na hora de concorrer no mercado saturado, onde uma vaga de designer é oferecida à um publicitário ou até à um micreiro da esquina. Qual a referência que uma empresa assim tem? Sem falar de experiência; Pra que se tenha, é preciso oportunidade, mas hoje pra uma oportunidade, exigi-se tê-la. Contraditório e concreto fator que impede o aprendizado, maturidade e estabilidade profissional. Basicamente, é uma somatória de fatores deficientes que acaba dificultando nesse ingresso.

Além de ser difícil estudar tarde dentro do cronograma da sociedade, é mais difícil ainda, o fato de concorrentes mais novos já estarem num patamar muito acima. Eu posso fingir que isso não me aflige, mas o fato é que cada vez mais, isso está pesando.
Não é por falta de candidatar-me, correr atrás, tentar. Só que esse cansaço acaba por deixar dúvidas.
Qual outro caminho tentar antes que seja tarde?

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Esse texto foi escrito às 14hs. Duas horas depois eu recebi uma proposta pra participar de um processo seletivo na segunda-feira.
Bem, tenho alguns dias pra rever a auto confiança, a imagem, o curriculo, o portfólio e o senso de convencimento. Porque num processo como esse, é apenas isso que você tem nas mãos.

09 julho, 2008

Feriado

As unhas estão, roxas, mesmo depois de um banho quente. Pela temperatura das extremidades, por ora chego à acreditar que esteja morta, ou assim quisesse usar como artíficio e esquecer que existe uma disfunção no sistema circulatório. Mas logo colocar a mão sobre duas cicatrizes, acaba provando o contrário.
Amanhã, ou melhor, hoje, é feriado pra muitos. Pra falar a verdade eu não sei do que ou porquê, e não faz tanta diferença quando você faz parte de uma massa ociosa; talvez você se encarregue apenas de entrar no ritmo alheio. O que faz a diferença é o que faz você sair da cama amarrotada, do quarto invadido pela luz e conversas aleatórias, do chuveiro quente, da casa vazia. Isso é apenas uma pequena parcela do que já se sabe sobre o inevitável.

24 junho, 2008

Trinta e uma passagens

A felicidade pode ser denominada como um estado de espirito e de bem estar; seja ela instantânea ou duradoura, na qual insistimos dizer que essa busca seja eterna. Pra alguns ela pode ser tão estável, como a simplicidade em ouvir à voz de seus filhos do outro lado da sala, ou a conquista de um bem material. Pra outros, basta ver o Sol raiar enquanto abotoa a camisa que ganhou no Natal passado.

Quando me perguntam sobre felicidade, protelo por alguns instantes em responder. Histórias tristes insistem seguir o curso da memória antes de concluir sobre que tipo de felicidade eu vivi, passei a sustentar ou buscar.

E enquanto você mastiga o almoço tentando ignorar as conversas repetitivas ou quando você percorre as ruas da cidade num banco ao lado de um estranho que tenta ser notado com conversas sobre o tempo lá fora. Você tenta se concentrar naquela música ou naquele livro, acaba por encarar que a maior parte dos seus dias não é feito de felicidade, pois seu rosto permanecerá sereno ou sério, enquanto estiver sozinho ou executando tarefas; seus pensamentos estáticos ou voltados para o que virá nos próximos instantes, como a bebida que irá ingerir após a última garfada ou uma olhada no espelinho de bolso enquanto guarda o livro, antes de descer no seu ponto. Logo você não pode ser preenchido pela felicidade à todo instante. Você põe em foco objetivos e esquece completamente sobre qualquer satisfação e alívio que pode ser proporcionado pra estampar um sorriso.

Hoje a felicidade pra mim é algo subjetivo. Acredito na aceitação de que a minha vida não é uma fábula; que aquele medo jamais será superado; que as manchas sempre surgirão na pior das hipóteses; que eu posso estar sozinha a qualquer instante.
E são nos momentos minimamente detalhados sobre histórias contadas ou sobre a história que está sendo escrita, o conforto de que você não esteja só, com essa mania perdida de procurar traços minuciosos que tinham sido apagados por quem nos acham tolos. É neste exato instante que você percebe cenas alteradas onde você estava acostumada e nauseada.

Enquanto isso as areias correm. O tempo pode ser julgado suficiente pela qualidade como é gasto e não pela quantidade em que é contado. E assim correm os dias desde então, aguardando uma presença, preparando uma surpresa, assistindo a inércia, imaginando o que estás sonhando, ouvindo aquela melodia, tomando goles de coragem, em doses homeopáticas aceitando os embaraços e jorrando as verdades, prencheendo com o que não foi planejado ou talvez com o que esteve apenas nos sonhos adormecidos.

O mundo pode ser trancado para os possiveis danos e intenções mas talvez aberto para uma visita, tornando a simplicidade em clareza. O inverno descansando e despertando lá fora e a proximidade gerando calor em todas as portas e no coração.
Já sustento pouca vaidade pra admitir que gosto de carregar esse sentimento, mas não o tenho pela satisfação que me causa, mas pela maneira que representa como um ser humano melhor. E a grande parcela dos meus dias melhores tem um único e satisfatório motivo neste exato instante em que eu chamo de felicidade.

Não se escreve sobre felicidade pois ela é imensurável, mas ainda existe algo que queira ser registrado e depois me recuso redigir qualquer reação, pois me sinto bem. E isso só lhe cai bem quando você não perde nenhum instante do momento exato que a felicidade está à sua frente.

20 junho, 2008

A Porta



Pele, a única superficialidade existente entre nós, sobre ela os dedos delineiam os contornos; e os gestos substituem o silêncio da boca, das pupilas dilatadas com reflexos da luz externa, e de todas as coisas trancadas egoistamente em um corpo pulsante de anseios. Essa dificuldade em respirar ao construir um plano pra cada palavra a ser proferida, de maneira que elas sejam passadas verdadeiramente sem manchas; emoldurando o quadro pintado exclusivamente para a exposição.

Porta - está aberta; enquanto o mundo não pára, o meu mundo gira em torno dela.
E essa semelhança na deformidade acaba por invadir os corredores das nossas almas como furacões, desconcertando as paredes que a pouco foram levantadas.
Disfarçava receios na descoberta do caminho, que à principio era escuro; hoje, permeio seguindo as batidas desenfreadas do coração, e que já não tem mais volta, pois já estou parada na porta, à um passo do abismo evidente.

As areias correm em seu tempo, mas ainda que haja tempo, não quero vê-lo passar.
E quando o íntimo permitir, entre e tranque a porta.

12 junho, 2008

L'amour

A metrópole de São Paulo chega à cerca de 19 milhões de pessoas. Quem dirá a somatória das outras cidades e então de países.
Com tantos rostos e gostos, indo e vindo, se comportando como se fossem donos das ruas, acabam por tornar a cidade como um leque de infinitas possibilidades, entre casos e acasos.

Na busca eterna por um par, nos deparamos entre tantos corpos, entre tantas contradições que cometemos perante às relações, por cegueira e loucura, envolvimento e a dita paixão.
Na verdade, o grande mal da humanidade é acreditar que está tudo destinado, que será perfeito e eternamente gratificado.
Passamos a crer no mito do amor romântico, que seja capaz de nos amarrar melosamente, dramaticamente dependente. Essa fábula, que nos contam desde pequenos antes de embalarmos em sonhos, nos afunda nas profundezas da ilusão.

É nessas horas que devemos colocar em questão sobre o que é o amor?
A medida que nos experimentamos, os sabores, as cores e a pretensão de um valor mal visto, somos tomados pela realidade. Quando isso ocorre nos labirintos do que nos é imposto ou tomado; Ou nos isolamos somente pelas consequências de lembranças tristes, afim de que podemos nos manter longe de qualquer dor que fragmente mais ainda um coração flagelado. Ou nos rendemos e desmistificamos o amor, na sua concreta forma.

Ah o amor! Não apriosiona, não depende, e nem é constituido pela paixão.
O amor é verdadeiro na inocência, no desprendimento, no admirar em silêncio, no querer bem sem absolutamente nada em troca. Mas se houver troca que seja na medida exata que os braços humanos possam carregar, e que a força da alma possa proporcionar.
É a explosão de um vulcão sem se preocupar quando sua chama irá se extinguir.
É incompreensivel, é terno e as vezes secreto.
Há quem acredite nele pelo abismo que possa enfrentar; Há quem o trate como uma unidade minima; há quem não acredite, ou não queira acreditar.
Mas o amor, com sua capacidade de transformação, não existe melhor sensação do que saber que você tem um, seja lá como ele for.

E ainda que numa cidade com infinitas possibilidades...
ás vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma.

09 junho, 2008

É como deixar assistir minha necrópsia, enquanto ainda viva estiver. Pois não há prova maior de vida do que ver o contraste do vermelho no piso frio e sentir a ínsípida fluídez vertendo nas mãos.
Naquele instante nada mais importava, a não ser sentir a temperatura do seu interior esvair, a necessidade de sobreviver e a ansia em querer limpar a desordem.
Como se estivesse limpando as evidências do assassinato da perfeição.
Vendo a água escoar ralo abaixo, desejando que os problemas estivessem ali misturados, junto à visão turva e o formigamento no corpo.

"Você já viu alguém levar um tiro e não sangrar?" Mas o tiro não foi lançado e mesmo assim sangrou. Talvez foi certeiro na alma, o sangue se esvai e a dor agravou.

Perfeição.
Quisera ser perfeita por um instante. Mas esse desejo momentâneo e inalcançavél fosse apenas uma mentira brusca que surra a razão, escondida nas máscaras e nas vestes de alguém trivial.
Juntando o pensamento leviano e medíocre de tentar viver uma vida normal por 24 primaveras.
Mas sempre haverá um instante em que a realidade tenha de ser encarada ao invés de dissimulada. Sendo assim, é como tem de ser.
Como "cenouras invísiveis" esse assunto nem sempre é proferido, pois falta coragem, um pouco mais de confiança, e todos os aspectos necessários pra arrancar o coração com as mãos, e entrega-lo ainda pulsando, nos últimos suspiros. Acreditando que algum dia, ele esteja apto a compreender o poço de dores e travas que esta matéria sustenta.

Hoje, nem só de oxigênio e nutrientes o sangue é constituído, mas nele existe uma única e doce sensibilidade que alimenta o coração, doando razão pra pulsar ao despertar.

02 junho, 2008

REM

A muito sua manifestação já não era lembrada, talvez o inconsciente bloqueou todas as coisas que de alguma forma permaneceram mortas durante um tempo.
Ao acordar, a cabeça ainda doía, mas fez-se o esforço pra recapitular os relapsos.
Aos poucos aquela sensação de reconforto, em cena, alguns momentos do dia após anteontem, ou da noite em que o coração parou por alguns instantes e retomou seu bombear com todo vigor.
Inebriante, aquele aroma da veste escura lhe é familiar, trazendo à tona a sensação entorpecente de estar em outro lugar e assim, os rápidos movimentos dos olhos foram como refletores de um filme, que repete todas as cenas, mesmo de olhos abertos.

27 maio, 2008

Trava...

nos traços de um pincel virtual que deveria transpor todas as idéias que flutuam o cérebro sobre aquele quase estado físico.
nos efeitos dos pequenos pontos da tela que já não trazem criatividade e semiótica.
nas palavras que deveriam ser proferidas no ato injusto.
nas escritas das madrugadas solitárias.
na máquina que já não suporta a inserção de dados com peso maior que sua capacidade.
nas juntas que se encontravam flexionadas numa mesma posição.
no maxilar que insiste perder um súbito movimento desde a necessidade de respiração involuntária.
no momento do desejo ser saciado.
na apresentação de um tema que já não é mais lembrado.
ao tirar a blusa pra ver as cicatrizes superficiais nesse corpo ainda vivo.

O que resta são respostas de perguntas desnecessárias em demasia. Já cansada de responder todas essas perguntas; de estar rodeada de pessoas excessivamente desorganizadas que insistem em falar mais do que ouvir (ou de não falar quando deveriam); de limpar o sangue que verteu; de ter horário pra engolir remédios e sapos;

Talvez, quisesse que o significado dessa trava fosse outro? - Travar de cruzar-se à algo; travar de unir-se à alguém.

26 maio, 2008

Troca-se ombro por orelhas

Não há descrição no momento, se é que seria possivel transpor com exatidão, nas escritas desajeitas sobre a hora de "partir" ou sobre as reações que percorrem o corpo no mesmo caminho que o sangue ferve.

As reações não serão questionadas, somente será guardada a importancia de saber que é especial por existir, dentro e fora daqui.

20 maio, 2008

Seria erronea essa sensação que privo em delirar e evidênciar?
A vida tem sido tão, a mesma. E como um sopro em meus ouvidos, algo aquece-me, emudece-me, paralisa-me. Isso não é erroneo, pois não fragmenta meu corpo e nem minh'alma, mas talvez minha mutação já não me permita mais provar tal sensação.


Petit Fleurs - Pablo Picasso

16 maio, 2008

Alice in Wonderland



"[...] poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"
"Isso depende bastante de onde você quer chegar"
"O lugar não me importa muito..."
"Então não importa que caminho você vai tomar"
"... desde que eu chegue a algum lugar"
"Oh, você vai certamente chegar a algum lugar, se caminhar bastante."

Um amigo me remetiu essa nostalgia.
Lembro-me de como eu, incansavelmente, folheava as páginas desse livro a procura de algo que nem sabia ainda o que.
Ontem eu não entendia, hoje talvez entenda.

13 maio, 2008

Anoiteceu, com aquele aroma característico e o brilho artificial nas ruas, reluziu uma nuance já vista aos arredores. Por breve instante seus contornos foram registrados e guardados na memória.
Por ora a cena se repete em cenarios alterados, e a cada encontro um fragmento se pôe ao seu lugar.
Até então um único vínculo evidencia esse encontro, e um dos corpos não se expõe.

11 maio, 2008

Mãe

A beleza de seus olhos
A inquietude de suas ações

Os anseios de minhas saidas
Os afagos na minha dor

Os ensinamentos que hoje me faz mulher
E a vida, o melhor presente que me deu.

Somente a ela dedico este
Somente a ela meu coração pertence

10 maio, 2008

Fotografia parte II

Saiu a minha primeira nota em Análise e produção da imagem (mais conhecida como fotografia - Enfeitam o nome talvez pra tornar-se apresentável num curso de bacharelado). Nota: 10
Com um bom método de avaliação
T1
- Tema (cenas inusitadas)
- Composição
- Acabamento
- Criatividade

Index do Parque do Ibirapuera com as duas fotos escolhidas para amplição destacadas:



Seria uma vergonha se eu não atingisse essa nota, porém continuo insatisfeita com o index da saída noturna:



Tanto que eu notei que a escolha não foi extensa como o index do parque.
Sexta é entrega de duas ampliações entre quatro escolhidas pela prof. Sim, ela só escolheu quatro de mais de 30 fotos. Isso prova que eu não estou errada com a minha insatisfação.
Enfim, é esperar pra ver.
O auto retrato também ficou "meia boca".

Aguardo resultados.

05 maio, 2008

Fotografia

Atividade 2 - Fotografia noturna
Atividade 3 - Auto retrato
Atividade 4 - Relatório da exposição "Outra cidade", expo da profa. Daniela de Moraes.

Estou extremamente insatisfeita com os resultados dos meus últimos registros fotográficos, da saída noturna.
A entrega do index é nessa sexta. E o meu auto retrato ainda nem finalizei.

Não estou tão inspirada e isso me frustra. De 190 fotos, 35 foram aproveitadas. O processo é sempre longo. Uma foto nunca vai estar suficientemente satisfatória nos primeiros clicks. Ainda mais quando se trata da autoria de alguém tão metódico como minha persona.
Não vou dizer que as 35 fotos não ficaram boas, mas não há uma sequer que eu olhe e diga: "Nossa que foto foda!"

Preciso aprender a fazer retratos, mais espontâneos. Porém, não gosto de abordar "estranhos", sinto-me invadindo a particularidade alheia.

Ora outra navego por sites do gênero, apreciar as mais variadas formas de fotografar, sinto-me "deficiente" por ter que fazer milagres com uma S90.
Próxima aquisição (sabe-se lá quando será possivel), uma reflex urgente! Talvez uma Nikon.
E cada dia que passa, mais me apaixono por fotografia. Apesar de fazer Design, ainda farei do meu hobbie uma profissão.

Fotografar pra mim é absorver a vibração em forma de luz, o momento e a sensação, esquecendo por completo, nem que seja por segundos, tudo aquilo que um dia me tocou. Transponho apenas o externo pro interno e vice-versa, nesse espelho que dotei.



Av. Paulista. Torre da Gazeta
[Abr/08]

21 abril, 2008

Jogo lixo e abro as portas

Deixo tudo pra trás na medida que as coisas se desgastam, sem o menor pesar.
Porque tudo que um dia vem, vai.
Tudo é gasto, como sapatos que andaram por longas estradas.
Algumas lembranças cravam como espinhos, outras dissipam como o vento, por querer ou sem querer.
Porque no fim, tudo é findo.

11 abril, 2008

Quanto mais uma coisa me apavora, mais certeza eu tenho de que devo faze-la. Foi algo que aprendi quando era criança.
Poderia ter uma vida protegida me escondendo desse mundo tão assustador ou enfrentar o que mais me assusta.
Quanto mais doloroso puder ser, quanto maior o perigo de eu morrer fazendo isso, mais importante será faze-lo.

Mas eu não quero morrer agora.

01 abril, 2008

Art Déco

...ou Arte Decorativa

Não foi um movimento, mas sim um estilo que afetou a arquitetura, as artes plásticas, o design gráfico e o design indústrial.
Representa a adaptação pela sociedade de massa dos princípios do cubismo. Edifícios, esculturas, jóias, luminárias e móveis são geometrizados. Sem abrir mão do requinte, os objetos têm decoração moderna, mesmo quando feitos com bases simples, como concreto armado e compensado de madeira, ganham ornamentos de bronze, mármore, prata, marfim e outros materiais nobres.

Caracteriza-se pela proximidade com o cubismo e suas formas geométricas, abstratas. Diferentemente da Art Nouveau, mais rebuscada, a Arte Déco tem mais simplicidade de estilo.
É o requinte que faltava nas produções, mesmo que em grande escala.


French Poster Collage Art


Interior of Shaw's Oyster Bar - Chicago

Art Noveau

...ou Arte Nova
Estilo estético relacionado à Arts & Crafts, que influenciou o Design e as artes plásticas.

A exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes.

O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo.

Caracteriza-se pelas formas orgânicas, sinuosidade, fluidez, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal.


The Kiss - Gustav Klimt



Stairs - Victor Horta

Arts & Crafts

...ou artes e ofícios

Foi um Movimento Estético Social surgido na Inglaterra, defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa. Entre outras idéias, defendia o fim da distinção entre o artesão e o artista. Fez frente aos avanços da indústria e pretendia imprimir em móveis e objetos o traço do artesão-artista, que mais tarde seria conhecido como designer.


Artichoke Wallpaper - William Morris

29 março, 2008

"Medo do escuro ou medo do amor?"

Eu não tenho medo do escuro!



Aula de fotografia - Lighting paint
[Obturador aberto à 8" com uso de 4 lanternas e 4 pessoas - movimento contínuo numa mesma forma]

25 março, 2008

Minha cabeça dói!
Estou frustrada.
Por tudo que é injusto e nada que funciona nesse país.
Pela falta de educação e burrice dos brasileiros.
Insanidade nas ruas e os justos ainda pagam pela irresponsabilidade alheia.

Minha cabeça dói!
Mas ainda bem que foi só uma pancada.

E ainda me perguntam porque tenho medo de conduzir.

17 março, 2008

Desculpe-me, se voltei a invadir de forma arrebatadora, mas o sentido, a ternura e a pele falou mais alto que o apreço das coisas que estavam do outro lado.
Queria olhar profundamente nas águas dos seus oceanos, mas não pude. Temi afogar-me, através da beleza desse olhar, novamente... E me culpar por isso.

05 março, 2008

O que é Design? Parte I

Você já repetiu tantas vezes uma palavra que teve a sensação de que ela perdeu o sentido? Isso acontece bastante em relacionamentos. Quando gostamos muito de alguém, queremos que essa pessoa se sinta segura. Assim, dizemos tantas vezes eu te amo, eu te amo, eu te amo, que num determinado momento, a repetição acaba gastando o sentimento da expressão. Aí, é hora de parar pra pensar e lembrar o que ela realmente significa.

Hoje em dia, temos a impressão de que ninguém mais lembra o significado de design. Uma palavra tão simples, que faz parte do nosso dia-a-dia de tantas formas diferentes. Você assiste a um comercial que fala do novo design da escova de dentes, lê um anúncio do novo design do carro, vê o rótulo da água mineral fazer alarde do novo design da garrafa. Mas será que design é só isso? Uma roupa nova?

Existe uma máxima do design que diz que a forma é a função. Ou seja, o design não é só a roupa nova, mas também a preocupação para que serve essa roupa. Uma preocupação importante. A roupa que se usa para ir a um casamento não é a mesma que se usa para ir à praia. Mas não estamos esquecendo de alguma coisa? Será que não existe um pequeno universo entre o conceito de forma e o conceito de função?

E quanto à função do próprio design? Pra que ele serve? Design é uma profissão? Design é uma atividade econômica? Design é arte? Design é entretenimento? Design pode ter uma função social? Design pode não ter uma função? Design pode ser fantasia? Design pode ser otimismo, esperança e bom humor?

Todas essas perguntas são muito importantes, e cada uma delas tem muitas respostas. Quem tem interesse em design deve encontrar a sua própria resposta. Mas, se procurarmos todos juntos, tudo pode ficar mais fácil.
Um apaixonado nunca pode esquecer o que significa eu te amo.

[texto retirado de uma instituição de ensino]

04 março, 2008

Review - Show do Iron Maiden

[02.03.08] - Parque Antártica

Espera, calor, mais espera, uma rápida chuva pra refrescar os animos e...
Às 20h10, ao som de "Doctor, doctor" apenas como introdução de todo show.

Iron Maiden entra no palco com "Aces High" fazendo o chão tremer!

Bruce faz uma tirada: "Bom chuva aqui em SP, mas tudo bem, por que ela não vai estragar o show, né?" - Disse, olhando pro o céu e no momento passa um helicóptero - "Deve ser aquelas "Space" Girls mijando em nós. Que se fodam então!" - E mostra o dedo do meio olhando pra cima. Huahuaha




Seguiram com "2 Minutes to Midnight", "Revelations" e "The Trooper".

Em "The Trooper", Bruce Dickinson, em plena forma, entrou caracterizado com uma roupa de soldado britânico, enquanto cantava, sacudia uma bandeira do Reino Unido.




A banda emendou "Wasted Years"
"Can I play with madness"
"The rime of the ancient mariner"
"Powerslave"
"The number of the Beast"
"heaven can wait"
"Run to the hills"
O HINO "Fear of the dark"
O mascote Eddie entra no palco com sua forma robótica e estonteante durante a execução de "Iron maiden" [fechando o primeiro bloco pra pausa]

Voltaram com uma conversa com o público
Bruce: "Gostamos muito de fazer shows na América Latina, especialmente no Brasil. Sei que muita gente não pôde comprar ingresso porque eles acabaram muito rapidamente. Obrigado por terem comprado todos os ingressos"
E prometeu: "Nós voltaremos, dentro de um ano, para um grande show, com explosões, fogos, bonecos. Vai ser o maior show do Iron Maiden já feito em São Paulo."
Seguiram com "Moonchild" e "The clairvoyant"

Fechando o show às 22hs com "Hallowed be thy name".



Melhor show que eu já fui!
Não tem preço que pague a adrenalina, a emoção e o orgulho de dizer:
"Eu tava lá, no meio das 37 mil pessoas, pulando, cantando em alto e bom som! Foi foda!"



Vale a pena ver esse vídeo:
- Fear of the Dark, pela vista do prédio ao lado do Pq Antártica:

http://www.youtube.com/watch?v=yhGQN0R8VDE

[Não é à toa que eles curtem os fãs brasileiros! Só nós conseguimos fazer o chão tremer assim! Arrepio de lembrar dessa vibe!
Até quem não curte, qdo vê esse vídeo dá a idéia da grandeza e da emoção de tantas pessoas cantando um Hino de uma banda que conquista fãs à décadas]

29 fevereiro, 2008

A criação se deve a 1% de inspiração e 99% de transpiração.

20 fevereiro, 2008

L - lies, lies, lies

Então, o que você quer saber a respeito de mentiras, minha querida?
Contarei a você sobre mentiras.

Há mentiras brancas e mentiras negras,e muitos tons de mentiras cinzas.
Mas algumas mentiras são justificáveis.
Mentiras ditas por bondade, mentiras para preservar a dignidade.
Mentiras que simplificam a dor.

Todos são mentirosos, querida!

15 fevereiro, 2008

Auto-retrato



No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...

e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

[Mario Quintana]

13 fevereiro, 2008

As vezes pensamos que tudo deu errado, mas pensando bem, ainda bem. Porque no fim, o errado era o certo.

30 janeiro, 2008

Ocidentalização do Oriente

2008 é o ano do Centenário do Japão no Brasil. E também uma época em que sua ocidentalização está cada vez mais eminente, assim como a miscigenação. Isso pode significar extremos lados de uma balança, mas vamos esquecer a parte cultural e politica e entrar no assunto social.
Antes de mais nada, não sou falsa-moralista, e nem estou generalizando ou entrando em nenhuma crítica à questão de raça , já que sou mestiça de pai japonês e mãe italiana. Mas sei que cada vez mais me frusta o contexto que essa tendência é começar a pré-conceituar ou estabelecer um padrão, vamos dizer, de beleza.

Já viram adolescentes gostar de desenhos, músicas e assim já interligar o gosto por olhos puxados e acabar virando quase uma cultuação à tudo que envolva o Oriente? Pois é, isso particularmente comprova a futilidade da geração, que esquece os valores e só vê aparências.

E aquelas baladas "japa" onde você apenas encontra uma legião de pessoas de baixa estatura, com olhos puxados e cabelos lisos com cortes modernos e péssimos dançarinos, e logo os tais "admiradores". O que é isso? Virou circo agora que precisa de evento especifico pra ir "à caça"?

Bom quanto à eventos de animes já foram bons. Há 6 anos atrás, onde você encontrava coisas raras jamais vistas no Brasil, debatia com pessoas que gostavam das mesmas coisas. Era apenas uma fantasia pra estabelecer "negócios e diversão", apreciar os belissimos e bem trabalhos costumes players e dar risada com suas apresentações, mas saiamos de lá e a vida continuava normal. Hoje me envergonha dizer que já poderia ter participado de um evento desses e ver que os jovens tão cada vez mais débil mentais, trajado como um pokémon pra ir ao mercado da esquina, garotas parecendo mini prostitutas de Xangai ou paquitas do "Xou da Xuxa". E todos usam linguagens que nem meu sobrinho de 3 anos entenderia.

Ok! Não vou falar apenas o lado "ruim". Obviamente que a miscigenação também pode acabar com o preconceito da própria raça japonesa, já que AINDA existem, como dizemos "côlonias", que não importa se você tem caratér mas se você não é japonês não pode entrar pra família. É pessoal, ainda existe isso. E eu não tenho um histórico tão amigavél nesse contexto social.

Enfim, é um assunto extenso, e eu só queria falar um pouco da minha frustação com o mundo cada vez mais fútil e inútil. Não sei a quanto a modernidade e ocidentalização chegou à sociedade mas se as pessoas não souberem separar os valores e ficar se preocupando apenas com beleza e raça, a têndência é piorar. Sou apenas a favor da mistura consciente.

Anaikô, assim chamamos mestiços - filhos do Amor. Porque antes misturar raças, era só por amor.

29 janeiro, 2008

Extremo

Porque aqui não tem meio termo!

Tudo que vive é mutável, mas sempre preserva sua natureza e principios, sem querer derrubar a integridade ou ludibriar os sentidos de outrém.
Quem aceita a impermanência tende a viver de forma profunda tudo o que aparece na sua vida.
Não quero ser radical, mas regressei em alguns aspectos e esqueci de meu principal forte, extremismo.
E assim seguirão os traços, como a profundidade de oceanos.

Existem sensações que não precisam ser vistas ou mostradas, simplesmente sentidas. E eu particularmente, sinto (in)verdades. Onde analiso os patamares possiveis e suas facetas insólitas.
Na atual conjectura, os círculos e ciclos são como JOGOS de tabuleiros, peças são aleatóriamente descartadas dentro dos limites, das falhas de outrém e das minhas necessidades e desconfianças.

Mergulho agora num mar calmo, onde partirei de certa forma, e permanecerei assim. Mas sempre com a certeza: de amar ou odiar [apesar de não odiar ninguém - então substituo com indiferentismo - do sim ou não; certo ou errado; bem ou mal; ser ou não ser; tudo ou nada!

28 janeiro, 2008

Fênix



A fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas.
O mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causavam em outros animais, chegava a provocar a morte deles.
Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez.
Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.

24 janeiro, 2008

Doente, fraca e com frio.
São sensações que são impostas à fazer-me sentir viva. Ainda que existam outras, lanço-as para fora de mim agora.

07 janeiro, 2008

A persistência da memória




Este quadro tão pequeno é a mais conhecida das obras de Salvador Dali.
A flacidez dos relógios pendurados e escorrendo mostram uma preocupação humana, como: tempo e memória. E o próprio Dali se apresenta na forma de cabeça adormecida.
Quem o vê jamais o esquece.

Algumas obras do movimento surreal me fazem mergulhar num mar de idéias, sentidos e acabo por refletir que suas propriedades podem ter os mesmos aspectos da vida.

Tempo e memória podem ser tão essenciais quanto destrutivos.
A que ponto permitir que nos guiem?

31 dezembro, 2007

Resoluções 2008

O que vem à mente quando um ano acaba e outro "ciclo" se inicia?
O que fizemos, o que deixamos de fazer, e o que gostariamos de fazer.

O que eu quero?
Uma vida normal

11 dezembro, 2007

Cicatrizes

Há alguns anos, em um dia de verão, um pequeno menino decidiu ir
nadar no lago que havia atrás de sua casa.
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo ...Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro. Com medo correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia.
Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe.

Mas era tarde.
Assim que a alcançou, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés. Começou um cabo-de-guerra incrível, entre os dois.
O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixá-lo ir.
Um fazendeiro que passava por perto, ouviu os gritos, pegou a arma e disparou no jacaré.

De forma impressionante, após semanas e semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
Seus pés ficaram totalmente feridos.
Um repórter que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes.
O menino lhe mostrou seus braços e disse ao repórter:
"Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também Eu as tenho porque minha mãe não deixou eu ir"

Podemos nos identificar com esse pequeno menino.

Nós também temos muitas cicatrizes.

Não a de um jacaré, mas as cicatrizes de um passado doloroso.
Algumas daquelas cicatrizes são feias e causam-nos profunda dor.
Mas, algumas feridas, meu amigo, são porque DEUS se recusou a nos deixar ir.
E enquanto vc se esforçava, Ele estava lhe segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que está te causando dor seja Deus cravando-lhe suas unhas para não te deixar ir.

Deus certamente vai fazer o que for necessário para não te perder, ainda que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.

autor desconhecido

Em meus versos alguma história ainda será relatada. Com final triste ou feliz, publicada ou apenas em rascunho, ninguém sabe...

06 dezembro, 2007

Amor livre

Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. A certa altura, a menina disse:
- Mãe, como se faz para manter um amor?
A mãe olhou para a filha e respondeu:
- Agarra num pouco de areia e fecha a mão com força...
A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
- mãe, mas assim a areia cai!!!
- Eu sei, agora abre completamente a mão...
A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
- Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.

Se queres muito uma coisa, deixa-a livre... Se ela voltar será tua para sempre, se não, é porque nunca foi tua de verdade.


Já deixei livre "meus amores" e então, não voltaram,
Agora quero estar livre na certeza de que posso voltar.

23 novembro, 2007

Voltei, de algum lugar perdido.
Me encontrei, em algum canto esquecido.
Mas já estou indo embora, de alguma forma.

19 novembro, 2007

Felicitações a mais um

Existem coisas que me nostalgiam, ou me entristecem, me magoam, me fazem desistir, sentir-me frustrada por chegar até aqui, olhar pra trás e ver dores e cicatrizes.
Mas sei que ainda existem alicerces que elevam meus dias, minha alma, meu despertar... Amigos, familia...
Sei que ainda existem motivos pra continuar lutando por mim e por eles.

Alegria é a troca equivalente de sorrisos sinceros;
é celebrar a vida;
é ter aqueles que importam e se importam, sempre próximos.
As vezes coisas inesperadas podem nos dar um golpe, mas a cada dia levantamos, e quem quiser, que seja junto.

Confesso que hoje chorei,
de alegria e de tristeza;
de gratidão e frustração;
Mas como tenho estado no papel de sempre, continuo ressentindo as coisas secas na minha garganta, pronta pra ecoar num súbito vácuo.
Não é a todo momento que é como queremos que seja, mas não cheguei até aqui por um motivo qualquer.
Felicitações pelas memórias guardadas e pelas jogadas fora.

Obrigada
em todos os sentidos, por todos os sentidos.

05 novembro, 2007

02 novembro, 2007

You're the only story that I never told
You're my dirty little secret, wanna keep you so
You're the only story that never been told
You're my dirty little secret, wanna keep you so
Come on out, come on over, help me forget

01 novembro, 2007

O que dizer sobre meus últimos dias tão sádicos e bem vividos até então.
Essa dose de ego elevado por uma soma de fatores tem-me feito muito bem.
Não vou dizer que seja plenamente satisfatório mas isso ajudou na execução de uns planos categóricos nas quais tenho presenciado, observado e submetido.
Descobri pontos fracos em outrém. Isso é um tanto quanto estranho, ou então egoísta? Não! Digamos que o ser humano tem a capacidade de correr atrás de seus propósitos e quando algo ultrapassa ou interrompe esse percurso, automaticamente algo eclode a ponto de querer ver o que está por vir, ou até mesmo só pelo gosto de competitividade.
É apenas uma forma de testar nossas capacidades e tirar proveito daquilo que você sempre esperou.
Em partes, eu gosto desse impulso que me faz ver de perto suas reações pelas minhas adverções inesperadas.
Características peculiares afloradas.
Os astros sempre determinaram a minha persona como vingativa, competitiva, ciumenta, egoísta e possessiva. Eis que tenho estado muito bem com tais hehe
Dêem-me trégua, já fui boba demais em acreditar em acertos ou desculpas. Não é maldade, é jogo de sobrevivência

31 outubro, 2007

Dinheiro não compra criatividade
Muito menos a autênticidade alheia!

24 outubro, 2007

Olhando esta caixa de postagem, em busca de um sustento à esta necessidade de escrever e eliminar de meu interior todo os sentidos. Impossivel, é só sentindo que se entende...
Alternando entre fotografias, pensamentos e fatos ocorridos, enquanto ouço as músicas ambiente que marcaram estas lembranças.
Talvez este humor que se manteve tão aceso nos últimos dias esteja em fase de declinio temporário. Modificado por uma música, por uma lembrança, por um pensamento, por um toque e por fim, uma solidão.

Quando eu penso que estou partindo é quando eu mais me aproximo.
Odeio desmoronar minhas barreiras num piscar de olhos. Sempre com a mesma questão e o mesmo toque. Sempre volto atrás quando se trata disso.
Sei que odeio esse fato, e sei que não posso reclamar, mas não sei como me desamarrar. Porque no fundo será sempre assim.

Agora sinto a sensação de querer transitar por um instante numa névoa, num vácuo onde não encontrará nada mais que os olhos reconheçam. Nem que seja por alguns segundos, sentir aquele cheiro da umidade e uma friagem nos pulmões como se quisessem expandir até o extremo e explodir. Uma atmosfera entorpecente. Meus pés afundassem como num plano arenoso, molhado.
Isso é sentir-se viva?
Ou talvez basta saber que o coração ainda agita?

20 outubro, 2007

Fantasy - Richie Kotzen

Love wasn't love until you came around
Ican't keep my focus life isn't life unless
You come around
Tell me what have I become
You make my feel how I shouldn't feel
How can I get away
I gotta knowwhat im living isn't some kind of dream
Oh oh oh wont you tell me is it a
Fantasy is it a fantasy
Oh oh oh wont you tell me is it a
Fantasy are you my fantasy
Touch wasn't touch until you came around
I cant let you change me
Why when I try to kick you out you just
Make me sober
You like a flame always burning but you
Never burn out
Ill never get away
I try to leave but when I try somehow you keep me around

0107
0707
1007

10 outubro, 2007

"...mantenha a expectativa baixa, e ninguém se decepciona"

Fato! Preciso voltar a ser aquele ser quase assexuado e desencanado em qualquer tipo de nova situação que venha a exaltar emoções.
Porém não sei dizer se realmente as pessoas estão cada vez mais desprovidas da capacidade de manter algum tipo de relação afetiva ou eu é que estou cada vez mais exigente ou num estado irritável e quase que impaciente com a incompatibilidade e futilidade masculina.

Enfim, preferia aceitar que as pessoas estão realmente cada vez piores, do que admitir de que eu estou cada vez pior.
Uma vez uma amiga disse: "Quanto mais envelhecemos e mais demoramos a encontrar um parceiro, mas exigentes e ricas ficamos". Eu tô beirando meus 24, e desempregada.
Devo dar um tiro na boca? Hahaha Que bosta! Bom isso é o que a sociedade espararia.
Mas tudo bem, se nada der certo eu viro cartomante com meu grandissíssimo poder de persuasão. Pena que esse poder já não funciona tanto quanto deveria, ainda preciso arrumar alguns milhões de reais pra suprir ou comprar testosterona dispensavel na minha vida haha Já que, volto a ressaltar, a futilidade impera os tempos presentes.
Bom tudo bem, feriado prolongado tá aí, e nada melhor que uma dose de besteirol e insanidade com as amigas.

01 outubro, 2007

Show do Richie Kotzen em SP

No sábado fui com uns amigos à Expo Music, lugar mais que propício para conversar sobre: música, e acabo lembrando do show do Richie Kotzen, o que pra mim já estava por perdido já que não havia companhia e era no Stones Music Bar, próximo à Vila Prudente, o que é bem longe para mim, pobre mortal sem emprego, sem carro e sem senso de direção em SP.
Eis que minha amiga Bia, resolve dizer que estava muito afim de ir tbm, nisso minhas lombrigas e minha paixão por Richie Kotzen despertaram das cinzas do meu amago. E me fez não dormir a noite pensando um jeito de ir no bendito show.
Domingo [30.09.07] de manhã a péssima noticia de que os ingressos para estudantes haviam esgotado, mas não contentes, eu e a Bia extorquimos a outra parte do dinheiro.
3hs de fila no frio e mais alguns minutos de espera até a casa encher.
E "vualá" Eric Martin entra no palco mais que saltitante com aquele ar de bom moço, digo tiozão recauchutado.
Conhecia só as músicas do Mr Big dentro do seu repertório, e acho que ficou faltando a boa e velha balada "just take my heart" (sim eu tô mto gay ultimamente, e podem falar que é músiquinha clichê mas essa é foda, dá vontade de chorar, e sim eu estou gay mesmo hahaha)
E depois o maravilhoso e perfeito Richie Kotzen!!
Não sou boa para lembrar nomes das respectivas músicas do repertório, mas posso dizer que "losing my mind, mother heads, doin what the devil says to do, remember, fooled again e go faster", foram perfeitas. Só faltou "you can't save me" pra arrematar a set
O Kotzen além das caras e bocas que faz enquanto toca tem um ar misterioso e obscuro, além de deixar dúvidas de flertes com o baixista da sua banda enquanto ficavam frente à frente, mas tudo bem ninguém vai questionar a sexualidade de um cara tão perfeito quanto ele, hahaha droga tá se ele for msm gay ele não é tão perfeito assim. Ok foda-se eu não ligo!
E pra fechar o dueto com "Shine, e 30 days in the hole" Mr Biggggg!!
Satisfeita por não ter perdido um show tão perfeito como esse, quem foi, foi. Um igual a esses, só em algumas décadas ou quem sabe nunca mais.

foto by me:


vídeo by me:
http://www.youtube.com/watch?v=QqHBSlm5oxk

26 setembro, 2007

Angústia

Chamamos de angústia a sensação psicológica, caracterizada por "abafamento", insegurança, falta de humor, ressentimento, dor e ferida na alma. Na moderna psiquiatria é considerada uma doença que pode produzir problemas psicosomáticos.
A angústia é também uma emoção que precede algo (um acontecimento,uma ocasião, circunstância), também pode-se chegar a angústia através de lembranças traumaticas que dilaceraram ou fragmentaram o ego.

"Jean-Paul Sartre, filósofo francês contemporâneo, defendeu que a angústia surge no exato momento em que o homem percebe a sua condenação irrevogável à liberdade, isto é, o homem está condenado a ser livre, posto que sempre haverá uma opção de escolha: mesmo diante de A, posso optar por escolher não-A. Ao perceber tal condenação, ele se sente angustiado em saber que é senhor de seu destino. Também Sigmund Freud, Pai da Psicanálise, realizou estudos sobre o problema da angústia. Ele afirmou que vivemos um profundo mal-estar provocado pelo avanço do capitalismo. Contudo, a sua colaboração mais profunda para essa nossa temática pode ser percebida na sua análise do nosso aparelho psíquico: vivemos um conflito interno entre três instâncias psíquicas fundamentais ao equilíbrio do ser: nossas vontades (id) vivem em constante atrito com nosso instinto repressor (superego). Podemos tudo aquilo que queremos? Infelizmente não. O balanço entre as vontades e as repressões tem que ser buscado pelo ego, a nossa consciência. É o ego que analisa a possibilidade real de por em prática uma ação desejada pelo nosso id. Não obstante, controla o excessivo rigor imposto pelo superego. A esse conflito entre o id e o superego, Freud denominou angústia."

20 setembro, 2007

Only When I Lose Myself - Depeche Mode

It's only when I lose myself in someone else
Then I find myself
I find myself

Something beautiful is happening inside for me
Something sensual, it's full of fire and mystery
I feel hypnotized, I feel paralized
I have found heaven

There's a thousand reasons
Why I should not spent my time with you
For every reason not to be here I can think of two
Keep me hanging on
Feeling nothing's wrong
Inside your heaven

It's only when I lose myself in someone else
Then I find myself
I find myself

I can feel the emptiness inside me fade and disappear
There's a feeling of content that now you are here
I feel satisfied
I belong inside
Your velvet heaven

Did I need to sell my soul
For pleasure like this
Did I have to lose control
To treasure your kiss
Did I need to place my heart
In the palm of your hand
Before I could even start
To understand

It's only when I lose myself in someone else
Then I find myself
I find myself

11 setembro, 2007

Empty

Tanto pra expôr existente na mente, talvez seja o horário ou aquela ponta de inspiração que ainda me falta. Portanto, simplesmente ainda há um vazio. [toc! toc!]
Se eu fosse como aqueles escritores undergrounds, poderia acender um cigarro com uma xícara de chá, onde na verdade haveria whisky barato dentro dela e varasse a madruga escrevendo interminaveis contos cults que muitos "jovenzinhos" pseudo-intelectuais, medíocres e cheios de achismso de grandes conhecedores da cultura, iriam se esbaldar. Mas não sou um escritor desses, muito menos fumo ou bebo whisky pra parecer inteligente ou tentar relaxar com estes itens.
Sinto-me vazia neste instante.
Queria poder abrir essa porta de pijama, pegar o carro e sair por aí, mas nem tira-lo da garagem, sem fazer o maior escandalo, eu sei.
Queria tantas coisas, isso é o que a minha cabeça faz eu acreditar, mas neste instante eu não passo de um corpo sem sono, tentando escrever algo pra distrair enquanto as horas passam nessa madrugada osciosa.
Não sinto-me inutil, simplesmente tenho evitado de pensar em tal.
Minha auto estima tem estado intacta num bom patamar nos últimos dias. Obrigada a todos aos bajuladores baratos. Um pouco disso desperta-me o lado arrogante e sarcástico insano. (não faz mal quando bem dosado)
Eu aceitaria uma xícara de chá, mas talvez isso espantasse meu sono.
Eu aceitaria um casaco, mas ora penso que já vou deitar-me debaixo do edredon, mas continuo aqui em frente à esta tela fria, com uma roupa que despe meu braços, ombros, colo e coxas.
Tem alguma coisa martelando a minha cabeça [toc! toc!]

08 setembro, 2007

Haverá vezes em que você terá opções, mas no fim ambas são anuladas, porque talvez você seja instável e desprende-se facilmente dos laços frouxos, ou então porque os grãos tende a escapar dos vãos.
Haverá vezes em que outrém te surpreenderá ou te decepcionará subitamente, simultâneamente. Até que a palavra seja proferida.
Haverá vezes em que as verdades serão ditas como brincadeiras. Até que lhe provem o contrário, continuaremos acreditando nas realidades mascaradas pelas carcaças impenetráveis.
Haverá vezes, muito raramente, direi "não" querendo dizer "sim" e "sim" querendo dizer "não". Tipicamente uma observação às suas reações.
Haverá vezes, ou quase sempre, em que na profundeza de seu olhar poderei ver o seu mais profundo eu.
"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa" - Platão

28 agosto, 2007

Desprendimentos

Tenho vivido sem lembrar de muitos detalhes, ora porque meu cerebro tem apagado motivos, lugares, palavras, lembranças, nomes, rostos, promessas, esperanças... um à um por estar morrendo a cada dia. Ora por si só, eu apago da minha mente todo sentido que tem-me feito mal ou quando ele simplesmente não me serve mais. Situações me fazem mudar.

Ou como diria Damien Rice:
"Pedras me ensinaram a voar

O amor me ensinou a mentir
A vida me ensinou a morrer
Assim, não é difícil cair
Quando você flutua como uma bala de canhão"

Como se renascesse a cada história triste, a cada queda e com isso consigo desprender-me de tudo aquilo que já não faz sentido.
"Jogo tudo" fora!
Explodo num instante em uma rígida, contida e contínua raiva... Depois levanto, renasço...Das cinzas um corpo se faz.
Já joguei as letras;
Já joguei as imagens;
Já joguei os cheiros;
Lancei de mim o pensamento, as mentiras e as culpas.
Lembraças já não me servem mais, sentimentos muito menos.
Despredimentos, hoje se faz.

27 agosto, 2007

Diagramas da vida em rabiscos,
nada mais parece ter definição.
Contradição dos sentidos,
buscando a perfeição.
Aquela que não existe,
ou talvez nunca existiu.
Ficamos cegos esperando,
acreditando no que esvaiu

Nada mais é certo!

Um dia eles são assim. Já não são mais os mesmos amanhã.

24 agosto, 2007

Acabei de assistir ao filme A walk to remember. A principio parecia um filme trivial, de romance adolescente e bobo, mas me surpreendeu. Ele conseguiu retratar boa parte dos passos que tento dar em minha vida sobre a questão de não parar pra pensar no amanhã, mas sentir o verdadeiro sabor das sensações. Viver um momento, ser feliz no presente, aguçar os sentidos, planejar as coisas mais loucas e tentar cumpri-las de forma natural. Esquecer que o nosso próprio corpo pode ser uma "arma"'; acreditar em mudanças repentinas. Quanto à parte do amor, só comentaria a respeito se tivesse uma definição. Como até então perdi todas as lacunas, eu pulo esta parte.
Ok! Já chorei demais com esse filme e já cheguei a acreditar que isso existe. Chega de blábláblá e crise de mulherzisse por hoje rs

18 agosto, 2007

Glory Box - Portishead

I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play

For I've been a tempteress too long

Yes
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman

From this time unchained
We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over and give us some room, yeah

Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman

So don't you stop being a man
Just take a little look from outside when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry

Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
It's all I wanna be, it's all, a woman

For this is the beginning of forever and ever

It's time to move over
So I wanna be

I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play

For I've been a tempteress too long...

Glory Box - Portishead

[Talvez as palavras não saiam agora pra tentar descrever as sensações ou as horas passadas. Eu sei que em sua cabeça há uma ponta de curiosidade sobre algum texto, com palavras delicadas transcrevendo de forma alinhada todas as batidas e respirações... quem sabe eu consiga transpôr uma ponta em palavras, porém não conseguiria descrever exatamente todos as explosões e a mescla de sensações que tens me proporcionado... mas não poderia deixar de registrar aqui... só nós sabemos a quanto essa música vai ficar representada e comprovada a tal "teoria"]

14 agosto, 2007

O mundo dá voltas

Antes hilário do que trágico, mas assim como o dia nasce, o mundo gira e em torno disso sabemos que uma ação feita agora, ela retornará desforme depois de um tempo. É quase uma lei humana, na qual podemos verter hoje o rosto em lágrimas de tristeza e amanhã em lágrimas de felicidade, ou talvez de uma prolongada e inesperada gargalhada sarcástica.
Não direi que meu comportamento vingativo tende a ser algo tão presente em minha vida como o ato de andar, mas sei esperar o momento certo pra ver de camarote o palco que a vida tende a me proporcionar, e deleito-me toda vez que tenho o privilégio de satisfazer a espera na espreita.
É assim que funciona, faça aqui, pague ali, e tenha o troco na mesma moeda.

10 agosto, 2007

Redigir

Aqui permanecem escritas dos sentidos, contando fatos omitidos, vozes ecoadas ou talvez lágrimas de histórias tristes. Com inspirações, eles são redigidos, um à um.
Muitos deles estavam preparados para serem publicados mas intermináveis pela falta de propósitos ou talvez ânimo pra findas conclusões.
Talvez eu não queira expressar este exato momento, mas eu prometi que escreveria mais sobre meu contentamento. Então aqui escrevo, neste instante, mesmo que ele possa ser dissolvido à algumas horas, apenas escrevo; Estou feliz.
Isso não quer dizer que eu deixe de ser impenetrável, e que os invernos deixem de existir nesta alma e neste coração, mas deixo aqui registrado, porque vale a pena um sorriso ao redigir este.
Talvez estes gelos derreterão. E nem quero paciência, só quero sentir as verdades nuas e cruas, doa a quem doer. Não quero máscaras e nem vestes, só quero, como neste instante, redigir um sentido inconstante, e sentir uma verdade num olhar, num sorriso estampado, mesmo que seja nesta tela representada pelas letras negras e frias.

28 julho, 2007

1.decepções, 2.dissoluções, 3.desprendimentos, 4.direções, 5.impulsos, 6.medos, 7.conclusões...
[em 7 passagens]

14 julho, 2007

Sick

Tive uma recaída na última quarta.
Os sintomas me fizeram voltar como algumas ou muitas passagens atrás.
Coincidentemente na terça terminei meu curso para condutores, e nesta tive aulas de primeiros socorros, onde aprendi distinguir diversos sintomas, dentre eles, um peculiar onde só eu mesma poderia entender. Não poderia ter apenas o conhecimento teórico, como há tempos, já tive em prática. Vindo à tona isso me proporcionou uma sensação das piores possiveis.
Com estas dores atuais algumas lembranças vieram à tona, e um lembrete de algumas resoluções que venho adiando.

No instante das explicações ou até mesmo quando alguém conta-me algum caso "trágico" e boçal de um pequeno corte nos dedos , eu simulo à transparecer que realmente é "trágico", quando na verdade aquilo pra mim é o mais simples dos casos. Jamais a querer subestimar às expêriencias ou as dores alheias, afinal eles só tem este ponto de vista de dor, e eu simplesmente disfarço como se aquilo ou multiplicado em 10, comigo nunca acontecera. Isso não é enganar ninguém ou à eu mesma, mas talvez a sempre querer esconder esta faceta ou esquecer que jamais serei como tantos. Tantos estes que talvez tenham corpos saudaveis que sutentam almas putrefadas. Prefiro ter a alma saudavel e o coração puro.
De alguns detalhes minha memória vem sendo apagada
De algumas dores já nem lembro mais.
Forçando ao limite da minha sanidade;
Parte dessa dor está sujeita, parte dessa dor irá para sempre permanecer, profunda e real.
Por ora, estarei sempre bem... Pra que estender quando na verdade alguns sinais de outrem são apenas da boca pra fora?

Faço-me forte diante de tantos, pois sou.
Finjo-me fraca pra não saberem à quanta força possuo pra então tentarem me enfrentar.
Descobri à algum tempo que renasço à cada queda.
Aconteça o que acontecer nenhum homem será capaz de tirar minha força...
A única forma de tirá-la será meu próprio corpo. Onde talvez carrego comigo a minha própria queda.

01 julho, 2007

Step by step

e tem sido assim à mais de 4 passagens.
Uma atitude, e com isso mais uma responsabilidade desde então. Como se ambas mãos tivessem um punhado de areia. Enquanto uma delas está aberta deixando livre que os grãos permaneçam; na outra comprime, deixando que os grãos se esvaiam entre os vãos.

Minha cabeça parece explodir, mas eles disseram que minha percepção visual e minha coordenação está excelente.
Mas ainda impera
de um lado, o medo;
de outro, a espera;

Contando as passagens até que eu enfrente o que tenho evitado nos últimos 5 anos.

26 junho, 2007

Dêem-me um mastro pra equilibrar nesta corda bamba enquanto caminho com tanto pesar.
Por que metade de mim é "sim", e a outra metade é "não".

25 junho, 2007

Paulista e Templo Zu Lai

Tarde de sábado, já estava acomodada com a hora, o local à não mais sair dali pra sequer beber um copo d'agua, pois a estagnação mental já havia tomado conta. Após alguns minutos na caixa virtual bastaram para poder alinhar seus pensamentos afundados. De dois telefonemas, decidi levantar e sair.
Pessoas relapsas e conversas extensas que acalentaram tantas ansias atuais. Algo que prova que não importa o quanto longe alguns se mantêm mas sempre farão a diferença e serão sempre presentes quando vc menos esperar, ou quando vc mais acredita que é de outras que vc precisará.
Sentiu-se mais livre por falar, mesmo sabendo que os problemas não voam como o tempo.

Manhã de domingo, dirige à cidade próxima, em busca de um lugar onde a serenissima e a beleza é eminente.
Tentar refletir, ou apenas esquecer que o mundo é mundo por apenas alguns segundos. Fato! Não foi isso que consegui, talvez por dispersar em pensamentos, e concluir que por um segundo me aproximei demais de onde não deveria e me distanciei demais daquilo que queria.
Sensação estranha.
Intuição? Percepção?
Só sei que de lá eu queria me mandar.
Vontade de ir embora, tanto de "corpo como de alma". Talvez, e novamente... seja tempo de "partir".

De qualquer forma, agradeço aos que de ombro fizeram-se neste fds.

20 junho, 2007

Segredos

Por mais sinceros que sejamos, pelo coração mais limpo que tenhamos, todos temos um segredo, jamais a ser revelado.
Não teremos tempo suficiente pra conhecer alguém, se é que algum dia conseguiríamos essa façanha.
Poderiamos viver anos à fio e jamais algum dia saber o que se passa dentre suas facetas; em suas mentes, seus desejos, seus segredos.

Mas pra muitos e com poucas peças conseguimos descobrir infindas características, infindos detalhes a serem desvendados, sendo eles completos ou não. Com algumas peças que se encaixam, chegamos aos entendimentos das intuições iniciais que até então estavam turvas, suficientes ou quase eminente a deixar-te cega. Lançando à uma saída desse lodo de mentira, porém fazendo-me olhar que aqui dentro também existem facetas.
Por mais sinceros que sejamos, sempre esconderemos um segredo.

14 junho, 2007

Nunca é tarde

Silencio ou talvez omito alguma reação dentro de mim, sempre por não querer estender seu tempo, ou tocar em alguma parte que não houvesse entendimento. Sem querer causar algum tipo de impressão quando na verdade traz à tona o inverso.
As vezes preciso submergir com estes erros, pondo-me cega no ato de tal, pois posso ferir-lhe com nula intenção.
Até então, eu tento. Eu juro que tento.
Algumas vozes já disseram pra continuar tentando, mas agora, neste caso, eu só preciso de tempo.
Tempo pra saber se entenderia, como uma visão de um ser e não apenas de um mero; .
Tempo pra contar as infindas histórias tristes
Tempo pra saber se ainda queira preencher essas lacunas ou estas cicatrizes.
Mesmo que em curto prazo de tempo.

Eu ainda reluto com essa perseguição e esta solidão.
Desde que eu tenha a certeza, eu juro que tentarei.
Enquanto isso, eu inundo em reações, espontaneidades e sentimentos não esperados desde a primeira impressão. E que crescem. Isso pode ser um tanto profundo, mas entenda que isso é apenas uma felicidade momentanea na qual deixarei ser que ela seja eterna enquanto durar.
Mesmo que me parta em mil pedaços, mesmo que eu erre, mas não me arrependerei, pois nunca é tarde pra dizer ou expressar.
Nunca é tarde pra viver, qualquer que seja o sentido.
Nunca é tarde pra pedir perdão, por um ato humanamente imperdoavel, ou inversamente recuperavél.
Nunca é tarde pra olhar os erros e mesmo que não sejam recuperados, reconhecidos.
Nunca é tarde pra ver o quanto é bom acordar e ver que isto não é um sonho, não agora.

Eu ainda verei minhas frias mãos
Nunca é tarde...

04 junho, 2007

Sensações com "Portishead"

*banda britânica de trip-hop
Não apenas pra mim, mas a maioria que ouve, quer provar e comprova de que não é apenas uma banda de trip-hop ou batidas eletrônicas em slowtime e desaceleradas, mas suas trilhas distinguem-se por únicas e harmoniosas sensações, de atos solitários aos anseios mais libidinosos.

.num suicidio mergulho teatral escrevo o que se traz à tona cada batida à imaginação:

"...um corredor com carpete vermelho ao seu fundo uma porta entreaberta.
Desperta-se uma intensa indiscrição, e lentamente a visão propaga-se num quarto com luzes fracas. Janelas com cortinas esvoaçantes escancaram a alvorada, e o brilho externo distingue a silhueta à luz.
Sente-se aquele aroma embriagante, talvez cravo e rosas brancas, juntamente com vapores do vinho tinto às taças ali já usadas.
A silhueta move-se ao encontro do toque de quem ali se aproxima. Leves toques, que até então seriam árduos, quase imperceptiveis, das vestes à pele quente, e em seus poros suspendem e em arrepios recebe-os emudecendo todos os outros sentidos. Aos poucos eles reconstituem, e cada matéria e ruídos traz à tona as sensações embriagadas.
Com um dos dedos o fio é afastado da boca molhada e seguro atrás à nuca. Ao escuro as bocas se aproximam lentamente e num beijo hesitado e brilhante pelas salivas os anseios são saciados.
Intensificando em inimaginaveis e incontaveis apreciações.
A cada toque, a cada som, aguça-se as fantasias trazendo a tona todas as vontades já retraidas..."

Sozinho ou acompanhado... ouça Portishead e termine a história ao seu modo com as sensações obtidas.
Sugestões: Glory box e roads

31 maio, 2007

Lacunas

Uma à uma estão sendo preenchidas
Luto contra essa maré que progredi de forma exponencial a cada palavras de ontem e gestos de hoje.
No trajeto uma longa analise conlui-se de que os conceitos foram bruscamente lançados, e que hoje já não espero mais nada de alguém tão relapso.
Deixarei dissolver ao redor e que permaneça apenas na memória.
Querendo voltar à exatas 60 passagens e mudar o percurso desse entrelaçado destino, porém querer está tão longe de poder, assim como estarei tão longe de te ter.

Ninguém mais entenderia o que se passa aqui dentro, até que parta este ensaio com o ser que permaneceu intacto no contato ou na falta de.
Fecha-se uma porta, talvez para abrir outra. Talvez!

Até que eu arranque de mim estes sentidos tentando convencer-me de que cometo erros, mesmo sabendo que um à um, já não mais me pertencem. Pois cada qual que saiba cuidar.

Quisera eu não mais desperdiçar cada segundo da minha vida finda.
Talvez, quem sabe...

"someday
someday"...

30 maio, 2007

Os extremos da rede

"Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas
Mas há dias em que nada faz sentido
E o sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente". [túnel do tempo - frejat]

Ou talvez essa rede invisivel irá me matar
Quando aos poucos eu tento me afastar
Cada vez mais ela me põe a se arriscar
Cada canto que almejei a conquistar.

Minha cabeça se pôs a mil por hora,
Desde quando emergiu em outrora.
Mas talvez, mesmo que as avessas
Em função de minhas promessas

...Jamais deixará despertar os desejos infindos pelo surreal à suas mãos...

28 maio, 2007

Strangers - Portishead

Ohh...
Can anybody see the light
Where the morn meets the dew and the tide rises
Did you realise, no one can see inside your view
Did you realise, forwhy this sight belongs to you

Ohh...
Just set aside your fears of life
Thru this sole desire

Done it warning
Done it now
This ain't real
On in this side

Done it warning
Done it now
This ain't real
On in this side

Done it warning
Done it now
This ain't real

Done it waring
Done it now
This ain't real
On in this side

Ohh...
Can anybody see the light
Were the morn meets the dew and the tide rises
Did you realise, no one can ever see inside you view
Did you realise, forewhy this sight belongs to you.

25 maio, 2007

Scars

I tear my heart open, I sow myself shut
My weakness is that I care too much
My scars remind me that the past is real
I tear my heart open just to feel

24 maio, 2007

Auto-estima

atualmente é um grau em base negativa que se encontra com grande êxito dentro das minhas auto-avaliações. Ou seja, não tenho.
E a cada matéria comparativa, faço bloqueios constantes.
Meu cérebro oscila em extremos pontos quando se trata disso.
Se possuisse um bloqueio interno onde descartasse todas as informações que fazem a minha auto estima declinar, eu seria mais feliz, mas à cada vez que acontece, todos os julgamentos vem à tona e demora pra que eu retorne.
Estou com péssima absorção de que alguns tentam me convencer o contrário. E tenho plena certeza que esta marca morrerá comigo, sem que alguém sequer consiga saber o que se passa aqui dentro.

"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento. Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Eu sou uma pergunta." clarice linspector

ou talvez serei eternamente uma incógnita.

19 maio, 2007

Felicidade é momentânea

A resposta mais frequente que se dá à constantes desejos, é " ser feliz".
Desde quando conseguiremos ser constantemente felizes?
Numa determinada época aprendi que carregamos uma expressão séria, quieta, objetiva, na maior parte do tempo. Podemos estar sozinhos, a caminho do trabalho, da faculdade, estudando, tomando banho, dormindo, sempre com a mesma expressão, serena, simplesmente "séria". Não estou dizendo de uma aparência que mantêm-se rígida e intacta, mas simplesmente "séria".
E num breve instante eis que surge o sorriso nos lábios, sinceros sorrisos, ou simplesmente uma satisfação.
Por um momento, em algumas horas ou alguns dias em que vive-se experiências unicas e inesqueciveis, conclue-se que aquele momento será o momento a ser recordado, e ser a felicidade momentanea.
Recordo-me das minhas.
Elevo um singelo sorriso ao lembrar-me, poderia entristecer-me em saber que esta felicidade não mais voltará. Mas um dia ela esteve aqui.

Felicidades, não passam de momentos.

.just feeling

13 maio, 2007

Conselhos

Não direi que os odeio, mas não gosto em determinadas ocasiões, principalmente quando não tenho apresentado a questão para uma solução, ou de quem simplesmente não tenha intimidade suficiente pra tal...
"Faça isso ou não faça aquilo!"
Já falei o que penso sobre os mesmos, porém nem sempre são bons ou talvez sejam ouvidos.
Sinta o que tiver que sentir, dentro de dores ou de felicidades!
Mesmo que a maioria tenha vivido ou aprendido com tal fato parecido, ninguém poderá tirar as dores de você ou conseguir entender a felicidade que transborda em seus lábios por uma simples bobagem.
Ninguém sabe o que ecoa dentro de si, esta angustia que não quer sair. Ou então te achará um completo irresponsavel por fazer uma loucura imesurável.

.just feeling

07 maio, 2007

A vida passa em relapsos filmes na memória, e em estreitos laços entre ainda quem quer que permaneça ou que parta em mil pedaços.
Não tem jeito, aquela caixa continua intacta.
Somos poeiras que dissolverão com um tempo
Não sobreviveremos. Dissolveremos com o vento.
Permita-se! Desta matéria nada durará eternamente.

Sem querer causar nenhum tipo de "impressão" com este registro ou achar que consegue transpôr qualquer tipo de sentido.
A tanto tempo cuidava ao invés do inverso. Talvez estivesse mantida num copo vazio até que um toque a transborde e sinta as mais delicadas linhas de seus contornos.

"O amor é tão necessário como o ar que respiramos. Não existe pessoa no mundo que não tem necessidades do amor. Mesmo que elas não admitem diante de pessoas ou não demonstram, desejam este amor e proteção e que alguém se preocupe com elas." [trecho tirado de um folheto recebido distraidamente num vagão]

Que este não seja mal representado apenas porque fala de amor, mas no fim... de cuidados. Permita-se! [Com um pouco de gelo e se quiser limão]

04 maio, 2007

Impressões

"efeito causado por um estímulo exterior sobre a mente ou os sentidos"

Tantas delas foram avessas ao que tenho nos atuais
Impressões são sempre impressões, as primeiras nem sempre são as que ficam, desde que os conheço eles reverteram de forma que envergonho-me e quando descobre-se que és o inverso do que supôs, torna-se verdadeiramente essêncial pra tal... Talvez pro bem, talvez pro mal.
Refizeram e mostraram o quanto não deve-se basear em somente esta imediata forma esquecendo do coração que naquele peito bate de forma compassiva.